Mostrar mensagens com a etiqueta Verdade inconveniente. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Verdade inconveniente. Mostrar todas as mensagens

sábado, 21 de janeiro de 2012

Impossível é não viver

in Abraço, José Luís Peixoto, Quetzal, 2011


Se te quiserem convencer de que é impossível, diz-lhes que impossível é ficares calado, impossível é não teres voz. Temos direito a viver. Acreditamos nessa certeza com todas as forças do nosso corpo e, mais ainda, com todas as forças da nossa vontade. Viver é um verbo enorme, longo. Acreditamos em todo o seu tamanho, não prescindimos de um único passo do seu/nosso caminho.
Sabemos bem que é inútil resmungar contra o ecrã do telejornal. O vidro não responde. Por isso, temos outros planos. Temos voz, tantas vozes; temos rosto, tantos rostos. As ruas hão-de receber-nos, serão pequenas para nós. Sabemos formar marés, correntes. Sabemos também que nunca nos foi oferecido nada. Cada conquista foi ganha milímetro a milímetro. Antes de estar à vista de toda a gente, prática e concreta, era sempre impossível, mas viver é acreditar. Temos direito à esperança. Esta vida pertence-nos.
Além disso, é magnífico estragar a festa aos poderosos. É divertido, saudável, faz bem à pele. Quando eles pensam que já nos distribuíram um lugar, que já está tudo decidido, que nos compararam com falinhas mansas e autocolantes, mostramos-lhes que sabemos gritar. Envergonhamo-los como as crianças de cinco anos envergonham os pais na fila do supermercado. Com a diferença grande de não sermos crianças de cinco anos e com a diferença imensa de eles não serem nossos pais porque os nossos pais, há quase quatro décadas atrás, tiveram de livrar-se dos pais deles. Ou, pelos menos, tentaram.
O único impossível é o que julgarmos que não somos capazes de construir. Temos mãos e um número sem fim de habilidades que podemos fazer com elas. Nenhum desses truques é deixa-las cair ao longo do corpo, guardá-las nos bolsos, estendê-las à caridade. Por isso, não vamos pedir, vamos exigir. Havemos de repetir as vezes que forem necessárias: temos direito a viver. Nunca duvidámos de que somos muito maiores do que o nosso currículo, o nosso tempo não é um contrato a prazo, não há recibos verdes capazes de contabilizar aquilo que valemos.
Vida, se nos estás a ouvir, sabe que caminhamos na tua direcção. A nossa liberdade cresce ao acreditarmos e nós crescemos com ela e tu, vida, cresces também. Se te quiserem convencer, vida, de que é impossível, diz-lhes que vamos todos em teu resgate, faremos o que for preciso e diz-lhes que impossível é negarem-te, camuflarem-te com números, diz-lhes que impossível é não teres voz.



in Abraço, José Luís Peixoto, Quetzal, 2011

terça-feira, 14 de dezembro de 2010

Exige muito de ti e espera pouco dos outros!

"Exige muito de ti e espera pouco dos outros. Assim, evitarás muitos aborrecimentos"

