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segunda-feira, 5 de outubro de 2009

Vale a pena pensar nisto...

(adaptado de anónimo)

Você pode ter defeitos, viver ansioso e ficar irritado algumas vezes, mas não se esqueça de que sua vida é a maior empresa do mundo.

Só você pode evitar que ela vá à falência.

Há muitas pessoas que precisam, admiram e torcem por si.

Gostaria que se lembrasse de que ser feliz não é ter um céu sem tempestades, caminhos sem acidentes, trabalhos sem fadigas, relacionamentos sem decepções.

Ser feliz é encontrar força no perdão, esperança nas batalhas, segurança no palco do medo, amor nos desencontros.

Ser feliz não é apenas valorizar o sorriso, mas reflectir sobre a tristeza.

Não é apenas comemorar o sucesso, mas aprender lições nos fracassos.

Não é apenas ter júbilo nos aplausos, mas encontrar alegria no anonimato.

Ser feliz é reconhecer que vale a pena viver a vida, apesar de todos os desafios, incompreensões e períodos de crise.

Ser feliz não é uma fatalidade do destino, mas uma conquista de quem sabe viajar para dentro do seu próprio ser.

Ser feliz é deixar de ser vítima dos problemas e tornar-se um autor da sua própria história.

É atravessar desertos fora de si, mas ser capaz de encontrar um oásis no recôndito da sua alma.

É agradecer a DEUS a cada manhã pelo milagre da vida.

Ser feliz é não ter medo dos próprios sentimentos.

É saber falar de si mesmo.

É ter coragem para ouvir um “NÃO".

É ter segurança para receber uma crítica, mesmo que injusta.

É beijar os filhos, curtir os pais e ter momentos poéticos com os amigos, mesmo que eles nos magoem.

Ser feliz é deixar viver a criança livre, alegre e simples que mora dentro de cada um de nós.

É ter maturidade para dizer: "EU ERREI".

É ter ousadia para dizer: "PERDÃO".

É ter sensibilidade para expressar "EU PRECISO DE TI".

É ter capacidade de dizer "EU AMO-TE".

Desejo que a vida se torne um canteiro de oportunidades

para você ser feliz...

Que nas suas primaveras você seja amante da alegria.

Que nos seus invernos você seja amigo da sabedoria.

E, quando você errar o caminho, recomece tudo de novo.

Pois assim você será cada vez mais apaixonado pela vida.

E descobrirá que...

Ser feliz não é ter uma vida perfeita.

Mas usar as lágrimas para irrigar a tolerância.

Usar as perdas para refinar a paciência.

Usar as falhas para esculpir a serenidade.

Usar a dor para lapidar o prazer.

Usar os obstáculos para abrir as janelas da inteligência.

Jamais desista de si mesmo.

Jamais desista das pessoas que você ama.

Jamais desista de ser feliz,

pois a vida é um espetáculo imperdível.

E VOCÊ É UM SER HUMANO ESPECIAL!

segunda-feira, 27 de julho de 2009

Team Building by ANTOclismo® (2) - ACÇÃO!


No passado dia 24 de Julho decorreu uma experiência única: Team Building para as equipas formativas do CNO do For-Mar. Com uma adesão assinalável, o evento realizou-se num enquadramento belíssimo da Serra da Freita (Arouca). Numa busca da harmonia com a Natureza procurou desenvolver-se actividades que visavam sobretudo fomentar o espírito de grupo e a boa disposição.
A jornada, planeada com tempo, era composta por cerca de uma dezena actividades que foram desfilando ao longo do dia, sempre como cenário de fundo o verde da serra.
Assim, à hora marcada o nosso dia teve início com uma pequena caminhada, para abrir os pulmões até aquele que viria a ser o nosso “campo de jogos” das actividades da manhã. Assim, trajados a rigor e já com as equipas definidas, era vê-los a serpentear os trilhos de mato com uma paleta de cores garridas compondo uma pintura harmónica com a natureza.










Eis a competição…

O primeiro jogo de grupo constava na tradicional “petanca”. A aproximação das esferas ao “alvo” fez-se, embora em alguns casos, de forma assustadoramente distante! De entre os menos maus destacou-se a equipa azul, que assim arrecadou a vitória no primeiro jogo.










