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terça-feira, 14 de dezembro de 2010

Exige muito de ti e espera pouco dos outros!

"Exige muito de ti e espera pouco dos outros. Assim, evitarás muitos aborrecimentos"

Esta frase célebre tem em si algo tão simples. É na simplicidade que estão as coisas mais belas. Na simplicidade das palavras, na simplicidade dos gestos, na simplicidade dos actos, na simplicidade do dar e na igual simplicidade de receber.
Se por um lado a frase tem toda uma lógica e razão de ser, não deixa de ser, igualmente, um pensamento cruel, corrosivo e auto-destruidor pois parte de uma principio de sobrevalorização do eu em relação ao outro, na capacidade que o eu dispõe e que jamais o outro irá dispor!
Exigir muito de nós próprios é algo expectável, algo essencial, é em si próprio uma razão de vida! Esperar o mesmo dos outros é uma utopia, pois os outros, esperam eles próprios algo de si que não tem necessariamente a ver com o que nós esperamos dele!
Confuso? Muito... assim são as relações humanas!
Para além de tudo isto existe o facto de quando exigimos muito de nós próprios elevamos demais a fasquia em relação ao que exigimos dos outros. É legítimo? Ainda não sei responder a essa questão. Estou a começar a esboçar uma teoria!
O duro, o difícil, é a gestão de expectativas em relação ao que nos podem dar os outros. Criámos expectativas em função daquilo que queremos, daquilo que damos, mas isso não significa que sejam na medida do que recebemos. Temos por princípio natural e inerente achar que estamos exportar mais do que importar, isto é que damos mais do que recebemos, mas isso pouco importa (trocadilho giro), as relações humanas não se baseiam em conceitos económicos, embora muitas delas se norteiem por critérios desse tipo (mas isso são outras histórias... afinal de contas "diamonds are the girls best friend").
Voltando ao pensamento anterior - gestão de expectativas - é sem sombra de dúvidas uma competência de difícil aquisição! Gerir expectativas que envolvam emoções é uma tarefa ainda mais complicada. Percebem agora todo o sentido da frase inicial. Mas é aí que está a piada! Podia ser fácil? Podia...mas não era a mesma coisa. Nem tudo pode correr como nós queremos, pelo menos a este nível! Temos que gastar algumas energias a pensar numa solução para este tipo de dilemas. Temos de ser capazes de treinar nossa mente para estes cenários, temos de "coaching" o nosso sistema cerebral para estes desafios... temos de... saber viver com a desilusão (mas só depois de esgotadas todas as opções anteriores!), temos de caminhar, crescendo, evoluindo, desenvolvendo capacidades que até nós próprios julgamos, por vezes, não possuir e isso é VIVER!
Temos de nos alegrar com o que temos, lutar pelo que ainda não temos. Temos que dar tudo e esperar que nos dêem... algo. Temos que saber, humildemente, exigir dos outros, mas acima de tudo temos a obrigação de exigir tudo de nós mesmos.
Voltando ao princípio...
Se o objectivo é querer deixar de ter aborrecimentos o caminho é fácil - não acreditar na humanidade e ser mais um entre a "carneirada"! Se por outro lado queremos ser diferente, fazer diferente, fazer mais e melhor, deixar uma marca... então a solução é exigir muito de nós próprios e esperar ter algo dos outros. O algo é uma parte do todo...pode ser que um dia chegue a ser todo!
Apeteceu-me!

quarta-feira, 17 de março de 2010

Novo paradigma da educação!

Vou partir de um pressuposto, associado a uma questão… factos que me instigaram a reflectir (um pouco mais do que habitual)

“Todos pensam em deixar um planeta melhor para os nossos filhos… Quando é que pensarão em deixar filhos melhores para o nosso planeta?”

Num dos meus grupos de reflexão, durante o almoço habitual das Terças-feiras, eis que alguém conta uma história passada há algum tempo. Vou narrá-la “adulterando” alguns aspectos. Aqui vai…
Algures na década de oitenta… num país bem pouco distante, aliás muito distante de ser país, um jovem durante seu intervalo das actividades lectivas, decidiu “apalpar” uma colega nos seus peitos, facto que ela (digna de respeito) tratou de relatar ao responsável do estabelecimento educativo. Este, detentor de uma pedagogia activa, pregou um valente estaladão ao prevaricador, convidando-o de seguida a ouvir a sua explicação para tal acção. Explicou ele…
(lembram-se do diácono remédios? Incorporem essa personagem, por instantes!)
-” meu caro jovem, não deves afagar o peito da tua colega, pois vocês são muito novos para tal. Cresce e depois, quando os peitos da tua colega já estiverem madurinhos, poderás fazê-lo, se ela o permitir! Vá, podes ir…”
Cá está um exemplo de pedagogia, quase perfeito! Basicamente obedece à seguinte linha de pensamento:
prevaricação --» castigo (no imediato) --» e acção pedagógica de seguida.

Cá estamos nós em 2010 e… vejamos como as coisas são diferentes.
Convém fazer um grande parêntesis. Temos de reflectir sobre três premissas/dúvidas que se me colocam:
Tal acto é condenável (ou seja, não admissível para o ofendido)?;
Iria existir uma queixa?
Iria haver uma consequência?
Se a resposta a estas questões for SIM, então provavelmente não estaremos em 2010, nem neste sistema de ensino, nem neste país! Mas vamos partir do princípio que era mesmo assim! Como decorreria o procedimento?