Esta frase célebre tem em si algo tão simples. É na simplicidade que estão as coisas mais belas. Na simplicidade das palavras, na simplicidade dos gestos, na simplicidade dos actos, na simplicidade do dar e na igual simplicidade de receber.
Se por um lado a frase tem toda uma lógica e razão de ser, não deixa de ser, igualmente, um pensamento cruel, corrosivo e auto-destruidor pois parte de uma principio de sobrevalorização do eu em relação ao outro, na capacidade que o eu dispõe e que jamais o outro irá dispor!
Exigir muito de nós próprios é algo expectável, algo essencial, é em si próprio uma razão de vida! Esperar o mesmo dos outros é uma utopia, pois os outros, esperam eles próprios algo de si que não tem necessariamente a ver com o que nós esperamos dele!
Confuso? Muito... assim são as relações humanas!
Para além de tudo isto existe o facto de quando exigimos muito de nós próprios elevamos demais a fasquia em relação ao que exigimos dos outros. É legítimo? Ainda não sei responder a essa questão. Estou a começar a esboçar uma teoria!
O duro, o difícil, é a gestão de expectativas em relação ao que nos podem dar os outros. Criámos expectativas em função daquilo que queremos, daquilo que damos, mas isso não significa que sejam na medida do que recebemos. Temos por princípio natural e inerente achar que estamos exportar mais do que importar, isto é que damos mais do que recebemos, mas isso pouco importa (trocadilho giro), as relações humanas não se baseiam em conceitos económicos, embora muitas delas se norteiem por critérios desse tipo (mas isso são outras histórias... afinal de contas "diamonds are the girls best friend").
Voltando ao pensamento anterior - gestão de expectativas - é sem sombra de dúvidas uma competência de difícil aquisição! Gerir expectativas que envolvam emoções é uma tarefa ainda mais complicada. Percebem agora todo o sentido da frase inicial. Mas é aí que está a piada! Podia ser fácil? Podia...mas não era a mesma coisa. Nem tudo pode correr como nós queremos, pelo menos a este nível! Temos que gastar algumas energias a pensar numa solução para este tipo de dilemas. Temos de ser capazes de treinar nossa mente para estes cenários, temos de "coaching" o nosso sistema cerebral para estes desafios... temos de... saber viver com a desilusão (mas só depois de esgotadas todas as opções anteriores!), temos de caminhar, crescendo, evoluindo, desenvolvendo capacidades que até nós próprios julgamos, por vezes, não possuir e isso é VIVER!
Temos de nos alegrar com o que temos, lutar pelo que ainda não temos. Temos que dar tudo e esperar que nos dêem... algo. Temos que saber, humildemente, exigir dos outros, mas acima de tudo temos a obrigação de exigir tudo de nós mesmos.
Voltando ao princípio...
Se o objectivo é querer deixar de ter aborrecimentos o caminho é fácil - não acreditar na humanidade e ser mais um entre a "carneirada"! Se por outro lado queremos ser diferente, fazer diferente, fazer mais e melhor, deixar uma marca... então a solução é exigir muito de nós próprios e esperar ter algo dos outros. O algo é uma parte do todo...pode ser que um dia chegue a ser todo!
Apeteceu-me!

quinta-feira, 20 de maio de 2010

Crise? Qual crise?

Crise? Qual crise? Estudo de caso.
Hoje trago mais uma pérola…tipicamente nossa!
Esta é uma história verídica, que fruto da minha observação atenta e curiosa, me leva a efectuar esta partilha.
Local: Avenida dos Aliados/Pr. General Humberto Delgado – Invicta.

As medidas do Governo para travar o desemprego estão a resultar em pleno, mas a factura a pagar… deixo que analisem.
Para iniciar a minha história solicito um recuo no tempo (mais ou menos um mês) até às festividades do 25 de Abril. Começo então aqui.