As restantes equipas ansiavam pela desforra e para isso tiveram de esperar pelo segundo jogo - bowling. A tarefa adivinhava-se simples a derrubar os pinos, mas a realidade mostrou ser bem diferente! Dando um desconto aos que usam óculos e àqueles que, deliberadamente, estavam mais preocupados em atingir o juiz de prova, a equipa verde lá se sagrou campeã, ficando assim com a vitória no segundo jogo.
Seguiu-se o último jogo antes da manhã – badminton. Este consistia em aferir as habilidade técnicas de cada equipa vendo quais as que conseguiam manter mais tempo o volante no ar, ou seja as que conseguiam dar mais toques consecutivos. A tarefa, mais uma vez aparentemente fácil, revelou-se bem mais complicada! Para além da nítida falta de jeito (!!!), o refúgio das justificações caíram muito nas questões climatéricas - “…o vento só sopra connosco!” era uma expressão muito ouvida! Reclamações à parte, a equipa amarela foi a vitoriosa … e com larga margem!!!!










A sorte, o jeito, a estratégia levou-nos até esta fase com um empate. Cada equipa tinha somado uma vitória.

Pausa nos jogos por equipa e “bora lá” à actividade mais puxada! Uma caminhada de verdadeira montanha que nos iria conduzir até ao sopé da Frecha da Mizarela, o “restaurante” por nós eleito para a degustação das delícias que iam nas nossas mochilas.









Uma descida íngreme de cerca de 35/40 minutos, com muitas “armadilhas” e escorregadelas e … os primeiros sussurros de conspiração manifestando a vontade de estrangular o António Pinto. Apenas o deleite da paisagem, bem como a sonoridade da queda de água, sempre em fundo, refreavam aquela vontade!













Eis que chegamos ao nosso “restaurante”. A reserva havia sido efectuada, pelo que aquele espaço era só nosso. Cada qual escolheu a sua “mesa” e toca a repor as energias … até porque daqui a pouco havia que fazer a subida! Lá estávamos nós em plena e total harmonia com a Natureza. O tempo ali gasto significava muito mais de que duas horas de tranquilidade era anos de vida recuperada, era energia em forma bruta que absorvíamos em cada olhar.




















Mas o caminho faz-se caminhando, neste caso subindo! Lá fomos nós…
A subida fez-se com esforço mas com muita vontade! Nem mesmo as abelhas nos travaram! (A não ser ao Miguel!).












O segredo era caminhar em silêncio e fazer pausas de forma frequente. O suor encharcava nossa roupa e a vontade de almoçar, novamente, tornava-se um desejo a cada metro escalado. Sem grandes problemas o grupo lá chegou ao cume e alguns exclamavam: “…subir é mais fácil!”, outros “…estivemos lá no fundinho? Uau!”, outros porém (quase todos) diziam: “…ai as minhas pernas!”, “…tou todo(a) partido(a)!”, “…o fim de semana vai ser todo na cama!”, “…ó António anula a reunião de logo!!!”. Chegado ao plano, tudo voltou ao normal e vontade de competir fazia-se sentir. Faltavam realizar os jogos da tarde.
O primeiro jogo da tarde constava numa prova de dardos. Vamos lá ver essas pontarias! Entre declaradas tentativas de assassinato ao júri da prova, bem como verdadeiro terrorismo tentado destruir os dardos, para além do notório estrabismo de alguns, a equipa verde sagrou-se vencedora com uma margem considerável (constou-se off-record que havia uma sala de jogo no quarto piso!).










Após os dardos, os jogos mentais – construções no geoplano. Seguindo um conjunto de instruções, cada equipa teria de construir diversas figuras respeitando as indicações sugeridas. Era ver os nós cegos causados! Nada que não se conseguisse realizar… com boa vontade! Os vencedores foram os azuis.










Seguiram-se ainda mais duas provas: tiro ao alvo com arma de paintball (prova anulada por dificuldades técnicas!!) e geo-orientação com GPS. Nesta segunda prova cada equipa teria de encontrar no meio da floresta pequenos pinos com a cor da sua equipa recorrendo às coordenadas fornecidas pelos aparelhos de GPS, isto num menor espaço de tempo. Era vê-los a correr … mas quem correu mais e melhor foram os amarelos, que desta forma tornaram a empatar a competição.










Como balanço da actividade fica um dia excelentemente bem passado, com um ambiente muito positivo, em que os laços de coesão grupal poderão ter sido reforçados. Obrigado a todos pelo empenho, dedicação e espírito que tiveram ao longo do dia. Estamos todos de parabéns!

Um abraço e até uma próxima.

quarta-feira, 8 de julho de 2009

... a For-Mar, (de) formando!


Fazendo o que fazemos ... nos tornamos naquilo que somos!

Com uma organização a cabo da dupla Pinto & Salgado lá realizamos, mais uma vez, uma actividade de formação outdoor no Parque da cidade. Nela, envolvemos o grupo EFA-Nível Secundário, Técnico Administrativo (2). Assim, com a tradicional visita ao Pavilhão da Água, lá iniciamos um conjunto de actividades formativas, cujo objectivo principal foi o aumentar dos índices de motivação e coesão grupal, através de uma competição saudável.