Fase 1 – Queixa da ofendida ao responsável. Primeira dificuldade… quem é o responsável? Funcionário que vigia o recinto, director de turma, director? Bem não interessa! Fosse qual fosse o interveniente a resposta seria muito provavelmente uma destas (p.f. escolher a que mais achar oportuna):
“Queixinhas, vens cá fazer barulho por isso, pensas que não tenho mais nada para fazer? “ (versão daquele que tem sempre muito trabalho, mas que não faz a ponta de um chavelho)
“De certeza que a culpa é tua, tu metes-te com eles!”
(versão daquele que criou uma filha do tipo maria-rapaz)
“Deixa lá, mas se isso acontecer outra vez, vem cá dizer-me que eu…!”
(versão do justiceiro, muito justo, que não falha, mas… na próxima é que vai ser)
Oh! Deixa lá, tu até gostaste! (versão do protótipo de macho, quero dizer porco, com a sua habitual sensibilidade extrema!)

Fase 2 – Consequência do acto ilícito.
Manda-se inquirir testemunhas, cada uma com seu relatório sobre o sucedido. Apensa-se a versão da ofendida. Acrescenta-se o relatório do prevaricador. Procura-se/vasculha-se por entre a papelada para aferir se não há um qualquer relatório de algum psicólogo que em tempos acompanhou o prevaricador e, que em alguma alínea, aponta a explicação para o sucedido (ATENÇÃO- respeito e muito o papel do psicólogo, acho mesmo ser uma mais-valia para o sistema de ensino, apenas condeno os “prostitutos da psicologia”). Comunica-se ao Encarregado de educação. Nomeia-se um instrutor para o processo (Instrutor? O processo sabe conduzir e… vai direitinho para o arquivo… morto). Elabora-se mais um relatório com todos os factos ocorridos, mais os dignos de relevo na história educativa do prevaricador, mais, mais … tudo com timings apertadíssimos, mas que já distam da ocorrência no mínimo uma semana, a correr bem. Cá está a acção just in time! Convoca-se uma reunião para decidir as medidas e já ninguém se lembra do motivo da reunião, tanto mais porque, o prevaricador, já prevaricou mais duas ou três vezes. (lembram-se do estaladão que o outro levou na década de oitenta? Não que defenda a punição física, mas ele não se esqueceu e relembra ainda hoje o motivo… pelo que me contaram…!).
Voltando à consequência… já se tinham esquecido? É melhor esquecer…

Fase 3 – Medida pedagógica – Muito provavelmente a consequência mais adequada seria, obrigar o “ser vivo” a passar a limpo os cadernos de físico-quimica, ou o de geografia. Ao fazê-lo, claro que jamais voltaria a cometer o mesmo erro! Aquilo servira-lhe de lição!
Não se pode fazer mais nada exclamam os mais… conformados! Pois não, concordo eu! Por este andar não valerá mesmo a pena! Ah! Já passaram três semanas, desde o sucedido!

Epílogo
Já alguém ouviu falar de autoridade? Seja ela de que tipo for! Aplica-se aos professores, mas de igual modo às forças da ordem, aos pais, avós, às pessoas com responsabilidade social…
Já alguém reflectiu sobre o que estamos a construir? Crianças sem educação, grupos sem razão, políticos com corrupção…
Como vai ser o amanhã? Logo se verá!
No meu papel insignificante enquanto membro activo da sociedade, sublinho insignificante, relembro as palavras sábias de José Régio…

“Não sei por onde vou, não sei para onde vou,
(mas) sei que não vou por aí!
Será que eu podia não ser assim?
Podia...mas não seria a mesma coisa!

quinta-feira, 10 de dezembro de 2009

“Assinalar o Dia Internacional dos Direitos Humanos”


“Assinalar o Dia Internacional dos Direitos Humanos”
Escola EB 2/3 de Passos José, Guifões.

Data da realização: 10 de Dezembro de 2009
Proponente: Departamento de Ciências Sociais e Humanas
Responsáveis: António Pinto e Teresa Rodrigues



No passado dia 10 de Dezembro, durante a manhã encheram-se os balões com hélio (ainda tenho marcas nas mãos!!) e atou-se um cartão por balão. Às 13:10h, os alunos concentraram-se na entrada principal da escola, tendo-se então efectuado o lançamento dos balões.


Os alunos aderiram de uma forma muito positiva à actividade, tanto na sua preparação e concretização como posteriormente ao manifestar curiosidade em saber dos telefonemas como resposta à mensagem dos cartões.



Mais uma actividade...
Quando dizem que os professores passam a vida a encher balões ... desta vez dou-lhes razão!!!!!!!

domingo, 25 de outubro de 2009

Um professor ganha muito!?!

Acho piada aqueles que falam de tudo...sem saber de nada! Eu também sou um pouco assim... daí achar piada!

Desta vez trago algo que pode ser efectivamente comprovado!

Para aqueles que dizem que os professores ganham muito, dei-me ao trabalho de nestes últimos dois meses contar todas as horinhas que passo na escola... e garanto-vos que passo mesmo! Mesmo que por vezes não perceba qual o motivo, lógica ou a servitude! Mas isso são outras contas de outros rosários.
Registei para Setembro e Outubro todas as horas de trabalho efectivo. Não conto aqui os intervalos, nem os vazios à conversa na sala de professores, ou qualquer outra situação de braços cruzados. Como ganho tão mal (como irão ver), não me dou ao luxo de perder muito tempo... a não produzir.
Assim nestas contas incluo apenas o tempo gasto efectivamente a trabalhar na escola, não ouso por isso falar do tempo que perco ou ganho (depende do que estou a fazer) quando estou em casa. Vou cingir-me única e exclusivamente aos minutos contados, dos quais há registo, onde se incluem tempos lectivos, trabalho de escola, trabalho individual e reuniões (apetecia-me escrever outra vez reuniões, pois o que se reúne... Santo Deus! Se o tempo gasto em reuniões(burocracias) contasse para o IDH, estaríamos com toda a certeza à frente de países como a Noruega ou Luxemburgo e não ao nível do Mali como em alguns aspectos!)

Voltando aos factos...


SOU MAL PAGO!

