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quinta-feira, 25 de agosto de 2011

Bella Italia - Meia geografia!

Bella Italia – geografia pela metade!

Nesta incursão por terras transalpinas a exploração centrou-se particularmente nas províncias da Lombardia, Veneto, Emilia-Romana e Toscana. Geograficamente falando, e o rigor profissional impõe-se, o Norte de Itália.



As crónicas iniciam em Bergamo, local da aterragem a baixo custo. Daí e já com um bólide entre mãos, o destino seria Verona – a cidade dos namorados!
Este local, foi declarado património da humanidade pela UNESCO por causa da sua estrutura urbana e arquitectura: “Verona é um maravilhoso exemplo de cidade que se desenvolveu progressivamente e sem interrupções durante dois mil anos”. Verona é um dos locais onde se passa a história da peça Romeu e Julieta escrita por William Shakespeare. No centro da cidade existe a casa onde, pelo que conta a história, Julieta morava. Este é um grande marco da cidade, e é por este facto que recebe a fama de cidade dos namorados. Neste espaço e numa arcada de acesso à dita casa, os namorados de todo o mundo podem, grafitar o seu nome e nesse espaço escrever juras de amor eterno.
Duas horas de percurso por entre o centro da cidade, são o espaço de tempo suficiente, para respirar o seu ambiente romântico, boémio e pitoresco, que numa bela tarde de verão, nos invocam o desejo de deglutir uma ou duas bolas de gellati tradicionalle, cujos sabores nos transportam ainda mais para a essência romântica da atmosfera envolvente. As ruas pedonais pejadas e turistas, encaminham-nos naturalmente numa torrente de gente até à sua praça central, espaço de excelências para uma birra, gelatti ou souvenirs!
De novo de volante entre as mãos, o tempo passava e o céu começava a escurecer. O relógio não parava e o destino seguinte ainda estava um pouco longe- Pádua. Esta cidade, tal como a anterior com cerca de ¼ de milhão de habitantes, é hoje a sede de uma antiga e prestigiosa universidade -Universidade de Pádua, a cidade apresenta inúmeros testemunhos de um rico passado histórico, cultural e artístico. Actualmente a cidade é um importante centro económico, e um dos maiores centros de transporte intermodal de toda a Europa, pela posição geográfica que ocupa (central no norte de Itália e a meio caminho de toda a grande faixa mediterrânica da europa), oferecendo uma vasta zona de serviços nas suas múltiplas zonas industriais.
Entre outras coisas, a cidade é conhecida internacionalmente por ser a cidade onde Santo António famoso franciscano (?português/italiano?),também conhecido como Santo António de Lisboa/Pádua. A data de sua morte, 13 de junho, é festejada pelos lisboetas e pelos paduanos como a festa do Santo.
A primeira jornada estava completa, restava o descanso para, no dia seguinte continuar para outros destinos.
Ainda com o gás todo e movido pelo encantamento/curiosidade do próximo destino – Veneza, lá se seguiu viagem com o volante do Renault Twingo de azul berrante a responder na perfeição. Viagem curta e eis que… Venezia. Entrada por Piazza Roma e uma visão única do Gran Canal. A cidade foi formada num arquipélago da laguna de Veneza, no golfo de Veneza, no noroeste do mar Adriático. Tornou-se uma potência comercial a partir do século X, no qual sua frota já era uma das maiores da Europa. Foi uma das cidades mais importantes da Europa, com uma história rica e complexa e um império de influência mundial comandado pelos doges, os líderes da cidade. Como cidade comercial, tinha várias feitorias e controlava várias rotas comerciais do leste do mediterraneo.
Geograficamente falando Veneza ocupa uma localização excepcional numa lagoa do Mar Adriático, a lagoa de Veneza.O principal núcleo da cidade, o seu centro histórico, é constituído por um conjunto de ilhas no centro da lagoa. A estas ilhas no centro da lagoa há que juntar outras no estuário e também na parte continental. A cidade está coberta por mais de 150 canais, cerca 400 pontes e mais de uma centena de ilhas, estando localizada entre a foz do rio Ádige (a sul) e do rio Piave (a norte). O centro histórico é totalmente pedonal, ou melhor pedonal/canal aquático.
Mas a geografia territorial não explica tudo e a geografia emocional é um precioso complemento neste caso particular. O lugar é… único! De certa forma indiscritível, de certa forma… impensável! Ao percorrer o labirinto de ruas, vielas, praças, becos, sentimos uma incrível sensação de…orientação desorientada. Sabemos que nos levam a algum lugar, mas não a qual! Sabemos que caminhamos em direcção a algo, a algo… novo, diferente e mágico. A atmosfera que se respira envolve-nos e conduz-nos sem direcção a um modo de estar e sentir novo e diferente. Fluindo nesta atmosfera sentimos que, algo de incrivelmente superior é o responsável por aquela criação. Há locais únicos no mundo e este é seguramente um deles! Para quem faz do planeamento urbano sua forma de vida, Veneza é também uma lição. O seu sistema de transportes é também ele único. O barco clássico veneziano é a gôndola, quase só utilizado por turistas. A maioria dos venezianos agora viaja em barcos motorizados (vaporettos) que fazem viagens regulares ao longo das rotas principais dos canais da cidade e entre ilhas. O movimento faz-se a um ritmo desconcertadamente fluído, sem engarrafamentos, sem acidentes e com um fluxo a todos os títulos fantástico, frenético! Se é possível eleger algo que se destaque, então sou obrigado a referir a famosa Praça de S. Marcos, a zona de Rialto e a romântica ponte dos suspiros. A primeira, cujo nível da água, oscila e ora a inunda ora a mantém a descoberto, é uma grande porta de entrada, um espaço grandioso, imponente, que consegue albergar uma quantidade, quase infindável de turistas. Sentimo-nos pequeninos numa espécie de plataforma sob a água, qual barco carregado de passageiros O que muitos denominam de “le plus élégant salon d'Europe”. A zona de Rialto é a zona comercial por excelência e o movimento é “assustador”. É a mesmo tempo o melhor miradouro sobre o grande canal, na sua ponte majestosa. A Ponte de Rialto é a ponte em arco mais antiga e mais famosa. Por falar em ponte termino com a ponte dos suspiros, local emblemático e símbolo do amor. Quem por baixo dela passa com a sua cara metade, beijando-a nesse preciso momento, está destinado a ela ficar preso para toda a eternidade! Românticos estes italianos… ou o turismo assim o obriga!