A famosa "Busca dos pinos perdidos", foi o motivo encontrado para "desembrulhar" preconceitos, estereótipos e saturação. Aos grupos, divididos por cores, cabia a "espinhosa" missão de encontrar os tesouros escondidos naquele vasto manto verde, que ainda resiste à predacção do betão.
Houve vencedores, mas isso pouco importa! Todos ganharam, todos viveram intensamente aqueles momentos e todos os irão recordar por muito tempo...
É essa satisfação que nos permite sair com a missão de dever cumprido e nos dá força para que, no meio de tanta ingratidão que se vive no contexto formativo, continuar a trabalhar de forma decente, responsável, séria e com os sacrifícios aos quais já nos habituamos, e sem os quais... as coisas não nos dariam tanto prazer!
Aguardem-nos ... continuaremos!!!!

sexta-feira, 26 de junho de 2009

...uma questão de nível!

Ter ou não ter nível?

Como se vê o nível de uma pessoa? Pega-se no fio de prumo e aponta-se à cabeça e ... NÃO! A melhor forma de ver o nível das pessoas é apontar outras coisas à cabeça, que não o fio de prumo!

O melhor teste ao nível é fazer algo que o outro reprove! Se tiver nível, analisa, reflecte, responde, agride; caso não o tenha o processo é o seguinte: agride, responde, reflecte as suas frustações e analisa a melhor forma de se vingar. Como se pode ver está tudo lá, o seu conteúdo é o mesmo, só que por uma ordem e sentido "ligeiramente diferente".

No primeiro caso o processo termina com o perdão pelo erro do outro; no segundo caso o processo termina com a falta de perdão em relação a si mesmo! Quero dizer com isto, uma irradiação de "little revenges" uma espécie de "vendetta napolitana" que se perpetua no tempo e nada mais transporta do que o efeito de espelho em causa própria.

Quem não erra? Quem nunca meteu o pé na argola? Quem nunca falhou? Quem nunca desiludiu? A resposta a estas questões só pode ser uma: ninguém! Há seres perfeitos, mas assim tanto ... só me lembro de mim!!!!

Pois bem... aqui chegados, apenas resta a constatação de que todos temos o direito ao erro, à argolada, à falha, à desilusão. Todos, mas todos sem excepção o fazemos. Mas então o que nos destingue? A resposta que dá-mos! Enquanto uns relativizam, respiram, procuram a sua serenidade; outros há que relativizam sua vida, respiram ódio, procuram a guerra! Enquanto uns semeiam paz, outros há que fomentam a guerra; enquanto uns cultivam o amor, outros colhem as ervas daninhas que resultam da falta do mesmo!

Constato sem dificuldade que quando nos é retirado o tapete, a primeira atitude é de revolta! Mas isso tem de ficar eternamente? Isso dá-nos o direito à vingança, ao ódio, ao prejudicar da vida dos outros? Não me parece! A questão aqui é uma. Se ficamos sem tapete temos que perceber se conseguimos caminhar sem ele ou se temos de mudar de direcção! Se caminhamos sem ele ... mostramos coragem, força ... se mudamos de direcção mostramos coragem e força ... só que noutro sentido. Mudamos a vela para captar o vento de outra direcção! Porque razão mudamos de direcção e insistimos em manter a vela numa posição desfavorável ao vento?

Perda de tempo, de paz, de tranquilidade. Que vida temos, se o que nos move é "lixar" o outro que nos tramou! Que motivação é essa? Diria... falta de nível! Ser mesquinho é capacidade de muitos, mas ser mesquinho sem nível ... uau... apenas ao alcance de alguns! Conheço de ambos os géneros! Quando muito fico pelo primeiro!

Um apelo: "Live and let live". Porque não virar a página de um livro que não queremos ler? Melhor, será arrumar com o livro ... mas para isso não temos de o rasgar, atirar, maltratar. No need! Colocamo-lo num gesto "delicodoce"... pode ser que outros o queiram...

Poderia continuar dizendo que o baixo nível estará associado à falta de amor (esta ideia não é minha!). Eu (esta agora é minha!) digo que a falta de nível não é mais do que falta de amor... mas sobretudo amor próprio!

Cresçamos todos um bocadinho... a vida é tão curta. Convém viver a nossa com alegria, nem que seja a espaços! Jamais perder tempo com ódios e ressabiamentos pois arriscamos a ver que a vida passou por nós... e nem tempo nem disposição tivemos para sorrir!