No mês de Setembro auferi o valor de €7,97/ hora (valor antes de impostos... sim valor bruto. Há que tirar os impostos e ... é melhor nem o fazer! Vamos evitar uma depressãozinha!)

Se esta situação já era negra ... cheguei a Outubro e... o valor piorou! Ganhei €7,29/hora. (vou repetir o que já disse ...BRUTO!).

Alguns dizem ... é o valor justo... não vales muito mais! Acredito! Mas, mesmo eu, ganho, em sítios onde faço as mesmas coisas (mas com muito menos reuniões), €15 ou €16. Valor que muitos já recusam e acham ofensivo.

Com isto percebo que ganho menos que muitas outras profissões honradissímas, mas sem qualquer tipo de habilitações, trabalho o dobro, dou cabo da cabeça aturando os filhos dos outros, gasto dinheiro em tinteiros, livros, cadernos e demais material, uso o meu computador e impressora, ... ai ... enfim! E a grande desvantagem é que nem posso acumular com o Rendimento Social de Inserção (vulgar rendimento mínimo), visto trabalhar de forma legal...

Apenas posso concluir uma coisa. Não trabalho por dinheiro... Trabalho porque gosto do que faço! Apenas espero que não me levem a desistir daquilo que faço ... pois (modéstia à parte) ... faço-o com alguma qualidade.

Em Novembro cá estarei para repetir as contas... e descarregar!

Para terminar ... apenas me ocorre uma palavra: REUNIÕES. Não sei se será uma premonição da demência ... mas já me assusto (chego a ter mesmo suores frios!) quando me desloco ao placard das ditas... Quando de lá venho a expressão que mais uso é ...Fónix! (Não ouso reproduzir o que realmente me sai!). Poupem-me ...deixem-me trabalhar ...mas a sério!

segunda-feira, 5 de outubro de 2009

Vale a pena pensar nisto...

(adaptado de anónimo)

Você pode ter defeitos, viver ansioso e ficar irritado algumas vezes, mas não se esqueça de que sua vida é a maior empresa do mundo.

Só você pode evitar que ela vá à falência.

Há muitas pessoas que precisam, admiram e torcem por si.

Gostaria que se lembrasse de que ser feliz não é ter um céu sem tempestades, caminhos sem acidentes, trabalhos sem fadigas, relacionamentos sem decepções.

Ser feliz é encontrar força no perdão, esperança nas batalhas, segurança no palco do medo, amor nos desencontros.

Ser feliz não é apenas valorizar o sorriso, mas reflectir sobre a tristeza.

Não é apenas comemorar o sucesso, mas aprender lições nos fracassos.

Não é apenas ter júbilo nos aplausos, mas encontrar alegria no anonimato.

Ser feliz é reconhecer que vale a pena viver a vida, apesar de todos os desafios, incompreensões e períodos de crise.

Ser feliz não é uma fatalidade do destino, mas uma conquista de quem sabe viajar para dentro do seu próprio ser.

Ser feliz é deixar de ser vítima dos problemas e tornar-se um autor da sua própria história.

É atravessar desertos fora de si, mas ser capaz de encontrar um oásis no recôndito da sua alma.

É agradecer a DEUS a cada manhã pelo milagre da vida.

Ser feliz é não ter medo dos próprios sentimentos.

É saber falar de si mesmo.

É ter coragem para ouvir um “NÃO".

É ter segurança para receber uma crítica, mesmo que injusta.

É beijar os filhos, curtir os pais e ter momentos poéticos com os amigos, mesmo que eles nos magoem.

Ser feliz é deixar viver a criança livre, alegre e simples que mora dentro de cada um de nós.

É ter maturidade para dizer: "EU ERREI".

É ter ousadia para dizer: "PERDÃO".

É ter sensibilidade para expressar "EU PRECISO DE TI".

É ter capacidade de dizer "EU AMO-TE".

Desejo que a vida se torne um canteiro de oportunidades

para você ser feliz...

Que nas suas primaveras você seja amante da alegria.

Que nos seus invernos você seja amigo da sabedoria.

E, quando você errar o caminho, recomece tudo de novo.

Pois assim você será cada vez mais apaixonado pela vida.

E descobrirá que...

Ser feliz não é ter uma vida perfeita.

Mas usar as lágrimas para irrigar a tolerância.

Usar as perdas para refinar a paciência.

Usar as falhas para esculpir a serenidade.

Usar a dor para lapidar o prazer.

Usar os obstáculos para abrir as janelas da inteligência.

Jamais desista de si mesmo.

Jamais desista das pessoas que você ama.

Jamais desista de ser feliz,

pois a vida é um espetáculo imperdível.

E VOCÊ É UM SER HUMANO ESPECIAL!

segunda-feira, 31 de agosto de 2009

Silly ...quê?

Está a chegar ao fim a chamada "silly season"!
Para mim este ano esta época nada teve de silly (no seu sentido mais parvo!). Chamar-lhe-ia, antes ... "great season". Este ano o Verão foi mesmo a valer... great. Foi loooooongo e bom, muuuuuito bom! Muito tempo de "dolce fare niente" o que soube... pela vida.

Agora... é tempo de voltar à vidinha do trabalho... agora é que vai começar a verdadeira "silly season"...

Este ano o mercado de transferências esteve ao rubro e acabei por ser contratado pela E.B. 2/3 de Guifões, que me ofereceu um contrato, não milionário, mas estável ... a ver vamos como corre... Por falar em correr ... não se esqueçam de correr com o Sócrates e a sua plebe! Tá quase essa época ...também ela muito silly! Força no gatilho e toca a disparar numa outra direcção ...seja ela qual for.

Estou a gozar o meu último dia de férias ... amanhã volto!

Um abraço a todos... os que sentiram a minha ausência ... e para os outros também...

segunda-feira, 27 de julho de 2009

Team Building by ANTOclismo® (2) - ACÇÃO!