Nota final: não se viu por lá a Angelina Jolie e o Jonnhy Deep, mas tudo o resto estava por lá, incluindo a máfia russa! Uma tarde em Veneza podia ser o título deste roteiro, mas provavelmente a noite veneziana também está repleta de encantos.
Segue a viagem a viagem em direcção a Ravenna, mas… o trânsito obrigou a uma mudança de planos, sendo Pádua novamente o destino, para mais uma jornada de descanso. O dia seguinte adivinhava-se longo e os objectivos eram ambiciosos: Bolonha, Florença, Písa, Parma e Milão. Mas que jornada…será que o brilhante Twingo azul berrante (agora cheio de insectos na parte dianteira) iria aguentar? Claro que sim…bastava apenas colocar benzina!
E lá fomos nós… litros de H2O na mala e segue a viagem até Bolonha. Nada a dizer sobre o local e o sentimento (de alguma desilusão) convidou-nos a seguir até Florença. A caótica Florença (em termos de trânsito, entenda-se) é considerada o berço do Renascimento italiano, e uma das cidades mais belas de Itália. Tornou-se célebre, também, por ser a cidade natal de Dante, autor da "Divina Comédia", que é um marco da literatura universal.

A Grande Catedral de Florença, também conhecida como Tempio Maggiore ("Templo Principal") é considerada uma das mais belas da Europa. Destacam-se também as diversas e belíssimas catedrais de épocas e estilos diferentes. A cidade também é cenário de obras de artistas do Renascimento, como Michelangelo, Leonardo da Vinci, Giotto, Botticelli, Donatello, entre outros, que nos espreitam a qualquer canto. É ainda conhecida pela cidade dos Médicis, cujo capital proporcionou a grandiosidade e diversidade do local. Neste destacam-se a “Ponte Vecchio” (Ponte Velha) é uma Ponte em arco medieval, famosa por ter uma quantidade de lojas (principalmente ourivesarias e joalharias) ao longo de todo o tabuleiro. Destaca-se também a “Galleria degli Uffizi”, que abriga um dos mais famosos museus do mundo, e cujas filas de entrada não faziam apelo ao convite. De referir ainda a “Basílica di Santa Maria del Fiore” é a catedral, ou Duomo. É uma das obras da arte gótica e da primeira renascença italiana, considerada de fundamental importância para a História da Arquitectura, registo da riqueza e do poder da capital da Toscana nos séculos XIII.