Dias antes, e com o intuito de preparar a celebração da Revolução, o reboliço na avenida começa, preparando um palco monumental onde serão gritadas as tradicionais palavras de ordem. Umas dezenas de funcionários montam a estrutura que servirá de palanque ao evento. Até aqui nada demais. Foram mais ou menos 2/3 dias a preparar. Como é óbvio foram igualmente 2/3 dias a desmontar. Até aqui tudo bem…nada a questionar.
No dia em que finalizavam a desmontagem, novo aparato surge na praça central da cidade. Uma outra empresa de "montagem e desmontagem" chega… afim de começar a montar a estrutura que irá receber as (a)normais forças sindicais que irão lançar as habituais palavras de ordem nas celebrações do 1 de Maio. Nota muito importante: este palco dista alguns metros do que estava acabando de ser desmontado. Aqui sim, houve planeamento, não fosse ser no mesmo sítio e ainda tinha uma disputa legal com chorudas indemnizações.
Dois dias volvidos e o palco tinha desaparecido…eis se não quando… nova empresa surge no horizonte. Mais uma estrutura para montar! Desta vez é a tradicional festa da Universidade – cortejo académico.
Recapitulando: palco 1 (25 de Abril), palco 2 (1 de Maio), palco 3 (4 de Maio). Bom… ainda não acabou.
Continuando…
Mais 2/3 dias para desmontar a última edificação e para que ninguém estranhe o reboliço… novo alvoroço surge. Agora há que montar o palco para sua santidade que vem de visita. Mais ou menos cinco dias de preparação e montagem para receber o chefe de Estado do Vaticano. O momento justificava algo em grande! O senhor lá foi embora e, daquilo que restou do saque feito por populares, houve que proceder à desmontagem da estrutura. Se pensam que acabou… enganam-se! Este momento espiritual encerraria a história com chave de ouro, mas…
Cá estamos, hoje, menos de uma semana depois do Papa ter ido embora e ainda mal refeitos da desmontagem das estruturas eis que … aí está o movimento, a agitação, a loucura! Toca a montar mais uma mega estrutura. É que neste fim-de-semana vamos receber uma prova de demonstração do WRC (Campeonato Mundial de Rally) e … a estrutura está a erguer-se.

De tudo isto resultam duas coisas: o Porto está em grande, só faltou a festa do título; e para além disso estamos todos loucos? Andamos há um mês a montar e desmontar estruturas e estruturinhas que, alimentam muitas bocas, mas que sorvem muitos dos nossos recursos. Há que tirar as lições positivas: promovemos o emprego! Enquanto uns montam e desmontam, outros pagam e financiam esta verdadeira política de planeamento urbano… uma manta de retalhos que se vai ajustando e justapondo e que dá vida à cidade! Vai uma dica… Continuem a montar e a desmontar, pois vem aí o 10 de Junho e logo a seguir o S. João…
Como diz o outro: “E o burro sou eu?”

terça-feira, 11 de maio de 2010

Pescadinha de rabo na boca

Pescadinha de rabo na boca… o sistema que temos!
Há expressões felizes! Esta é uma delas…menos para a pescada!

Tanta coisa poderia ser dita sobre a mesma, por isso acho melhor não acrescentar mais nada!
Kidding…
Este chavão pode ser usado em diversos campos. Hoje, vou usá-lo apenas num contexto – a geopolítica actual. Nos dias que correm, vemos a cada virar de página o fenómeno da pescadinha de rabo na boca. No fundo os nossos “líderes” têm a sua boca no rabo dos seus amigos. Este constante “diz que disse” cheira mal… muito mal, pelo que a explicação reside no facto de terem a sua boca no rabo do vizinho (daí o odor!).
Para quando erguermos nossas armas e por fim a isto?
Para quando vamos ter a força e coragem para correr com eles?
Estou cansado deste sistema, estou farto do mesmo! Estou cansado de receber pouco, de receber tarde e más horas e de ter que, de cabeça erguida, saldar meus compromissos. Estou farto de alimentar de forma íntegra (com trabalho) este sistema que apenas promove o despesismo, o parasitismo e a dependência. Estou farto de sorrir quando a vontade é gritar. Estou cansado de ser optimista, quando todos promovem o negativismo e a miséria.
Estou farto… deste polvo que nos controla diariamente que começa no mesmo ponto em que acaba e que pelo caminho deixa um rasto de oportunismo, de aproveitamento, de ausência de condutas morais, de exploração daqueles que ousam ficar fora dele, e que deixa um rasto de conivência, conveniência e subserviência dos que dele dependem.