Sorriam... amem ...sejam felizes...

sexta-feira, 19 de junho de 2009

Quem me leva os meus fantasmas...

Aquele era o tempo em que as mãos se fechavam
E nas noites brilhantes as palavras voavam
E eu via que o céu me nascia dos dedos
E a Ursa Maior eram ferros acessos
Marinheiros perdidos em portos distantes
Em bares escondidos em sonhos gigantes
E a cidade vazia da cor do asfalto
E alguém me pedia que cantasse mais alto
Quem me leva os meus fantasmas
Quem me salva desta espada
Quem me diz onde é a estrada
Quem me leva os meus fantasmas
Quem me leva os meus fantasmas
Quem me salva desta espada
E me diz onde é a estrada
Aquele era o tempo em que as sombras se abriam
Em que homens negavam o que outros erguiam
Eu bebia da vida em goles pequenos
Tropeçava no riso abraçava venenos
De costas voltadas não se vê o futuro
Nem o rumo da bala nem a falha no muro
E alguém me gritava com voz de profeta
Que o caminho se faz entre o alvo e a seta.
De que serve ter o mapa se o fim está traçado
De que serve a terra à vista se o barco está parado
De que serve ter a chave se a porta está aberta
De que servem as palavras se a casa está deserta

domingo, 14 de junho de 2009

Os homens também choram!!!

O título deste post reflecte uma espécie de "dimensão proíbida", um tema tabu, para o mundo masculino. Na realidade, os homens choram e ... até mais do que as mulheres!!! Afirmo-o com convicção e correndo o risco dos meus amigos me virarem as costas!
Choram por amor, por saudade, por teimosia, por ... tanta coisa! Choram por não serem tão fortes quanto gostariam, choram em momentos de solidão. Tal como Antony Santos (http://www.imeem.com/quiencontrami/music/5yl_IGp1/antony-santos-lloro/), eu também choro! Sim choro!!! E de que maneira...
Chorar é bom e não é vergonha!!
Reparem na seguinte situação que alguém me enviou (abraço J. Santos) e que não resisto. Até vocês choravam....
(texto adaptado, muuuuuito adaptado!)

Estava eu a ver TV numa tarde de domingo, naquele horário em que não se pode inventar nada para fazer, pois no outro dia é segunda-feira, quando a minha esposa se deitou ao meu lado e começou a brincar com minhas 'partes'.
Após alguns minutos ela teve a seguinte ideia: - Por que é que não me deixas depilar os teus 'ovinhos', pois assim eu poderia fazer 'outras coisas' com eles.
Aquela frase foi igual a um sino na minha cabeça. Por alguns segundos imaginei o que seriam 'outras coisas'. Respondi que não, que doeria coisa e tal, mas ela veio com argumentos sobre as novas técnicas de depilação e eu a imaginar as 'outras coisas', não tive argumentos para negar e concordei.
Ela pediu-me que me pusesse nu enquanto ia buscar os equipamentos necessários para tal feito. Fiquei a ver TV, porém a minha imaginação vagueava pelas novas sensações que sentiria e só despertei quando ouvi o beep do microondas.
Ela voltou ao quarto com um pote de cera, uma espátula e alguns pedaços de plástico. Achei estranhos aqueles equipamentos, mas ela estava com um ar de 'dona da situação' que deixaria qualquer médico urologista sentir-se um principiante.
Fiquei tranquilo e autorizei o restante processo. Pediu-me para que eu ficasse numa posição de quase-frango-assado e libertasse o aceso à zona.
Pegou nos meus ovinhos como quem pega em duas bolinhas de porcelana e começou a espalhar a cera morna. Achei aquela sensação maravilhosa! O Sr. 'tolas' já estava todo 'pimpão' como quem diz: 'Sou o próximo da fila!'
Pelo início, imaginei quais seriam as 'outras coisas' que aí viriam. Após estarem completamente besuntados de cera, ela embrulhou-os no plástico com tanto cuidado que eu achei que ia levá-los de viagem. Tentei imaginar onde é que ela teria aprendido essa técnica de prazer: Na Tailândia, na China ou pela Internet?
Porém, alguns segundos depois ela esticou o 'saquinho' para um lado e deu um puxão repentino. Todas as novas sensações foram trocadas por um sonoro ' A P******TA QUEEEE TE P*RIUUUUUUU', quase gritado letra por letra.
Olhei para o plástico para ver se a pele do meu tin-tin não tinha vindo agarrada. Ela disse-me que ainda restavam alguns pelinhos, e que precisava repetir o processo. Respondi prontamente: Se depender de mim eles vão ficar aí para a eternidade!
Segurei o Sr. Esquerdo e o Sr. Direito nas minhas respectivas mãos, como quem segura os últimos ovos da mais bela ave amazónica em extinção, e fui para a banheira. Sentia o coração bater nas 'pendurezas'.
Abri o chuveiro e foi a primeira vez na minha vida que molhei a salada antes de molhar a cabeça. Passei alguns minutos deixando a água gelada escorrer pelo meu corpo. Saí do banho, mas nestes momentos de dor qualquer homem se torna num bebezinho: faz m*rda atrás de m*rda. Peguei no meu gel pós barba com camomila 'que acalma a pele', besuntei as mãos e passei nos 'respectivos'. Foi como se tivesse passado molho de piri-piri. Sentei-me no bidé na posição de 'lavagem checa' e deixei a água acalmar os ditos. Peguei na toalha de rosto e abanei os 'ditos' como quem abana um pugilista após o 10° round.
Olhei para meu 'júnior', coitado, tão alegrezinho uns minutos atrás, e agora estava tão pequeno que mais parecia o irmão gémeo de meu umbigo.
Nesse momento a minha esposa bate à porta da casa de banho e perguntou-me se eu estava bem. Aquela voz antes tão aveludada e sedutora ficou igual a uma gralha. Ela pediu-me para ver como estavam. Eu disse-lhe para olhar mas com meio metro de intervalo e sem tocar em nada, acrescentando que se lhe der para rir ainda vai levar PORRADA!!
Vesti a t-shirt e fui dormir, sem cuecas. Naquele momento sexo para mim nem para perpetuar a espécie humana.
No outro dia de manhã, arranjei-me para ir trabalhar. Os 'ovos' estavam mais calmos, porém mais vermelhos que tomates maduros. Foi estranho sentir o vento bater em lugares nunca d'antes soprados.
Tentei vestir as boxers, mas nada feito. Procurei algumas mais macias e nada. Vesti as calças mais largas que tenho e fui trabalhar sem nada por baixo.
Entrei na minha secção com uma andar igual ao de um cowboy c*gado. Disse bom dia a todos, mas sem os olhar nos olhos, e passei o dia inteiro trabalhando de pé, com receio de os encostar em qualquer superfície.
Resultado, certas coisas só devem ser feitas pelas mulheres. Não adianta nada tentar misturar os universos masculino e feminino.
Chorar não é uma delas ... chorem ... riam ... tenham emoções! Amem e deixem-se amar.... Sorriam ... sejam felizes....