No passado dia 24 de Julho decorreu uma experiência única: Team Building para as equipas formativas do CNO do For-Mar. Com uma adesão assinalável, o evento realizou-se num enquadramento belíssimo da Serra da Freita (Arouca). Numa busca da harmonia com a Natureza procurou desenvolver-se actividades que visavam sobretudo fomentar o espírito de grupo e a boa disposição.
A jornada, planeada com tempo, era composta por cerca de uma dezena actividades que foram desfilando ao longo do dia, sempre como cenário de fundo o verde da serra.
Assim, à hora marcada o nosso dia teve início com uma pequena caminhada, para abrir os pulmões até aquele que viria a ser o nosso “campo de jogos” das actividades da manhã. Assim, trajados a rigor e já com as equipas definidas, era vê-los a serpentear os trilhos de mato com uma paleta de cores garridas compondo uma pintura harmónica com a natureza.










Eis a competição…

O primeiro jogo de grupo constava na tradicional “petanca”. A aproximação das esferas ao “alvo” fez-se, embora em alguns casos, de forma assustadoramente distante! De entre os menos maus destacou-se a equipa azul, que assim arrecadou a vitória no primeiro jogo.










As restantes equipas ansiavam pela desforra e para isso tiveram de esperar pelo segundo jogo - bowling. A tarefa adivinhava-se simples a derrubar os pinos, mas a realidade mostrou ser bem diferente! Dando um desconto aos que usam óculos e àqueles que, deliberadamente, estavam mais preocupados em atingir o juiz de prova, a equipa verde lá se sagrou campeã, ficando assim com a vitória no segundo jogo.
Seguiu-se o último jogo antes da manhã – badminton. Este consistia em aferir as habilidade técnicas de cada equipa vendo quais as que conseguiam manter mais tempo o volante no ar, ou seja as que conseguiam dar mais toques consecutivos. A tarefa, mais uma vez aparentemente fácil, revelou-se bem mais complicada! Para além da nítida falta de jeito (!!!), o refúgio das justificações caíram muito nas questões climatéricas - “…o vento só sopra connosco!” era uma expressão muito ouvida! Reclamações à parte, a equipa amarela foi a vitoriosa … e com larga margem!!!!










A sorte, o jeito, a estratégia levou-nos até esta fase com um empate. Cada equipa tinha somado uma vitória.

Pausa nos jogos por equipa e “bora lá” à actividade mais puxada! Uma caminhada de verdadeira montanha que nos iria conduzir até ao sopé da Frecha da Mizarela, o “restaurante” por nós eleito para a degustação das delícias que iam nas nossas mochilas.









Uma descida íngreme de cerca de 35/40 minutos, com muitas “armadilhas” e escorregadelas e … os primeiros sussurros de conspiração manifestando a vontade de estrangular o António Pinto. Apenas o deleite da paisagem, bem como a sonoridade da queda de água, sempre em fundo, refreavam aquela vontade!













Eis que chegamos ao nosso “restaurante”. A reserva havia sido efectuada, pelo que aquele espaço era só nosso. Cada qual escolheu a sua “mesa” e toca a repor as energias … até porque daqui a pouco havia que fazer a subida! Lá estávamos nós em plena e total harmonia com a Natureza. O tempo ali gasto significava muito mais de que duas horas de tranquilidade era anos de vida recuperada, era energia em forma bruta que absorvíamos em cada olhar.




















Mas o caminho faz-se caminhando, neste caso subindo! Lá fomos nós…
A subida fez-se com esforço mas com muita vontade! Nem mesmo as abelhas nos travaram! (A não ser ao Miguel!).












O segredo era caminhar em silêncio e fazer pausas de forma frequente. O suor encharcava nossa roupa e a vontade de almoçar, novamente, tornava-se um desejo a cada metro escalado. Sem grandes problemas o grupo lá chegou ao cume e alguns exclamavam: “…subir é mais fácil!”, outros “…estivemos lá no fundinho? Uau!”, outros porém (quase todos) diziam: “…ai as minhas pernas!”, “…tou todo(a) partido(a)!”, “…o fim de semana vai ser todo na cama!”, “…ó António anula a reunião de logo!!!”. Chegado ao plano, tudo voltou ao normal e vontade de competir fazia-se sentir. Faltavam realizar os jogos da tarde.
O primeiro jogo da tarde constava numa prova de dardos. Vamos lá ver essas pontarias! Entre declaradas tentativas de assassinato ao júri da prova, bem como verdadeiro terrorismo tentado destruir os dardos, para além do notório estrabismo de alguns, a equipa verde sagrou-se vencedora com uma margem considerável (constou-se off-record que havia uma sala de jogo no quarto piso!).










Após os dardos, os jogos mentais – construções no geoplano. Seguindo um conjunto de instruções, cada equipa teria de construir diversas figuras respeitando as indicações sugeridas. Era ver os nós cegos causados! Nada que não se conseguisse realizar… com boa vontade! Os vencedores foram os azuis.










Seguiram-se ainda mais duas provas: tiro ao alvo com arma de paintball (prova anulada por dificuldades técnicas!!) e geo-orientação com GPS. Nesta segunda prova cada equipa teria de encontrar no meio da floresta pequenos pinos com a cor da sua equipa recorrendo às coordenadas fornecidas pelos aparelhos de GPS, isto num menor espaço de tempo. Era vê-los a correr … mas quem correu mais e melhor foram os amarelos, que desta forma tornaram a empatar a competição.










Como balanço da actividade fica um dia excelentemente bem passado, com um ambiente muito positivo, em que os laços de coesão grupal poderão ter sido reforçados. Obrigado a todos pelo empenho, dedicação e espírito que tiveram ao longo do dia. Estamos todos de parabéns!

Um abraço e até uma próxima.

sexta-feira, 24 de julho de 2009

Team Building by ANTOclismo®

Aqui está o primeiro evento ...