Percorrer Florença, ou Firenze soa a pouco, para um só dia. Permite visualizar os edifícios, porém entrar dos mesmos obriga a uma espera grande que não se compadece com um plano de viagem tão auspicioso. Segue-se Pisa… aí vamos nós (des)inclinar a torre! Carregar no acelerador, pois o caminho faz-se caminhando! Pouco tempo depois, após umas trincas numa fruta da época, aproximamo-nos do destino. O dia já estava longo e nada melhor que um gellatti (começa a fazer sentido o dito: um gelado por dia dá força e alegria!) e … que visão! A torre não é pequena e, segundo, aquilo é uma inclinação bem jeitosa! Mais uma vez o visto na realidade, supera as imagens mentais que produzimos ou que nos tentam “vender”. Só a realidade nos dá uma perspectiva real e impressionantemente realista da imponência de mais este monumento. Mais uma bela surpresa neste tour pela bella italia. A Torre de pisa, esta imponente obra de cerca de 55 metros de altura, com cerca de 16 mil toneladas tem actualmente uma inclinação de quase 4 graus, fruto de obras recentes, mas a sua inclinação chegou a ser de 5,5 graus.

Pisa é…isto! A Torre e todo o espaço envolvente (catedral de Piza e grande Praça). Como curiosidade geográfica de referir apenas que no dia anterior molhara os pés no mar adriático, agora, deixo-me inundar pelo mar da Ligúria (de costa a costa, como dizem os americanos no seu dicionário de basquetebolês). É chegada a hora de rumar novamente para o interior, atravessando desta forma montanhas íngremes que nos levam da capital do mármore até Parma (só de passagem, pois a noite acontecia e uma tempestade parecia vir a caminho, era o que diziam os inúmeros relâmpagos), até Milão, onde finalmente iriamos poder descansar… Porém tal não aconteceu! Um problema geográfico (orientação pessoal, aliada a uma penumbra nocturna e a uma chuva constante) fizeram com que o hotel de destino apenas fora encontrado 3 horas depois da chegada a Milão!!!! E apenas com a ajuda de uma taxista que nos guiou até lá, apenas por 25€! Muitas razões podem explicar esta incidência: a noite, a chuva, a imensidão de Milão e a minha teimosia que a cada passo que dava sentia que o local de destino estava muito próximo…eu sentia-o! Claro que ter levado um GPS tinha dado jeito… estúpido! Porra… Milão é enorme! Não o sabia…nem me tinha preparado devidamente. Desculpas geográficas…
Finalmente chegado ao destino…tinha uma brasileira a minha espera no hotel! Valha-me ao menos algo de bom! Entenda-se… na recepção do hotel, o que após tantas horas de cansaço, foi muito reconfortante não ter que arranhar/maltratar o italiano e … desabafar algumas asneiradas na língua de Camões!
Passada a turbulência da noite anterior restava continuar o plano traçado. Dar um salto até à fronteira suíça e descansar um pouco nas margens do lago Como. Depois das horas anteriores, a tranquilidade impunha-se e este revelou-.se um bom local para o efeito.

Embora sem o encanto do Inverno, tranquilizante q.b. para amainar o espírito. O roteiro seguia conforme o plano traçado e agora o destino era Milão. Com algumas reservas (fruto da experiência recente) impunha-se colocar de lado os receios e ir de peito aberto.

