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terça-feira, 18 de maio de 2010

Jornadas de CTA

A pedido de várias famílias... não poderia deixar de aceder a "pressões" e incluir neste blog de referência mundial, as famosas, grandiosas, sublimes... JORNADAS CTA que decorreram no final do mês de Abril no nosso Agrupamento.

Eu, como membro desse "sensual" clube, deixo aqui a minha contribuição...quero dizer as evidências que gentilmente me cederam.

Antes de mais não será perda de tempo explicar o que significa CTA, pois explicar o significado de jornadas... dispenso! Para aquelas pessoas que ainda não sabem o significado deste grupo (sim...aquelas pessoas que na escola me perguntam... que língua viperina!) deixo aqui algumas hipóteses de resposta.

O que significa CTA?

a)cultos, trabalhadores e amorosos;

b)capazes, trabalhadores, astutos;

c)ciência, tecnologia e ambiente;

d)campeões, traquinas, assombrosos;


Qualquer alínea se adaptava, mas a opção correcta é a c). A julgar pela foto também poderia ser; comilões, trabalhadores (mastigação), alarves!






Voltando ao fio condutor (ou à falta dele!), as Jornadas CTA realizaram-se na EB 2, 3 Passos José (Guifões) e envolveram todo o agrupamento. Desses dois dias de muita actividade destacam-se alguns momentos tais como as palestras, workshops, sessões de sensibilização, exposições... (desses momentos não tenho imgens, pois apenas deixo aqui as minhas evidências...não é Valquíria?).

Envolveram-se todos os alunos do agrupamento com actividades que mais se adaptavam ao seu escalão etário.
Após esses dois dias de intensa actividade, o sentimento geral resumia-se numa palavra: SUCESSO! A terminar um lanche convívio, que se prolongou pela noite dentro, envolvendo os adultos dos cursos EFA que também tiveram o prazer de provar as diversas iguarias apresentadas por cada elemento do CTA... tiveram também a oportunidade de provar uma famosa bola de pástico, quer dizer bola de carne... que estava deliciosa!!!























Até à próxima CTA... Cá vos espero para um Team Building em Junho!

quarta-feira, 17 de março de 2010

Novo paradigma da educação!

Vou partir de um pressuposto, associado a uma questão… factos que me instigaram a reflectir (um pouco mais do que habitual)

“Todos pensam em deixar um planeta melhor para os nossos filhos… Quando é que pensarão em deixar filhos melhores para o nosso planeta?”

Num dos meus grupos de reflexão, durante o almoço habitual das Terças-feiras, eis que alguém conta uma história passada há algum tempo. Vou narrá-la “adulterando” alguns aspectos. Aqui vai…
Algures na década de oitenta… num país bem pouco distante, aliás muito distante de ser país, um jovem durante seu intervalo das actividades lectivas, decidiu “apalpar” uma colega nos seus peitos, facto que ela (digna de respeito) tratou de relatar ao responsável do estabelecimento educativo. Este, detentor de uma pedagogia activa, pregou um valente estaladão ao prevaricador, convidando-o de seguida a ouvir a sua explicação para tal acção. Explicou ele…
(lembram-se do diácono remédios? Incorporem essa personagem, por instantes!)
-” meu caro jovem, não deves afagar o peito da tua colega, pois vocês são muito novos para tal. Cresce e depois, quando os peitos da tua colega já estiverem madurinhos, poderás fazê-lo, se ela o permitir! Vá, podes ir…”
Cá está um exemplo de pedagogia, quase perfeito! Basicamente obedece à seguinte linha de pensamento:
prevaricação --» castigo (no imediato) --» e acção pedagógica de seguida.

Cá estamos nós em 2010 e… vejamos como as coisas são diferentes.
Convém fazer um grande parêntesis. Temos de reflectir sobre três premissas/dúvidas que se me colocam:
Tal acto é condenável (ou seja, não admissível para o ofendido)?;
Iria existir uma queixa?
Iria haver uma consequência?
Se a resposta a estas questões for SIM, então provavelmente não estaremos em 2010, nem neste sistema de ensino, nem neste país! Mas vamos partir do princípio que era mesmo assim! Como decorreria o procedimento?

Fase 1 – Queixa da ofendida ao responsável. Primeira dificuldade… quem é o responsável? Funcionário que vigia o recinto, director de turma, director? Bem não interessa! Fosse qual fosse o interveniente a resposta seria muito provavelmente uma destas (p.f. escolher a que mais achar oportuna):
“Queixinhas, vens cá fazer barulho por isso, pensas que não tenho mais nada para fazer? “ (versão daquele que tem sempre muito trabalho, mas que não faz a ponta de um chavelho)
“De certeza que a culpa é tua, tu metes-te com eles!”
(versão daquele que criou uma filha do tipo maria-rapaz)
“Deixa lá, mas se isso acontecer outra vez, vem cá dizer-me que eu…!”
(versão do justiceiro, muito justo, que não falha, mas… na próxima é que vai ser)
Oh! Deixa lá, tu até gostaste! (versão do protótipo de macho, quero dizer porco, com a sua habitual sensibilidade extrema!)