sexta-feira, 1 de maio de 2009

Cúmulo da Rapidez

Passar de bestial a besta.

Com ou sem motivo esta é uma das viagens mais rápidas.

Já imaginaram quão vulneráveis somos? Pelo menos aos olhos dos outros e ao seu juízo “divinamente celestial”! Quantos de nós não foram idolatrados, mimados, colocados num pedestal e … de um momento para o outro, como que por artes mágicas, deixaram de ter valor! Uau! Como é maravilhosa a mente humana!
O ser humano funciona a duas velocidades: ou estás comigo e és o maior, ou estás “sem migo” e não vales nada. Curiosa esta posição! Onde está a aceitação da diferença? Onde estão os valores de cidadania que apelam à compreensão e aceitação dos valores do outro? Onde está a tolerância?
A resposta é fácil! NIMBY!!!! Not In My Back Yard. Nós por cá temos um dito mais interessante: “Pimenta no rabo dos outros é refresco!” (quem inventou este devia deixar essas experiências de lado, para seu bem). Mas voltando ao fio condutor … quando acontece com os outros é fácil … mas connosco, a conversa é outra! O interessante é ver até onde chega a ousadia humana, até onde vai a irracionalidade … ou será o nosso lado selvagem a vir à tona? Apesar do cérebro (que muitos ainda não perceberam para que serve!!) não deixamos de ser animais… e é nesses momentos em que outros nos ferem que o mostramos de forma mais clara!
Mesmo assim … e “apesar de toda a vossa estupidez humana, vou dar-vos mais uma oportunidade” dizia Deus para os homens (Zink). Sem querer comparar-me ao divino (que Deus o tenha!) acho que é a posição correcta. O ser humano é digno de todas as oportunidades, por mim continuará a merecer respeito e admiração, desde que não seja político ou advogado (devo acrescentar professor?. Depois de ser avaliado decido!!!) . Todas as outras actividades, sem excepção me merecem respeito, em especial aquela que ocupa maior parte da população – desempregados!!! (Não se esqueçam de ir votar!!!)
O ser humano é espectacular! Cada dia que passa me divirto mais, com a sua capacidade inventiva, com a sua especial apetência para a perda de tempo, o seu encanto para complicar o que é simples, a sua vontade de arranjar problemas, onde eles não existem, a sua capacidade/competência para o boato, especulação, ânsia de satisfação da curiosidade!
Que outro animal me dá tamanha programação? (Alguns amigos meus estão a pensar: “porque razão estás a falar da minha mulher?) O Ser humano … versão completa e compatível com qualquer realidade! Caso ainda não tenham percebido … eu admiro o ser humano, aliás por vezes, sinto-me parte integrante … só por vezes! Alguns factos deixam-me dúvidas, vejamos: não votei Sócrates, não acho piada ao Magalhães, tenho emprego(s).