Milão é conhecida mundialmente como a capital do design, com maior influência global no comércio, na indústria, música, desporto, literatura, arte e media, tornando-se uma das cidades principais do mundo. A metrópole é especialmente famosa por suas casas e lojas de moda (como a Via Montenapoleone) e a Galleria Vittorio Emanuele na Piazza Duomo (o shopping mais antigo do mundo). Uma cidade internacional e cosmopolita e a sua Área Metropolitana tem cerca de 8 milhões de habitantes. Para além do ambiente marcadamente citadino, que é a pedra de toque da cidade, destacamos a Catedral de Milão (Duomo di Milano) situa-se na praça central da cidade de Milão é uma das mais célebres e complexas edificações em estilo gótico da Europa.


Destacamos ainda a igreja de Santa Maria delle Grazie famosa pela pintura “A Última Ceia” de Leonardo da Vinci, que foi pintada na parede do refeitório do convento. Destacamos ainda o Castello Sforzesco que é conhecido pelo castelo de Milão.

Actualmente acolhe várias colecções dos museus e galerias de arte da cidade, para além de nos deliciar com um frondoso espaço verde, convidativo a um descanso.
Regresso a Bergamo, entre mais uns geladitos e quase, quase a perder o avião de regresso!
Em suma… este périplo pelo norte de Itália foi bom.
1300Km depois fica a sensação que estará para breve a parte sul.
Qualquer dia… quem sabe!
Nunca esquecer:
"Não somos nós que fazemos as viagens, são elas que nos fazem a nós!


Isto... já ninguém me tira!

terça-feira, 7 de setembro de 2010

Geografia(s) da Europa...

Esta pausa estival permitiu-me ir de encontro de geografias, histórias, estórias, terras, gentes, recantos e encantos... do coração da Europa!

Estes dias, deambulando pelo velho continente, permitiram descobrir experiências, sempre a cada momento, engrandecedoras, enriquecedoras, que nos incorporam tomando a forma de nós mesmos... fazendo parte daquilo que, agora, somos!

Mais do que 1000 palavras, algumas imagens podem ilustrar vidas, paisagens, momentos, flashs de vivências e experiências únicas.

Olhem só... Lembram-se do Danúbio Azul. Ei-lo captado pela minha câmara. Uns dizem que só o vê azul quem está bêbado, ou apaixonado. Garanto-vos que nunca estive alcoolizado.

Esta foto, do quarto do hotel em Budapeste, foi um captar de um momento quase único, pois o mesmo rio jamais se deixou ver nessa cor.

Melhor do que a foto, apenas a imagem real que perdurará por muitos anos na memória.

O périplo iniciou-se em Praga (Rep. Checa). Esta cidade, sede de protagonismo em demasia em tempos idos, continua a "jorrar" memórias, testemunhos, episódios que nos prendem em cada canto, para cada lugar que se olha. Sejam palácios, igrejas, catedrais, capelas, ordens religiosas (uma infinidade, um exagero, tanto mais para quem se diz o "povo mais ateu do mundo"!), pontes, torres, brazões, estátuas, encantos vários... tudo arranjadinho muito ao jeito do "small is beatiful" que permite em percursos pedestres ligeiros, explorar todos os encantos e misticismo... e quão mística se mostrou Praga! Todas as pedras, todos, os edifícios, todas as arcadas, todos os pináculos têm uma lenda associada. Em cima deixo o símbolo maior de Praga, aquilo que lhe confere ainda mais originalidade - a famosa Torre do Relógio Astronómico, que de hora em hora, aglutina junto se si milhares de pessoas, para assistir ao espectáculo também ele místico, com esqueletos a tocar o sino, com santos e outras figuras a deambular diante de nossos olhos.

Tudo explorado e ... a viagem continua. Deixando Praga para trás, rumando em direcção a Brno, passando por Lednice (património da Humanidade, outrora porção de território do Liechestein... hoje disputado juridicamente) até chegar a Bratislava, depois de atravessada a fronteira, que há bem pouco tempo não o foi, chegamos à Rep. Eslováquia. Com sua capital a transpirar ternura, num estilo minimalista, percebe-se as diferenças em relação aos anteriores companheiros de pátria. Há independências que se percebem de forma clara, num estilo "muito mais é o que nos separa do que aquilo que nos une".