Sr. Sócrates, Sr. Presidente, Srs. Deputados, Srs. Gestores Públicos… nunca pensei chegar aos meus 35 anos e estar tão desiludido com toda a corja que vocês representam! Sempre acreditei em democracia, em liberdade, pois nasci com ela, cresci com ela e hoje… olhando para trás… desiludo-me, pois vejo-as apenas como palavras vazias de conteúdo e nada traduzidas em acções.

De quem é a culpa? Também é minha, claro que sim! Tanto mais que eu represento a “geração rasca”. E de facto a expressão assenta-me bem. Estou (à) rasca! A vontade é, deixando de lado, qualquer princípio de cidadania, pedir-vos que se lixem todos, porque eu mesmo à rasca vou continuar por aqui… a resistir e a crescer todos os dias mais um pouquinho, mesmo que me tirem o 13ª, o 14º... me tirem tudo! Mas há uma coisa que não conseguem tirar – os sonhos! Irei por aqui andar e sonhar…

quarta-feira, 17 de março de 2010

Novo paradigma da educação!

Vou partir de um pressuposto, associado a uma questão… factos que me instigaram a reflectir (um pouco mais do que habitual)

“Todos pensam em deixar um planeta melhor para os nossos filhos… Quando é que pensarão em deixar filhos melhores para o nosso planeta?”

Num dos meus grupos de reflexão, durante o almoço habitual das Terças-feiras, eis que alguém conta uma história passada há algum tempo. Vou narrá-la “adulterando” alguns aspectos. Aqui vai…
Algures na década de oitenta… num país bem pouco distante, aliás muito distante de ser país, um jovem durante seu intervalo das actividades lectivas, decidiu “apalpar” uma colega nos seus peitos, facto que ela (digna de respeito) tratou de relatar ao responsável do estabelecimento educativo. Este, detentor de uma pedagogia activa, pregou um valente estaladão ao prevaricador, convidando-o de seguida a ouvir a sua explicação para tal acção. Explicou ele…
(lembram-se do diácono remédios? Incorporem essa personagem, por instantes!)
-” meu caro jovem, não deves afagar o peito da tua colega, pois vocês são muito novos para tal. Cresce e depois, quando os peitos da tua colega já estiverem madurinhos, poderás fazê-lo, se ela o permitir! Vá, podes ir…”
Cá está um exemplo de pedagogia, quase perfeito! Basicamente obedece à seguinte linha de pensamento:
prevaricação --» castigo (no imediato) --» e acção pedagógica de seguida.

Cá estamos nós em 2010 e… vejamos como as coisas são diferentes.
Convém fazer um grande parêntesis. Temos de reflectir sobre três premissas/dúvidas que se me colocam:
Tal acto é condenável (ou seja, não admissível para o ofendido)?;
Iria existir uma queixa?
Iria haver uma consequência?
Se a resposta a estas questões for SIM, então provavelmente não estaremos em 2010, nem neste sistema de ensino, nem neste país! Mas vamos partir do princípio que era mesmo assim! Como decorreria o procedimento?

Fase 1 – Queixa da ofendida ao responsável. Primeira dificuldade… quem é o responsável? Funcionário que vigia o recinto, director de turma, director? Bem não interessa! Fosse qual fosse o interveniente a resposta seria muito provavelmente uma destas (p.f. escolher a que mais achar oportuna):
“Queixinhas, vens cá fazer barulho por isso, pensas que não tenho mais nada para fazer? “ (versão daquele que tem sempre muito trabalho, mas que não faz a ponta de um chavelho)
“De certeza que a culpa é tua, tu metes-te com eles!”
(versão daquele que criou uma filha do tipo maria-rapaz)
“Deixa lá, mas se isso acontecer outra vez, vem cá dizer-me que eu…!”
(versão do justiceiro, muito justo, que não falha, mas… na próxima é que vai ser)
Oh! Deixa lá, tu até gostaste! (versão do protótipo de macho, quero dizer porco, com a sua habitual sensibilidade extrema!)