Concluo então: NÃO SOU NORMAL … e ainda bem!!
Um abraço!

quinta-feira, 12 de março de 2009

EFA NS TA ... FIM!

12 de Março de 2009 ...
... mais dia ... igual a tantos outros ... ou não!
Hoje, os sentimentos que me invadem são numerosos e contraditórios! A única palavra que me ocorre é ... alívio! Porquê? Por ter virado mais uma página, por ter conduzido o barco a bom porto. Por ter "aligeirado" a carga sobre os meus ombros, por ter, também eu, dado início a uma nova fase de vida ... pessoal e profissional.
A todos que, durante o longo percurso de ano e meio, fizeram parte da minha vida, o meu OBRIGADO! A todos, e de forma individual, os saúdo, parabenizo, e faço votos de muito sucesso.
A todos, de forma individual, que me ensinaram algo de novo. O quê? Ensinaram-me que ...
"o somatório de todas as partes é sem dúvida maior ... muito maior, que o todo no conjunto"
Até sempre ... digo eu!

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2009

Será?

Aqui vai a letra de uma música/poesia que me diz muito...
Pedro Abrunhosa - Será
Será que ainda me resta tempo contigo
ou já te levam balas de um qualquer inimigo
Será que soube dar-te tudo o que querias
ou deixei-me morrer lento no lento morrer dos dias
Será que fiz tudo o que podia fazer
ou fui mais um cobarde nao quis ver sofrer
Será que lá longe ainda o céu é azul
ou já o negro cinzento confude o norte com o sul
Será que a tua pele ainda é macia
ou é a mão que me treme sem ardor nem magia
Será que ainda te posso valer
ou já a noite descobre a dor que encobre o prazer
Será que é de febre este fogo
este grito cruel que da lebre faz lobo
Será que amanha ainda existe para ti
ou ao ver-te nos olhos te beijei e morri
Será que lá fora os carros passam ainda
ou estrelas cairam e qualquer sorte é bem vinda
Será que a cidade ainda está como dantes
ou cantam fantasmas e bailam gigantes
Será que o sol se põe do lado do mar
ou a luz que me agarra é sombra de luar
Será que as casas cantam e as pedras do chão
ou calou-se a montanha rendeu-se o vulcão
Será que sabes que hoje é domingo
ou os dias nao passam são anjos caindo
Será que me consegues ouvir
ou é tempo que pedes quando tentas sorrir
Será que sabes que te trago na voz
que o teu mundo é o meu mundo e foi feito por nós
Será que te lembras da cor do olhar
quando juntos a noite não quer acabar
Será que sentes esta mão que te agarra
que te prende com a força do mar contra a barra
Será que consegues ouvir-me dizer
que te Amo tanto quanto outro dia qualquer
Eu sei que tu estarás sempre por mim
não há noite sem dia nem dia sem fim
Eu sei que me queres e me Amas também
me desejas agora como nunca ninguém
Não partas entao não me deixes sozinho
vou beijar o teu chão e chorar o caminho.
Será, Será ...
Lindo ... Digo eu...

terça-feira, 10 de fevereiro de 2009

London, Fev '09

A viagem que de seguida vou narrar foi realizada num contexto diferente do habitual. Foi realizada no âmbito de um Curso de Formação e Educação de Adultos de Nível Secundário que está na sua fase de conclusão e que eu tive o prazer de coordenar.
Obrigado a todos os que me proporcionaram esta experiência ...
Obrigado amigos ...

Digo eu... são coisas que eu penso... coisas que digo...


London,

5 de Fevereiro de 2009.