Em breves instantes e quase que, bastando esticar o pé, conseguimos tocas em 4 países: Rep. Checa, Eslováquia, Hungria e Áustria. Mas o rumo conduziu-nos até à Hungria, mais precisamente a Gyor. Cidade também ela abençoada pelo Danúbio, que nos acompanha desde Bratislava, corresponde a uma cidade média num misto entre história e modernidade, cuja serenidade se faz sentir. Primeira hipótese de provar o Goulash, mas com os 40º teve de ficar para outra altura.

O caminho faz-se caminhando e a viagem teve de seguir... Budapeste esperava-nos! Eis que o entardecer nos fez chegados à outra capital imperial, para os locais... a grande capital imperial. Se é, ou foi, a maior capital imperial, deixo para os historiadores descobrirem. Foi para mim, a capital desta viagem. Foi a maior surpresa de todo este percurso. Uma coisa de "paixão", um enamoramento, uma química que ía sentido ao conhecê-la, hora após hora, canto após canto, luz após luz...

Budapeste possui uma grandiosidade milenar, possui monumentos imponentes, únicos espalhados um pouco por toda a cidade. Esta grandeza não pode ser dissociada dos tempos áureos do Império Austro-Húngaro, em que Budapeste dividia o protagonismo com Viena, como capital do Império. Dividia o protagonismo mas não o coração do imperador, este pró-Viena, não era correspondido nessa paixão, pela imperatriz - a famosa Sissi, que tinha em Budapeste todo o luxo e requinte que pretendia.

Mas Budapeste não é só história, não é só grandiosidade, não é só palco onde tudo aconteceu: guerras, batalhas, disputas, revoltas, a cidade é mística, feiticeira, alternativa! Óptima para andar a pé, saltando de margem em margem do rio mais europeu -Danúbio, também ele mágico, elegante e cultural.

Falta o pulinho até à àustria (continua...)

Para terminar a viagem: última paragem: Zurich! Aqui, terminamos com a boca doce, pois os chocolates apoderam-se de nós e tudo o resto ficou...

terça-feira, 13 de abril de 2010

From Cuba...

A geografia de um embargo!

Fechei o triângulo…não o das Bermudas (onde já passei três vezes e nenhum fenómeno esotérico me aconteceu!) mas sim o triângulo Caribenho.
Faltava ir a Cuba e …fui! Curiosidade em conhecer essa terra que tantos encantos revelou a anteriores visitantes e cujas referências me indiciavam algo de sonho. Pode até ser assim mas…


A ilha de Fidel revela, sem sombra de dúvida, algum misticismo, algo emblemático, mas que, na minha opinião, não pode ser dissociado de todo o enquadramento político-económico sob o qual vive. Seria assim tão mística se não existisse o embargo? Seria assim tão idealista se não vivesse sob o clã Castro? Despertaria tanta curiosidade sem o mediatismo? Seria tão emblemática sem a sua posição geoestratégica?
As respostas a estas e outras questões em próximos capítulos. Ou seja … já a seguir.


Quando penso em Caraíbas, dá-me sobretudo prazer pensar em duas coisas: paraíso e cultura. Era o que esperava encontrar em Cuba. Em termos de paraíso… tenho de deixar cair alguma desilusão, pois as praias, apesar de serem fantásticas, a água deliciosa… há melhor, já estive em melhor!

Quando à segunda questão… beber algo culturalmente diferente, aí sim terei de concordar que recebi sinais com piada!
Quando se habla de Cuba fala-se dos Cubanos e na sua alegria contagiante. É verdade, mas por exemplo os Dominicanos denotam ainda mais alegria e gratidão por nos ter lá. Foi o meu feeling! Onde senti, culturalmente falando, maior frisson, foi em Havana. A capital histórica, sim, respira um ambiente… místico, uma atmosfera algo luxuriante instigadora a fenómenos culturais relevantes. Foi assim com Ernest Hemingway? Respira-se algo… interessantemente estranho! Havana, património da Humanidade, é um “chorrilho” de pontos de interesse. Para cada lado que se desvia o olhar vê-se história, vê-se passado, vê-se marcas, que de forma intencional foram resistindo ao evoluir (lento) daquela sociedade.