Chegados até hoje e após semanas de preparação, lá fomos nós até à Serra da Freita!

Uma equipa de 13 elementos (12 participantes + organizador) em busca de renovar o espírito... preparando as férias que estão a chegar e reforçando os laços profissionais que os ligam.

Brevemente o balanço da actividade!

domingo, 7 de junho de 2009

Esta a chegar (quase) ao fim ... mas deixei ca o curriculum!!!

Balanco final, em algumas palavras:

sol ... -caliente como nunca...

mar... - traquilito....

ambiente ...- paz...

 

bebida ... -muita (inclui muita agua ... como poderia ser diferente!)!


reflexao .... - muita e da boa!
vida ... - nova, por certo!
futuro ... - mais uma licao de vida!
Viajar sozinho tambem pode revelar surpresas ... muito agradaveis...
Como podemos estar bem com os outros ... se nao estamos connosco? Vou em paz comigo ... tranquilo ... feliz ... apaixonado ... sereno ... bem! Resta agora enfrentar o mundo real ... as as baterias estao carregadas!
Caribe .... sempre .... ate um dia ... volvere!

segunda-feira, 20 de abril de 2009

"Roda dos Ventos"

... e como rodam os ventos ...

A origem da expressão vem de longe e não a vou contar ... tenho vergonha na cara! (...alguma!)

Ele há coisas ...

Tanto tempo depois, a expressão assenta que nem uma luva! De facto o vento rodou e, qual rajada forte (grau 7 na escala de Beaufort), mudou tudo ...

Venho por este meio documentar mais uma viagem.. desta vez não para qualquer destino paradisíaco, mas para outro tipo de paraíso. Esta migração, não por motivos de lazer, prende-se com o regresso à base, às origens.

Trata-se de uma viagem de longa pemanência por terras de Leça da Palmeira (o bom filho, a casa torna!) que pretende impulsionar uma nova fase no meu percurso de vida. O ambiente é bom, o espaço o ideal ... estão reunidas as condições para que esta viagem, seja mais uma com a chancela de sucesso.

Não se esqueçam ...

"Não somos nós que fazemos as viagens, são as viagens que nos fazem a nós!"

quinta-feira, 12 de março de 2009

EFA NS TA ... FIM!

12 de Março de 2009 ...
... mais dia ... igual a tantos outros ... ou não!
Hoje, os sentimentos que me invadem são numerosos e contraditórios! A única palavra que me ocorre é ... alívio! Porquê? Por ter virado mais uma página, por ter conduzido o barco a bom porto. Por ter "aligeirado" a carga sobre os meus ombros, por ter, também eu, dado início a uma nova fase de vida ... pessoal e profissional.
A todos que, durante o longo percurso de ano e meio, fizeram parte da minha vida, o meu OBRIGADO! A todos, e de forma individual, os saúdo, parabenizo, e faço votos de muito sucesso.
A todos, de forma individual, que me ensinaram algo de novo. O quê? Ensinaram-me que ...
"o somatório de todas as partes é sem dúvida maior ... muito maior, que o todo no conjunto"
Até sempre ... digo eu!

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2009

Será?

Aqui vai a letra de uma música/poesia que me diz muito...
Pedro Abrunhosa - Será
Será que ainda me resta tempo contigo
ou já te levam balas de um qualquer inimigo
Será que soube dar-te tudo o que querias
ou deixei-me morrer lento no lento morrer dos dias
Será que fiz tudo o que podia fazer
ou fui mais um cobarde nao quis ver sofrer
Será que lá longe ainda o céu é azul
ou já o negro cinzento confude o norte com o sul
Será que a tua pele ainda é macia
ou é a mão que me treme sem ardor nem magia
Será que ainda te posso valer
ou já a noite descobre a dor que encobre o prazer
Será que é de febre este fogo
este grito cruel que da lebre faz lobo
Será que amanha ainda existe para ti
ou ao ver-te nos olhos te beijei e morri
Será que lá fora os carros passam ainda
ou estrelas cairam e qualquer sorte é bem vinda
Será que a cidade ainda está como dantes
ou cantam fantasmas e bailam gigantes
Será que o sol se põe do lado do mar
ou a luz que me agarra é sombra de luar
Será que as casas cantam e as pedras do chão
ou calou-se a montanha rendeu-se o vulcão
Será que sabes que hoje é domingo
ou os dias nao passam são anjos caindo
Será que me consegues ouvir
ou é tempo que pedes quando tentas sorrir
Será que sabes que te trago na voz
que o teu mundo é o meu mundo e foi feito por nós
Será que te lembras da cor do olhar
quando juntos a noite não quer acabar
Será que sentes esta mão que te agarra
que te prende com a força do mar contra a barra
Será que consegues ouvir-me dizer
que te Amo tanto quanto outro dia qualquer
Eu sei que tu estarás sempre por mim
não há noite sem dia nem dia sem fim
Eu sei que me queres e me Amas também
me desejas agora como nunca ninguém
Não partas entao não me deixes sozinho
vou beijar o teu chão e chorar o caminho.
Será, Será ...
Lindo ... Digo eu...

terça-feira, 10 de fevereiro de 2009

O Certo e o Errado - valsa desencontrada!

De entre os itens elencados assinale os, que segundo a sua opinião, são atitudes correctas:

1- Cortar plantas num jardim;

2-Queimar a floresta;

3-Assaltar uma farmácia;

4-Mandar a baixo uma torre de escritórios;


Se não assinalou nenhum poderá estar no caminho certo, mas se assinalou todos ou apenas alguns, pode também estar no caminho certo!

Vejamos.


Se eu disser que a acção 1 está a ser desenvolvida por um jardineiro, a sua opinião altera-se?

Se referir que a acção 2 é praticada pelos agricultores de subsistência que praticam a agricultura itinerante de queimada, a sua opinião muda?