Qual iniciativa, qual sonho, qual ideia, qual Objectiv@, qual... qualquer que tenha sido o propósito... chegamos!Na realidade, enquanto alguns tentam minimizar e usar o “complicómetro”, há alguém que ousa o impossível e, como por artes mágicas, tal desejo torna-se tangível.No âmbito do Curso EFA NS TA (2007-2009) realizado no Forpescas/FOR-MAR, o grupo decidiu desejar o impossível, o improvável, a novidade...A mim, enquanto (ir)responsável por este grupo, só me restou uma opção -dizer sim (ainda não aprendi a dizer NAO! E desta vez ainda bem!). Mas mais do que dizer que sim, tal tarefa tornou-se, para mim, mais um objectivo a atingir no Curso com o grupo. Como se para mim viajar não fosse em si mesmo um objectivo (de vida!)

Bom ... a ideia surgiu e com o tempo foi ganhando corpo e firmeza. Projecto abraçado, não por todos (cujo facto lamento) mas, com a dedicação de muitos revelou-se sério, capaz e com sentido!

5 Fev’09…

Cá estamos em Londres, um grupo de 13 pessoas com boa disposição, alegria e uma boa dose de loucura (enfrentar as agruras do tempo com temperaturas negativas, naquele que se revela ser o Inverno mais rigoroso das últimas décadas).Durante o voo ocorreu-me uma daquelas idiotices do costume e disse: “Este é um grupo 100%. Segundo as leis mais básicas da Matemática estamos 55% dos formadores e 45% dos formandos, ou seja … 100%”. É obvio que nas conversas de todos são lembrados todos aqueles que, por uma ou outra razão não estiveram connosco. De forma diferente, também contribuíram para este projecto … também são parte do grupo.Voltando à viagem … o denominador comum é o frio! Temperaturas que rondam os zero graus e com uma sensação de frio na ordem dos dez graus negativos, lá iniciámos o plano/roteiro traçado.Assim, depois da instalação no Hotel seleccionado - “Eden Plaza Hotel” em Kensington, a manhã seguinte deu início à nossa jornada.


6 Fev ‘09

Começamos por experimentar as sensações do Metro de Londres “… Mind a Gap”, que nos conduziu até ao primeiro ponto de paragem – Buckingham Palace. Depois de umas snapshots aos aposentos reais, ricamente decorados pela neve nos jardins, lá percorremos esse espaço sempre com o ranger de dentes, não por temor à majestade, mas pelo frio que nos acompanhava.O nosso périplo lá continuou pelo St. James’s Park cujas águas lacustres eram espessas, geladas e onde os patos não nadavam, mas andavam em passos desconfiados…
Passagem breve pelos Horseguards, onde podemos assistir ao render, seguindo de imediato por Downning Street, cujas obras perduram no tempo (já existiam em Agosto de 2008 quando visitei pela última vez) e cujo zelo pela segurança parece ser cada vez mais apertado, factos que impossibilitam o desfrute dessa emblemática residência do número 10. Seguimos sem perder tempo para a Abadia de Westminster, Parliament e Big Ben. Nesse momento – 12 horas em ponto, sentimos o pulsar do mais famoso e pontual relógio do mundo. O frio ainda nos acompanhava … e a chuva … e a neve!
Com coragem e com o conforto da refeição, lá desafiamos a gravidade e ousamos ver Londres do céu. O Londons Eye, novo ex-libris da capital do Reino Unido, foi o passo seguinte. Poucos foram os corajosos a desafiar as alturas mas, certamente que a experiência valeu a pena … não foi Susana? (tremeu um pouco mas nada de grave). As vistas da névoa e da neve (pouca) que insistia em cair fizeram alargar horizontes e permitiram ter uma panorâmica de grande parte do espaço urbano londrino.


Outra landmark da cidade foi o destino seguinte – London Bridge. Admirável, pela originalidade e imponência, unifica duas partes bem distintas. A nossa visita fez-se de saltos na história e deixando este emblemático ícone, retrocedemos na linha do tempo até à Tower of London. Aí o misticismo assume ainda mais enfoque e toda uma imagética nos ocorre.

Dando um novo salto temporal, bem mais para o presente futurista nos deparamos com a zona de Piccadilly Circus. Toda a simbologia da imagem comanda e dá riqueza àquela área “neonnizada”, fruto da cultura liberal do capitalismo. Local ideal para as compras (a preço reduzido, pois também por aqui as agruras da economia se fazem sentir … quem diria!), lá percorremos algumas artérias até desembocar na Tragfalgar Square, junto à National Gallery. Agora sim … a neve aparecia mais amiúde e o frio era cortante…A noite caía e o regresso para uma refeição reconfortante era o desejo, não antes sem experimentarmos o undergroud como ainda não o tínhamos sentido – hora de ponta!! “(Re)Mind a Gap”.