Outro fenómeno digno de relance é a atmosfera de “orgulhosamente sós” que se sente a cada virar da esquina, em cada cruzamento, em cada parede por pintar: “51 años de Luchas y victorias” ou “hasta la victoria siempre”. O sentimento anti-americano sempre presente, muito bem relembrado pelos lanças mísseis soviéticos que se conservam (em destaque) à entrada de Havana. A este propósito, é giro aferir da nova geopolítica e o piscar de olhos ao grande vizinho do grande inimigo - Canadá. As relações privilegiadas de Cuba com o exterior fazem-se a dois níveis: Canadá e Venezuela. A primeira por interesses económicos e a segunda por interesses políticos, mas ambas por interesses geoestratégicos, de alfinetadas aos USA. A relação com o leste faz-se apenas com algumas novas repúblicas ex-socialistas, mas não de todo com a Rússia, cujo esfriamento se nota claramente. Mais para oriente as ligações à China e mais ainda à Coreia do Norte sente-me, por exemplo nos transportes de passageiros da nova geração – autocarros de “ponta” norte-coreanos, que conservam de forma orgulhosa as suas instruções na língua natal e que funcionam, sem dificuldade, à base de um combustível mal refinado, que liberta uma nuvem em tudo parecida a um vulcão Islandês. O parque automóvel, gradulamente “adulterado” conserva-se ao estilo dos “sixties” libertando uma nuvem de gases igualmente actual, digna de bloqueios aéreos!

Queda uma questão – Quando acontecer o desaparecimento do clã Castro, o que vai acontecer a Cuba? A pergunta ousei fazê-la, e a resposta foi: “para perceber verdadeiramente Cuba é preciso viver cá! Não basta vir cá visitar!”
Se calhar é verdade! Viver diariamente as limitações de um longo embargo económico, para nós ocidentais é capaz de ser complicado. Não se passa fome em Cuba. Cultiva-se o necessário para a subsistência e se a dieta pode bem não ser idêntica à nossa fornece o essencial ao corpo e à mente. Quando a comida é pouca conforta-se o corpo com um mojito, piña colada, cuba libre, daiquiri ou simplesmente rum simples! Tudo o resto é merengue e ou salsa!
Até qualquer outro dia… hasta la victoria!

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

Neve...nas alturas!

Serra da Estrela, 20 Fev. '10

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010

Centro Histórico do Porto

Mais uma deslocação ao Centro Histórico do Porto. Já não as conto...
No próximo dia 12 de Março, embarcarei numa mais ...com cerca de 300 participantes. Aí o trabalho terá que ser repartido!
Apesar das deslocações frequentes, a preparação não é descurada e ... desta vez com um percurso diferente!

O grupo que me acompanhou desta vez foi o curso EFA NS do CFPSA, curso de Cozinha/Pastelaria (que se vê na foto).


Espero que tenha sido do agrado de todos!

Até à próxima!

segunda-feira, 18 de janeiro de 2010

Antoclismo... tour 2010! Starting ... LONDON

Novo ano, novas rotas, novos ou velhos destinos!
O ano de 2010 antevê-se... interessante. Perspectivas de mudanças várias, perspectiva de muitas partidas e chegadas, muitos programas de viagens, muitas paragens, muitos quilómetros a percorrer.
A primeira viagem deste ano teve como destino Londres. Nada de novo! É a terceira vez num espaço de ano e meio. Mas... cada partida é nova, cada chegada é diferente e cada estadia diferentemente marcante.
Londres é uma das três capitais mais importantes (felizmente conheco-as todas, e de cada vez que as visitei, algo de novo acrescentei). Londres é elegância, é charme, ao alcance de todos. Londres é majestosa, é vida real, é movimento, é espaço, é arejada.
Desta vez dividi a estadia em duas áreas temáticas: 'go shopping' and 'go walking'. O primeiro domínio, rentabilizando os momentos chuvosos e o segundo respirando ar puro sob um sol luminoso e brilhante (algo raro em terras de sua majestade).
Na primeira parte, explorando Oxford Circus, Regent Street, Picadilly Circus, Knightbridge, terminando o dia na Harrod's. Balanço: ganho muito mal!!! Não se consegue comprar nada, nem mesmo com os saldos que chegam a 80%. Apenas um exemplo: reparamos que toda a gente em Londres calçava um estilo de botas (toda a gente mesmo!), de marca autraliana chamadas UGG. Levados pelo espírito da coisa e em Roma ser Romano, lá partimos em busca das UGG! Encontramo-las... mas por lá ficaram! Em saldo apenas custavam a módica quantia de £241 (cerca de € 300). A pergunta que fica no ar é... como consegue toda a gente comprar aquilo (miúdos, graúdos... todos!).
Segunda parte... 'footing', 'undergrounding', 'footing again'! Atravessar os verdejantes parques, percorrer os diferentes e variados monumentos e "deslizar" pelas margens do Tamisa, sem esquecer a experiência "toupeirizante" que é andar no frenético, movimentado e organizado "underground" de Londres..
Cada viagem é diferente, seja pelo percurso, pela novidade, pela companhia, seja ...pelo simples facto de ser uma nova viagem, logo uma nova aprendizagem!
Calcurreando os caminhos do mundo sob a máxima " Não somos nós que fazemos as viagens, são elas que nos fazem a nós!
O próximo destino está traçado e para breve...