Se acrescentar que o assalto à farmácia foi para recolher um medicamento e salvar uma vida em segundos, a sua opinião muda?

Se acrescentar que a torre foi implodida, de forma planeada, para dar lugar a um hospital, a sua opinião muda?


Sem ver as respostas dadas, concluo por vocês o seguinte: Tudo é relativo!!

Essa relatividade é um jogo, um movimento de cintura entre o que é certo e o que é errado ...

Já agora vale a pena pensar nisto...

Digo eu... são coisas que eu penso... coisas que digo...

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2009

Dinâmicas de grupo - a verdade escondida!


Sempre gostei de pessoas! Passo imenso tempo a observar as suas dinâmicas ... mas quanto mais observo ... menos descubro! Tem dias …
Por essa razão o meu coração é grande e cabem lá todos! Contradição? Vejamos.
Enquanto alguns não percebem as razões dos outros e tomam a decisão de os marginalizar, eu procuro praticar o "segredo da inclusão".
Qual é esse segredo?
Pensar que todas as pessoas têm razões para agir desta ou daquela maneira. Logo ... merecem a minha confiança, o meu apreço ... o meu amor!
Sou inclusivo ou tenho o coração grande?
Sou prático! Porque razão vou ser "mau" para alguém pelo facto desse alguém ter (eventualmente) prejudicado outro. É assim que habitualmente se faz na sociedade, daí as políticas de integração e reinserção serem o que são!!!! (Aprendi muito na cadeia ... dou lá formação, não é crime!!).
Vejamos a seguinte sequência de acontecimentos:
-O cidadão A prejudica (eventualmente) o cidadão B;
-O cidadão B conhece o cidadão C e narra a sua história;
-O cidadão C que se "dava bem" com o cidadão A, esfria a sua relação com ele.
-O cidadão D assiste a tudo isto de fora, de longe, mas como simpatiza mais com C, logo age fazendo justiça contra A;
-(...)

Passado muito tempo (1 dia, 1 ano ... nunca) o cidadão B reconhece que o A nunca o tinha prejudicado e voltam a entender-se ... as voltas que o mundo dá!
Entretanto ... "muitos filmes foram feitos", muitas coisas foram ditas, muitos mal-entendidos aconteceram ... muitos desencontros se deram.
Deixem-me acreditar na minha teoria ... por favor!!
Deixem-me acreditar que as pessoas que gosto são boas e desinteressadas. Deixem-me "levar com pancada" se for caso disso!
Deixem-me ter essa contribuição para um mundo, que não sei se é melhor ou pior, mas é aquele em que gostaria de viver.
Sejam inclusivos ... partilhem o segredo, ou se não forem capazes ... ignorem, não falem, não critiquem, não "desambientalizem".
Apenas há lugar para dois tipos de pessoas: as de quem gosto (felizmente são muitas) e as que não gosto ou não conheço. Em relação às primeiras, transmito-lhes o segredo em forma de calor ... dou-lhes amor; no tocante às segundas ... deixo-as longe do meu pensamento! Perante estas fico indiferente, logo não gasto energia a criticar ... canalizo-a para dar às primeiras!
Enquanto "condutor" de pessoas procuro passar o segredo. As reacções são duas: alguns vêem sentido na teoria, outros não. Os primeiros podem agora passar à segunda etapa - passar a mensagem, tornando-se isto numa espécie de pirâmide invertida em que sou apenas um ponto, um vértice, um suporte para a estrutura que se alarga para o topo. Os segundos - sejam felizes!
Percebem agora porque uma das minhas obras de eleição é "Favores em Cadeia". Mal sabia que à segunda-feira é o dia de ir para a cadeia (Custóias) - palco ideal para os favores, mas deixo isso para as estruturas já montadas.
Tudo é relativo, tal como o segredo deste segredo, tal como eu ou as minhas ideias, ou qualquer um dos leitores deste post.
Se assim é, façamos diariamente exercícios de relativização ... vamos começar!
1- Todos somos diferentes (óbvio!);
2-Não podemos gostar de toda a gente de igual forma (claro como a água!);
3-Devo gastar energia com quem gosto (não sou idiota!);
4-Devo ignorar quem não quero no pensamento (lógico!)

Logo ...
"devo ser cauteloso em criticar e generoso em elogiar"
...porque...
-que direito temos de julgar?;
-quem nos habituou a herdeiros do justiceiro?
...mais um exercício (idiota!!! e um bocado panisgas!!!) ... pratiquem...
Por cada crítica feita devemos beijar cada uma das pessoas de quem gostamos (uma espécie de lei de compensação).
Como eu gosto de muita gente, não me chegavam as 24 horas do dia para beijar ... todos!
(Já estou a imaginar algumas pessoas a provocar a ira em mim só para serem beijadas!!!)
Logo, para não criar injustiças, opto pelo facilitismo - não critico ... muito ... às vezes ... com alguns ...!
Não que não goste de beijar, mas porque tenho o meu tempo todo contadinho ... para as coisas boas.
O que são coisas boas?
Aquilo que faço: FAZER/CRESCER COM/AS PESSOAS
Eis o segredo!

sexta-feira, 16 de janeiro de 2009

Liderança ... ou falta dela!

Qual o significado da expressão: "Tê-los no sítio"!

Seja homem, mulher, ou nenhum dos dois, todos somos líderes! Em casa, no trabalho, no grupo de amigos... Todos somos, calma aí! Todos tomamos decisões, todos temos opinião, todos gostamos de comandar e dar nas vistas... mas nem todos temos as ferramentas correctas, e indispensáveis, nem tão pouco a habilidade para sermos LÍDERES.

Procurando nos "catrapassos" teóricos sobre o tema apresento alguns considerandos.