Depois da degustação e dos efeitos do calor da refeição, as forças saíram reforçadas e a noite de descanso (!!!!????!!!!) foi possível.7 Fev ‘09No dia seguinte, prontos para mais uma jornada lá recomeçamos …O frio continuava …Pela manhã bem cedinho e seguindo o plano “Dettol”, dirigimo-nos a Nothing Hill, mais concretamente até “Portobello Market”. Este local, único, místico, curioso, frenético … tinha um ritmo agitado. Depois de alertados, pela polícia, para a existência de “Pickpockets” (“remexedores de bolsos”), lá fomos acotovelando este e aquele em busca de observar as “esquisitices” passíveis de serem adquiridas. Tudo o que é possível de imaginar … está lá!!! Outra característica deste lugar é a excentricidade, uma paranóia colectiva, um cocktail de loucuras, que transborda e se vê nas características das casas, das pessoas, do ambiente.Quando olhamos para o relógio, era já hora de saciar o bichinho da alimentação. Mais uma vez e com recurso fácil à “fast-food” lá “enchemos o papo”.

O plano continuava, agora numa fase de ajustes e reajustes até à definição do ponto seguinte - British Museum. Este local foi uma surpresa assinalável. Parte um - era grátis; parte dois era a aula de história Mundial que nos custou a apreender nos tempos de estudante. Quanto a ponto um, podemos dizer que é uma lição; quanto ao ponto dois, podemos dizer que é uma aula com recurso a diferentes recursos (passe a repetição), pleonasmado sim de exemplos, marcas, sinais, momentos, vestígios, tudo alinhado numa continuidade temporal. Neste percurso mais ou menos (des)alinhado lá percorremos diversas civilizações, diversas geografias temporais. Uma tarde não é suficiente, mas as pernas já se queixavam … pedindo que entrássemos na “civilização do Spa”. Mas … apesar das queixas físicas o percurso diário não acabou e a cereja em cima do bolo foi o Hyde Park. Podendo agora desfrutar de toda a frieza climática, mais intensa do que a do famoso “Jack – o estripador” e relaxando ao sabor dessa brisa tínhamos um objectivo – encontrar uma “cache” na imensidão do parque (o Geocaching do Engenheiro sempre presente!). A noite caía e os resultados tardavam em aparecer, mas perante a desilusão, havia alguém que se divertia – era ver o Domingos e o Rui numa luta de bolas de neve … o que os putos se divertiam! Depois de tanta insistência lá … desistimos. Desta vez (e pareceu-me ser a única) uma cache ficou por encontrar. O Miguel fez beicinho, mas lá o animámos com o calor do grupo, no caminho para os nossos aposentos.

Seguiu-se uma hora de relaxamento nos quartos para se seguir a hora da refeição mais desejada. Após o jantar, os resistentes (todos excepto os mete-nojo António e Joana) lá foram conviver com os beefs até um bar da zona. O que lá se passou, apenas no dia seguinte o soube … e adormeci!Mas tive que acordar pois fui invadido por grande parte do grupo para uma espécie de “Tertúlia sobre assuntos mundanos”. Nem sei quantos eram a entrar pelo quarto dentro… mas entre os entraram e saíram, lá ficaram quatro. A conversa durou … durou e os assuntos (importantes) vão ficar em segredo (cada um que faça o melhor uso deles…!). Foi uma troca de experiências interessante, uma excelente sessão de cidadania.

Passadas algumas horas … o pessoal ia aterrando … até à manhã seguinte!


8 de Fev. – Dia do Regresso

Numa espécie de sondagem à boca das urnas, cerca de 95% do grupo era da opinião que a viagem deveria continuar mais um ou dois dias. Bom sinal!Esta manhã, ainda livre, serviu para cada um explorar as vistas/visitas que iam de encontro à sua vontade individual. Assim, enquanto uns preferiram um passeio a pelas ruas da cidade, outros continuaram a exploração cultural (Mme Tussaud’s, Museu de História Natural, Imperial War Museum, …).O Big Ben … cruel … assinalava as 14 horas – hora de reunir as tropas e preparar o regresso. A vontade de voltar era muito reduzida, mas nada havia a fazer … só nos restava regressar à vida real!

Lá apanhamos o transfer em direcção ao aeroporto, gozando nesse trajecto das últimas vistas (Piccadilly, Chinatown, …).

A viagem de avião e … aterramos no nosso ponto de origem e … pronto … despedimo-nos…

Esta viagem vai ficar gravada na memória de todos, mas nem que fosse apenas na memória de um, já tinha valido a pena. Ficará marcada em cada um de forma diferente, pois também todos nós somos diferentes… mas apesar das nossas diferenças … ousamos em comum sonhar e conseguimos realizar um projecto comum.

Realizar.
Digo eu …
Até sempre … EFA NS TA
António Pinto