Fase 2 – Consequência do acto ilícito.
Manda-se inquirir testemunhas, cada uma com seu relatório sobre o sucedido. Apensa-se a versão da ofendida. Acrescenta-se o relatório do prevaricador. Procura-se/vasculha-se por entre a papelada para aferir se não há um qualquer relatório de algum psicólogo que em tempos acompanhou o prevaricador e, que em alguma alínea, aponta a explicação para o sucedido (ATENÇÃO- respeito e muito o papel do psicólogo, acho mesmo ser uma mais-valia para o sistema de ensino, apenas condeno os “prostitutos da psicologia”). Comunica-se ao Encarregado de educação. Nomeia-se um instrutor para o processo (Instrutor? O processo sabe conduzir e… vai direitinho para o arquivo… morto). Elabora-se mais um relatório com todos os factos ocorridos, mais os dignos de relevo na história educativa do prevaricador, mais, mais … tudo com timings apertadíssimos, mas que já distam da ocorrência no mínimo uma semana, a correr bem. Cá está a acção just in time! Convoca-se uma reunião para decidir as medidas e já ninguém se lembra do motivo da reunião, tanto mais porque, o prevaricador, já prevaricou mais duas ou três vezes. (lembram-se do estaladão que o outro levou na década de oitenta? Não que defenda a punição física, mas ele não se esqueceu e relembra ainda hoje o motivo… pelo que me contaram…!).
Voltando à consequência… já se tinham esquecido? É melhor esquecer…

Fase 3 – Medida pedagógica – Muito provavelmente a consequência mais adequada seria, obrigar o “ser vivo” a passar a limpo os cadernos de físico-quimica, ou o de geografia. Ao fazê-lo, claro que jamais voltaria a cometer o mesmo erro! Aquilo servira-lhe de lição!
Não se pode fazer mais nada exclamam os mais… conformados! Pois não, concordo eu! Por este andar não valerá mesmo a pena! Ah! Já passaram três semanas, desde o sucedido!

Epílogo
Já alguém ouviu falar de autoridade? Seja ela de que tipo for! Aplica-se aos professores, mas de igual modo às forças da ordem, aos pais, avós, às pessoas com responsabilidade social…
Já alguém reflectiu sobre o que estamos a construir? Crianças sem educação, grupos sem razão, políticos com corrupção…
Como vai ser o amanhã? Logo se verá!
No meu papel insignificante enquanto membro activo da sociedade, sublinho insignificante, relembro as palavras sábias de José Régio…

“Não sei por onde vou, não sei para onde vou,
(mas) sei que não vou por aí!
Será que eu podia não ser assim?
Podia...mas não seria a mesma coisa!

quinta-feira, 4 de março de 2010

A saga dos "termoventiladores"...

É vê-los desfilar… Parece moda, mas não é! Trata-se uma necessidade real.
Aqui surge um nicho, ainda pouco explorado e cuja implantação no mercado teria, certamente enorme sucesso. De que falo? Calma… já lá vamos! Leitores apressados!
Num dos meus locais de trabalho (não revelo qual… pois receio um procedimento disciplinar!!! Olha eu cheio de medo!), surge amiúde este fenómeno. É ver cada um dos trabalhadores carregadinhos, com as suas papeladas (não se trata de um trabalho burocrático… nada!) mais ou menos organizada/amontoadas e o seu “apêndice”. Aqui, neste particular é que surge a curiosidade da história. De que se trata? Nada mais, nada menos do que o termoventilador. Esse aparelho tão acolhedor que substitui-se à energia do sol nos dias menos ensolarados. Aconchego de tantos, o aparelho passou a fazer parte da “indumentária” dos profissionais da educação. Brevemente vamos ver a elite dos aparelhos: Termo Dolce Gabana, Louis Vitton Termo, TermoGant, … Já estou a imaginar um conjunto de “protocolos encapuçados” do género:
“Sr. Professor se divulgar o termoventilador da nossa marca junto dos seus colegas de grupo, oferecemo-los a todos os colegas no próximo ano lectivo. Não se esqueça…só têm de o adoptar!”
Porque surge esta moda?
A minha teoria, e é só minha…tão elaborada resume-se ao seguinte:
“O pessoal tem frio!!
Não existem condições de trabalho dignas, decentes… como se vivêssemos perto do Golfo de Bótnia, mas na realidade trata-se do Porto de Leixões”.
Temos o Plano Tecnológico, temos Quadros Interactivos, temos E-escolas e Magalhães, temos projectores multimédia (mesmo que a maior parte dos utilizadores…ainda não tenha percebido as suas funções. Isto é um aparte…), temos clubes de A a Z, temos tanta coisa que acrescenta, tanto e tão pouco, mas …não temos conforto térmico! Temos frio, carago!
Temos Directores, assessores, coordenadores, subcoordenadores, mas… também eles devem ter frio! Aqueçam-nos o corpo (não levem à letra alunos e Encarregados de Educação), porque o espírito dificilmente será aquecido nesta missão tão ingrata de cultivar nos outros sementes de cidadania.
Aqui está a desculpa perfeita: É do frio!

quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

O Misterioso caso do professor infiltrado!

É engraçado quando histórias criadas há já algum tempo, depois de esquecidas, voltam às primeiras “páginas dos jornais”.
O estranho caso que vos vou narrar relata uma personagem que um grupo de alunos do extinto Forpescas criou. Em homenagem ao seu coordenador de turma, e com um temor extremo que esse “bicho” lhes causava, os formandos da turma de Marinhagem, do longínquo ano de 2003, fantasiaram que o seu coordenar de turma tratava-se dum um membro infiltrado da PJ, que estava ali com um único propósito – “controlar”! O que é certo é que, com esse medo, ou respeito, ou fantasia, os resultados foram muito positivos, não para nenhuma investigação, mas sim para a vida de cada um desses formandos que por ali passou.

O que é que esta história tem de especial? Nada! A não ser as coincidências do ano de 2010. Já lá vamos.

O que é certo é que, turma após turma, curso após curso, o professor infiltrado foi ganhando consistência e momentos houve em que a fantasia e realidade se confundiam. À sua maneira aquela personagem era uma referência para aqueles grupos de formandos. Ao longo dos anos as alcunhas atribuídas àquele “ser” foram variando – inspector, big boss, PJ, o bófia, … (só coloco aqui as que se podem ler!)- mas a base estava sempre lá! O “gajo” era mesmo um controlador! Os factos iam fluindo tão naturalmente que aquela história começava a fazer sentido a cada pormenor. Parecia nada escapar do olhar do big boss. Ele tinha tudo sobre controlo, de tal forma que conseguia saber coisas que o próprio nem queria ouvir falar! A dada altura essa personagem era alimentada por todos os restantes colegas da equipa formativa, que continuamente tornam aqueles simples formador, numa espécie de “monstro sagrado da investigação criminal”. Certo, certo é que … algumas coisas, alguns problemas foram solucionados, devido a essa imagem, devido à presença desse ser místico, que por ali pairava.


O que isto tem a ver com 2010? Já lá vamos.

Após algum tempo de afastamento com essas turmas de jovens, essa personagem foi caindo no esquecimento. Era apenas lembrada pelos colegas de equipa formativa, quando se encontravam neste ou naquele curso. Alguns desse colegas ainda continuam a insistir e é frequente receber e-mails dirigidos ao “big boss”, ao “PJ”.
Mas o tempo foi-se encarregado de apagar a força que essa personagem já teve… eis se não quando…

Corria o não de 2010… e numa realidade diferente, numa turma CEF da escola de Guifões, os formandos encontram-se todos apreensivos e questionam tudo e todos se têm um professor que é infiltrado. Como chegaram lá? Laços familiares e de amizade entrecruzaram estas duas realidades e os “criadores” do inspector, “avisaram” os novos para terem muito cuidado porque esse professor é infiltrado.
Ontem, num Conselho de Turma deparo-me com toda a força do “PJ de outros tempos”, pois os colegas, todos comentavam as inúmeras preocupações dos alunos, e não só os da turma referida, bem como de outras! A gargalhada foi geral, depois de desvendada toda a história. Mas todos foram também unânimes em perceber que aquela personagem podia ser importante como estratégia pedagógica! Vejam bem ao que chegamos. Bom mas pelo menos tenho a hipótese de “anexar” essa evidência à minha avaliação!
Certo, certo é que na passada segunda feira consegui estar 90 minutos em sala e os meus CEF com um comportamento exemplar! E pensava eu que era pelas minhas qualidades enquanto professor! Descobri então, que como professor sou fraquinho, mas … como Inspector…não sei não! Quem sabe se não é mais uma oportunidade de mudar de vida!

Saudações policiais.

quinta-feira, 10 de dezembro de 2009

“Assinalar o Dia Internacional dos Direitos Humanos”


“Assinalar o Dia Internacional dos Direitos Humanos”
Escola EB 2/3 de Passos José, Guifões.