Esquisitice # 1 -Um líder é alguém que sabe o que fazer e não deverá perder a tranquilidade. A julgar pelo "trivial", parece que muitos nem sabem o que fazem e que a única forma de por em prática as suas ideias é ... perdendo a tranquilidade. A técnica do "quanto mais alto e ruidoso, mais eficaz" parece ter aqui o palco ideal! Não confundir tranquilidade com sonolência!!!!

Esquisitice # 2 - Um líder não deve marginalizar nem rejeitar nenhum dos seus colaboradores. Mais um palco ideal para o líder mostrar as suas capacidades. Não só marginaliza e rejeita, como tem a hábil capacidade de o fazer com os mais capazes. Os nossos líderes entendem o capaz como um anormal. Por essa razão considera-o dispensável. A técnica a usar é gira! É a técnica de "empurrar para a beira do prato" até que com garfo ou sem ele ... ele deslizará para fora! Os líderes têm aversão a uma ideia: " fazer sentir que os outros são importantes".

Esquisitice # 3 - Um verdadeiro líder não usa o seu grupo para interesses pessoais. Nada disso! Ele interessa-se pelo bem do grupo. O grande problema é que costuma confundir o grupo consigo mesmo.

Esquisitice # 4 - Um líder está sempre disponível e pronto a atender! Excepto quando não está disponível ou não quer atender. Aí ele tem coisas muito importantes a fazer, de forma que as pessoas passam para segundo plano. Perdeu-se um "líder emocional". Este, na minha opinião, é um ser que percebe que não se pode tratar as pessoas como recursos humanos ... sem ter percebido que eles antes de mais são... humanos!

Esquisitice # 5 - Um verdadeiro líder distingue bem a diferença entre o falso e o verdadeiro, entre o profundo e o superficial, entre o importante e o acessório. Não se comporta como um verdadeiro falso, um superficial sem profundidade, valorizando o acessório, simplesmente porque não consegue perceber o que é... realmente importante!

Esquisitice # 6 - Do ponto de vista teórico o líder facilita a interacção do grupo. Procura que o grupo funcione harmoniosamente, sem precisar de dominação. Na realidade o líder costuma atrapalhar, e ele próprio cria bloqueios. Porquê? Não ouve, não sente o pulsar dos que com ele colaboram. Tem dificuldade em criar um ambiente acolhedor, pois julga que, caso não exista uma voz dominante, ninguém o respeita. Pois bem o que ele consegue é, quando muito, ser tolerado, agora respeitado ...

Esquisitice # 7 - Um verdadeiro líder pensa que o bem sempre acaba por vencer o mal. Ele, jamais desanima diante da opinião daqueles que só vêem perigo, sombra e fracassos. Ele terá que ser um optimista, jamais um pessimista. Mas não… eles insistem em criar um ambiente "escuro", sombrio ... para que os outros tenham dificuldade em vê-lo (a ele líder) tal como ele é! É uma estratégia de defesa, pois no meio da confusão, trevas, numa ambiência nivelada por baixo, é mais fácil ser capaz!
Esquisitice # 8 - Sabe prever, evita a improvisação. Pensa em todos os pormenores. Um verdadeiro líder pensa mesmo em todos os pormenores, porque estes são realmente importantes. A vida é feita de pormenores. Justifica-se, pois não me parece existir a palavra "pormaior". O que acontece na realidade é a super, mega, hiper valorização das coisas grandes, de visibilidade, e as pequenas coisas (afinal, as que fazem a diferença) são esquecidas.

Esquisitice # 9 - Um verdadeiro líder acredita na possibilidade de que os seus colaboradores saibam encontrar por si mesmos as soluções. Ao invés de achar que eles só lhe causam problemas.

Esquisitice # 10 - Deverá dar a oportunidade para que os outros se promovam e se realizem, procura proporcionar todas as condições para que o grupo funcione bem. Pelo contrário, insistentemente, procura promover-se a si com o bom trabalho dos colaboradores e se o grupo funciona é porque o mérito é todo seu ... fez as escolhas certas. Esquece-se que o trabalho não feito de escolhas , mas sim de dinâmicas, e essas só se conseguem com ferramentas hábeis, de trato fácil, de honestidade e inteligência emocional, ao dispor apenas… de alguns!

Esquisitice # 11 - Faz agir. Toma a sério o que deve ser feito. Obtém resultados. Não deve ser uma pedra na engrenagem, não deve brincar com o trabalho dos outros e os resultados não podem, nem devem, ser atingidos de qualquer forma. O que vemos? "Encrencas" a emperrar o desejável funcionamento da marcha, tomando como prioridades as suas e não AS verdadeiras prioridades, para além dos resultados obtidos poderem ser algo discutíveis quer na forma, quer no método, utilizados para os atingirem.

Esquisitice # 12 - Um verdadeiro líder deverá ser agradável, sabe conversar com todos. Não deverá tratar os seus colaboradores com desapego, como seres inferiores, como gente sem nível, apenas como um recurso ao seu dispor e que servem para o necessário, mas para mais nada!

Esquisitice # 13 - Diz o que pensa. As suas acções correspondem às suas palavras. Sistematicamente o líder não diz o que pensa. Pensa e selecciona o que diz. As "boas" notícias, faz questão de transmitir. As "más" manda alguém dizer. Para além disto ele deveria preocupar-se com o exemplo e as suas palavras deveriam ser enquadradas pelas suas acções, mas tal não é frequente acontecer. Não é um exemplo, pois não diz o que pensa com frontalidade, nem tem coragem de fundamentar seus actos.

Esquisitice # 14 - Um líder deverá enfrentar as dificuldades. Não deverá fugir a elas nem descarregar nos outros. O habitual acontecer é estar lá para recolher os louros e... empurra os outros para levarem com as balas. Para além disso usa os outros como "sanita" no sentido em que descarrega tudo: o justo e o injusto, o verdadeiro e falso, os problemas e não as soluções.