terça-feira, 11 de agosto de 2009

...chegadinho de fresco!...para já sem espirros e rabo torcido!









































Chegou a fim a minha incursão pelo mundo muçulmano!


Foi uma investida muito suave... com o intuito de descansar e respirar tranquilidade, paz e amor!











Dizem que Alá também faz isso! Por isso fui até à "montanha"!

Se "em Roma ser romano, porque não, na mouraria, experimentar ser muçulmano"?
Desde os edifícios característicos, a paisagem típica, a natureza diferente ... a dança do ventre, todo um cocktail cultural diferente e merecedor de ser usufruído... tudo condimentado com a companhia certa e ...voilá! Uma viagem para não esquecer... ou para sempre lembrar e eternamente repetir!

segunda-feira, 3 de agosto de 2009

...pelo mundo árabe!

... à chegada às arábias ...
deixo a seguinte mensagem...

أنّ هذا عطل إن غيّرت داخل قمر من [إينسقوكفل] عسل وأنّ أخرى البداية من كثير أنّ سيستعرض للحياة هو.للزوج [أنا] و [أنتنيو] أنّ يكون البداية من طريق [بوتدو] ل كثير سعادة, حالة حبّ وصداقة. أنّ [فلت] الإحساس الآن طفحات ل [ألّ ث] حافات وأنّ مع هو تركتنا يستطيع استمرّت إلى [دفورر] العالم…أنا أعبد أنت [أنا].

Até ao meu regresso!!!

segunda-feira, 27 de julho de 2009

Team Building by ANTOclismo® (2) - ACÇÃO!


No passado dia 24 de Julho decorreu uma experiência única: Team Building para as equipas formativas do CNO do For-Mar. Com uma adesão assinalável, o evento realizou-se num enquadramento belíssimo da Serra da Freita (Arouca). Numa busca da harmonia com a Natureza procurou desenvolver-se actividades que visavam sobretudo fomentar o espírito de grupo e a boa disposição.
A jornada, planeada com tempo, era composta por cerca de uma dezena actividades que foram desfilando ao longo do dia, sempre como cenário de fundo o verde da serra.
Assim, à hora marcada o nosso dia teve início com uma pequena caminhada, para abrir os pulmões até aquele que viria a ser o nosso “campo de jogos” das actividades da manhã. Assim, trajados a rigor e já com as equipas definidas, era vê-los a serpentear os trilhos de mato com uma paleta de cores garridas compondo uma pintura harmónica com a natureza.










Eis a competição…

O primeiro jogo de grupo constava na tradicional “petanca”. A aproximação das esferas ao “alvo” fez-se, embora em alguns casos, de forma assustadoramente distante! De entre os menos maus destacou-se a equipa azul, que assim arrecadou a vitória no primeiro jogo.