Data da realização: 10 de Dezembro de 2009
Proponente: Departamento de Ciências Sociais e Humanas
Responsáveis: António Pinto e Teresa Rodrigues



No passado dia 10 de Dezembro, durante a manhã encheram-se os balões com hélio (ainda tenho marcas nas mãos!!) e atou-se um cartão por balão. Às 13:10h, os alunos concentraram-se na entrada principal da escola, tendo-se então efectuado o lançamento dos balões.


Os alunos aderiram de uma forma muito positiva à actividade, tanto na sua preparação e concretização como posteriormente ao manifestar curiosidade em saber dos telefonemas como resposta à mensagem dos cartões.



Mais uma actividade...
Quando dizem que os professores passam a vida a encher balões ... desta vez dou-lhes razão!!!!!!!

segunda-feira, 30 de novembro de 2009

Um professor ganha muito! Novembro de 2009...

Contas são contas! Cá estão elas.
Este mês consegui ser pago a (rufos!!) ... 7, 06€ à hora. Sempre na linha da frente! Cada mês que passa, ainda recebo menos! Fónix. A este ritmo sou um sério candidato ao RSI.


Relembro os valores:
Setembro '09: 7,97€/hora;
Outubro '09: 7,29€/hora;
Novembro '09: 7,06€/hora.
Mas nem tudo são más notícias! Este mês diminuiu o número de reuniões ...daquelas produtivas!!! Reuniu-se menos e vejam lá... produziu-se mais!
Até à próxima contagem...

domingo, 25 de outubro de 2009

Um professor ganha muito!?!

Acho piada aqueles que falam de tudo...sem saber de nada! Eu também sou um pouco assim... daí achar piada!

Desta vez trago algo que pode ser efectivamente comprovado!

Para aqueles que dizem que os professores ganham muito, dei-me ao trabalho de nestes últimos dois meses contar todas as horinhas que passo na escola... e garanto-vos que passo mesmo! Mesmo que por vezes não perceba qual o motivo, lógica ou a servitude! Mas isso são outras contas de outros rosários.
Registei para Setembro e Outubro todas as horas de trabalho efectivo. Não conto aqui os intervalos, nem os vazios à conversa na sala de professores, ou qualquer outra situação de braços cruzados. Como ganho tão mal (como irão ver), não me dou ao luxo de perder muito tempo... a não produzir.
Assim nestas contas incluo apenas o tempo gasto efectivamente a trabalhar na escola, não ouso por isso falar do tempo que perco ou ganho (depende do que estou a fazer) quando estou em casa. Vou cingir-me única e exclusivamente aos minutos contados, dos quais há registo, onde se incluem tempos lectivos, trabalho de escola, trabalho individual e reuniões (apetecia-me escrever outra vez reuniões, pois o que se reúne... Santo Deus! Se o tempo gasto em reuniões(burocracias) contasse para o IDH, estaríamos com toda a certeza à frente de países como a Noruega ou Luxemburgo e não ao nível do Mali como em alguns aspectos!)

Voltando aos factos...


SOU MAL PAGO!

No mês de Setembro auferi o valor de €7,97/ hora (valor antes de impostos... sim valor bruto. Há que tirar os impostos e ... é melhor nem o fazer! Vamos evitar uma depressãozinha!)

Se esta situação já era negra ... cheguei a Outubro e... o valor piorou! Ganhei €7,29/hora. (vou repetir o que já disse ...BRUTO!).

Alguns dizem ... é o valor justo... não vales muito mais! Acredito! Mas, mesmo eu, ganho, em sítios onde faço as mesmas coisas (mas com muito menos reuniões), €15 ou €16. Valor que muitos já recusam e acham ofensivo.

Com isto percebo que ganho menos que muitas outras profissões honradissímas, mas sem qualquer tipo de habilitações, trabalho o dobro, dou cabo da cabeça aturando os filhos dos outros, gasto dinheiro em tinteiros, livros, cadernos e demais material, uso o meu computador e impressora, ... ai ... enfim! E a grande desvantagem é que nem posso acumular com o Rendimento Social de Inserção (vulgar rendimento mínimo), visto trabalhar de forma legal...

Apenas posso concluir uma coisa. Não trabalho por dinheiro... Trabalho porque gosto do que faço! Apenas espero que não me levem a desistir daquilo que faço ... pois (modéstia à parte) ... faço-o com alguma qualidade.

Em Novembro cá estarei para repetir as contas... e descarregar!

Para terminar ... apenas me ocorre uma palavra: REUNIÕES. Não sei se será uma premonição da demência ... mas já me assusto (chego a ter mesmo suores frios!) quando me desloco ao placard das ditas... Quando de lá venho a expressão que mais uso é ...Fónix! (Não ouso reproduzir o que realmente me sai!). Poupem-me ...deixem-me trabalhar ...mas a sério!