Esquisitice # 15 - Busca a verdade com o grupo, e não passa por cima do grupo. O normal é buscar a verdade que mais lhe convém, para além de aceitar como verdade tudo o que lhe dizem, sem "tirar a limpo". Passa por cima de todos, pois o entendimento que faz é que o lugar dele é no topo, e ele chega lá no sentido mais literal.

RESULTADOS:

1) Se é líder e se reviu no lado negativo em mais de metade dos itens enumerados, lamento mas é provável que seja um mau líder. Se foram mesmo muitas é provável que seja líder por nomeação política ou por cunha partidária. Seja qual for a via é claro que é um idiota. Não sou contra as cunhas! Sou a favor da competência. Mude, não deixe ficar mal quem o "cunhou", o "nomeou"... Se ainda está com dificuldade em saber quanto é metade de 15 ... encontrou a resposta, não procure mais! Não leia mais nada ... fique por aqui....

2) Se é líder e se reviu no lado positivo em mais de metade dos itens enumerados, lamento mas deve tratar-se de um trabalhador incansável, inteligente, disponível, para além de boa pessoa. Lamento porque nunca chegará a líder... pois não tem o perfil. Não é idiota! Parabéns... mas paciência!
Este artigo é dedicado a todos os líderes que já tive, tenho e terei. Também é dedicado a mim mesmo, pois enquanto líder, cometo imensas falhas, mas tenho uma preocupação: leio muitas vezes estas 15 “esquisitices” e procuro no dia seguinte fazer as coisas de uma forma melhor …

quarta-feira, 31 de dezembro de 2008

Mensagem de Ano Novo!

Este ano os meus votos de Ano Novo serão comedidos ... é a crise!


Por essa razão desejo,

a todos os amigos, colegas de trabalho, formandos, alunos, colaboradores, e a quem quiser ...
apenas duas coisas: o dobro e a metade do que tiveram em 2008!

De quê? Do que quiserem mas deixo aqui algumas sugestões:


- o dobro das alegrias; metade das tristezas;

- o dobro da saúde; metade das doenças;

- o dobro do trabalho; metade da preguiça;

- o dobro dos rendimentos; metade dos impostos e outros gastos;

- o dobro de diversão; metade das preocupações;

- o dobro da responsabilidade; metade dos "deslizes";

- o dobro do tempo de convívio com os amigos; metade das secas dos "empatas";

- o dobro do profissionalismo; metade das falhas;

- o dobro de honestidade; metade da falsidade;

- o dobro do sexo; metade das "dores de cabeça";

- o dobro dos nascimentos; metade dos desaparecimentos;

- o dobro da paciência; metade do stresse;

- o dobro do amor; metade da agressividade;

- o dobro de beijos; metade das críticas;

(...)


Pela minha parte, em 2009, vou tentar dar a todos o dobro das coisas boas que dei em 2008 e apenas metade dos aborrecimentos causados.

Feliz 2009.

segunda-feira, 29 de dezembro de 2008

Mudança ... em busca de uma cultura de exigência!

Porquê exigir qualidade? Qualidade em quê? Onde? Para quê?

A resposta a estas questões podem ser respondidas do ponto de vista teórico recorrendo a diversas perspectivas filosóficas. Irei tentar não recorrer a elas, buscando um discurso mais "terra a terra".
Parto de duas premissas para esta divagação:

1) "Para quê fazer as coisas bem feitas, se as podemos mal e com menos trabalho!"

a) não há a garantia de que fazer as coisas mal se demore menos tempo e que dê menos trabalho ... Não é de todo correcto, se as tivermos de repetir! Bem sei que por vezes fazemo-las mal e ... ninguém dá por isso ... se assim é ... óptimo, pois estamos a dar na medida do que recebemos. Mas será correcto? Não! Entramos numa espiral de erro e seguimos numa torrente de disparates. Qual a solução? Erguer a cabeça acima da multidão e nos distinguirmos pelo que fazemos. Já alguém disse um dia: "É fazendo o que fazemos que nos tornamos o que somos".

b) procure fazer um excelente trabalho! Porquê? Corremos menos riscos! Se apresentarmos um excelente trabalho... nem que tentem, não haverá a possibilidade de nada nos apontarem, logo temos uma vida mais tranquila, com menos stresse, com menos preocupações ... enfim ... começamos a saber viver!

2) "Exigência... é dar o melhor de nós mesmos ao mundo"

a) De que vale a pena queixarmo-nos se ... nada fazemos para deixar a nossa marca. Bem sei que não é fácil construir! Destruir é tão simples ... Será que somos cidadãos responsáveis e exercemos cidadania? NÃO, levamos uma vida tão ocupada que nem temos tempo a perder com aquilo que é ... necessário! Como exercê-la? Deixar um rasto de trabalho que sirva de exemplo para outros ... pode ser um caminho. E como se faz isso? Fazendo bem! Bem sei que fazer bem ... sempre ... não é possível, mas fazer bem muitas vezes é, pelo menos, desejável!

b) Exigir o quê? Exigirmos a nós mesmos que estamos a dar o melhor de nós mesmos aos outros. Não é ser exemplo, nada disso! É mostrar que somos humanos, que fazemos coisas bem feitas, que nos preocupamos, que queremos dar sem a preocupação de nada receber, que ... erramos também! Não há modelos, existem sim referências ... e isso temos obrigação de procurar ser.

Faço sempre bem feito? NÃO. Mas tento sempre fazê-lo? SIM! Por isso tenho o direito de exigir o mesmo dos outros! Isto é cidadania.
Vamos contrariar a corrente do "deixa andar", do "que posso eu fazer", do "é sempre a mesma coisa", do "não vale a pena", do ....


Podemos não chegar à perfeição, mas temos o direito de a buscar ...
Podemos não chegar à perfeição, mas temos o DEVER de a buscar ...
Podemos não chegar à perfeição, mas temos a OBRIGAÇÃO de a construir ...