As restantes equipas ansiavam pela desforra e para isso tiveram de esperar pelo segundo jogo - bowling. A tarefa adivinhava-se simples a derrubar os pinos, mas a realidade mostrou ser bem diferente! Dando um desconto aos que usam óculos e àqueles que, deliberadamente, estavam mais preocupados em atingir o juiz de prova, a equipa verde lá se sagrou campeã, ficando assim com a vitória no segundo jogo.
Seguiu-se o último jogo antes da manhã – badminton. Este consistia em aferir as habilidade técnicas de cada equipa vendo quais as que conseguiam manter mais tempo o volante no ar, ou seja as que conseguiam dar mais toques consecutivos. A tarefa, mais uma vez aparentemente fácil, revelou-se bem mais complicada! Para além da nítida falta de jeito (!!!), o refúgio das justificações caíram muito nas questões climatéricas - “…o vento só sopra connosco!” era uma expressão muito ouvida! Reclamações à parte, a equipa amarela foi a vitoriosa … e com larga margem!!!!










A sorte, o jeito, a estratégia levou-nos até esta fase com um empate. Cada equipa tinha somado uma vitória.

Pausa nos jogos por equipa e “bora lá” à actividade mais puxada! Uma caminhada de verdadeira montanha que nos iria conduzir até ao sopé da Frecha da Mizarela, o “restaurante” por nós eleito para a degustação das delícias que iam nas nossas mochilas.









Uma descida íngreme de cerca de 35/40 minutos, com muitas “armadilhas” e escorregadelas e … os primeiros sussurros de conspiração manifestando a vontade de estrangular o António Pinto. Apenas o deleite da paisagem, bem como a sonoridade da queda de água, sempre em fundo, refreavam aquela vontade!













Eis que chegamos ao nosso “restaurante”. A reserva havia sido efectuada, pelo que aquele espaço era só nosso. Cada qual escolheu a sua “mesa” e toca a repor as energias … até porque daqui a pouco havia que fazer a subida! Lá estávamos nós em plena e total harmonia com a Natureza. O tempo ali gasto significava muito mais de que duas horas de tranquilidade era anos de vida recuperada, era energia em forma bruta que absorvíamos em cada olhar.




















Mas o caminho faz-se caminhando, neste caso subindo! Lá fomos nós…
A subida fez-se com esforço mas com muita vontade! Nem mesmo as abelhas nos travaram! (A não ser ao Miguel!).












O segredo era caminhar em silêncio e fazer pausas de forma frequente. O suor encharcava nossa roupa e a vontade de almoçar, novamente, tornava-se um desejo a cada metro escalado. Sem grandes problemas o grupo lá chegou ao cume e alguns exclamavam: “…subir é mais fácil!”, outros “…estivemos lá no fundinho? Uau!”, outros porém (quase todos) diziam: “…ai as minhas pernas!”, “…tou todo(a) partido(a)!”, “…o fim de semana vai ser todo na cama!”, “…ó António anula a reunião de logo!!!”. Chegado ao plano, tudo voltou ao normal e vontade de competir fazia-se sentir. Faltavam realizar os jogos da tarde.
O primeiro jogo da tarde constava numa prova de dardos. Vamos lá ver essas pontarias! Entre declaradas tentativas de assassinato ao júri da prova, bem como verdadeiro terrorismo tentado destruir os dardos, para além do notório estrabismo de alguns, a equipa verde sagrou-se vencedora com uma margem considerável (constou-se off-record que havia uma sala de jogo no quarto piso!).










Após os dardos, os jogos mentais – construções no geoplano. Seguindo um conjunto de instruções, cada equipa teria de construir diversas figuras respeitando as indicações sugeridas. Era ver os nós cegos causados! Nada que não se conseguisse realizar… com boa vontade! Os vencedores foram os azuis.










Seguiram-se ainda mais duas provas: tiro ao alvo com arma de paintball (prova anulada por dificuldades técnicas!!) e geo-orientação com GPS. Nesta segunda prova cada equipa teria de encontrar no meio da floresta pequenos pinos com a cor da sua equipa recorrendo às coordenadas fornecidas pelos aparelhos de GPS, isto num menor espaço de tempo. Era vê-los a correr … mas quem correu mais e melhor foram os amarelos, que desta forma tornaram a empatar a competição.










Como balanço da actividade fica um dia excelentemente bem passado, com um ambiente muito positivo, em que os laços de coesão grupal poderão ter sido reforçados. Obrigado a todos pelo empenho, dedicação e espírito que tiveram ao longo do dia. Estamos todos de parabéns!

Um abraço e até uma próxima.