Fase 2 – Consequência do acto ilícito.
Manda-se inquirir testemunhas, cada uma com seu relatório sobre o sucedido. Apensa-se a versão da ofendida. Acrescenta-se o relatório do prevaricador. Procura-se/vasculha-se por entre a papelada para aferir se não há um qualquer relatório de algum psicólogo que em tempos acompanhou o prevaricador e, que em alguma alínea, aponta a explicação para o sucedido (ATENÇÃO- respeito e muito o papel do psicólogo, acho mesmo ser uma mais-valia para o sistema de ensino, apenas condeno os “prostitutos da psicologia”). Comunica-se ao Encarregado de educação. Nomeia-se um instrutor para o processo (Instrutor? O processo sabe conduzir e… vai direitinho para o arquivo… morto). Elabora-se mais um relatório com todos os factos ocorridos, mais os dignos de relevo na história educativa do prevaricador, mais, mais … tudo com timings apertadíssimos, mas que já distam da ocorrência no mínimo uma semana, a correr bem. Cá está a acção just in time! Convoca-se uma reunião para decidir as medidas e já ninguém se lembra do motivo da reunião, tanto mais porque, o prevaricador, já prevaricou mais duas ou três vezes. (lembram-se do estaladão que o outro levou na década de oitenta? Não que defenda a punição física, mas ele não se esqueceu e relembra ainda hoje o motivo… pelo que me contaram…!).
Voltando à consequência… já se tinham esquecido? É melhor esquecer…

Fase 3 – Medida pedagógica – Muito provavelmente a consequência mais adequada seria, obrigar o “ser vivo” a passar a limpo os cadernos de físico-quimica, ou o de geografia. Ao fazê-lo, claro que jamais voltaria a cometer o mesmo erro! Aquilo servira-lhe de lição!
Não se pode fazer mais nada exclamam os mais… conformados! Pois não, concordo eu! Por este andar não valerá mesmo a pena! Ah! Já passaram três semanas, desde o sucedido!

Epílogo
Já alguém ouviu falar de autoridade? Seja ela de que tipo for! Aplica-se aos professores, mas de igual modo às forças da ordem, aos pais, avós, às pessoas com responsabilidade social…
Já alguém reflectiu sobre o que estamos a construir? Crianças sem educação, grupos sem razão, políticos com corrupção…
Como vai ser o amanhã? Logo se verá!
No meu papel insignificante enquanto membro activo da sociedade, sublinho insignificante, relembro as palavras sábias de José Régio…

“Não sei por onde vou, não sei para onde vou,
(mas) sei que não vou por aí!
Será que eu podia não ser assim?
Podia...mas não seria a mesma coisa!

segunda-feira, 30 de novembro de 2009

Um professor ganha muito! Novembro de 2009...

Contas são contas! Cá estão elas.
Este mês consegui ser pago a (rufos!!) ... 7, 06€ à hora. Sempre na linha da frente! Cada mês que passa, ainda recebo menos! Fónix. A este ritmo sou um sério candidato ao RSI.


Relembro os valores:
Setembro '09: 7,97€/hora;
Outubro '09: 7,29€/hora;
Novembro '09: 7,06€/hora.
Mas nem tudo são más notícias! Este mês diminuiu o número de reuniões ...daquelas produtivas!!! Reuniu-se menos e vejam lá... produziu-se mais!
Até à próxima contagem...

domingo, 25 de outubro de 2009

Um professor ganha muito!?!

Acho piada aqueles que falam de tudo...sem saber de nada! Eu também sou um pouco assim... daí achar piada!

Desta vez trago algo que pode ser efectivamente comprovado!

Para aqueles que dizem que os professores ganham muito, dei-me ao trabalho de nestes últimos dois meses contar todas as horinhas que passo na escola... e garanto-vos que passo mesmo! Mesmo que por vezes não perceba qual o motivo, lógica ou a servitude! Mas isso são outras contas de outros rosários.
Registei para Setembro e Outubro todas as horas de trabalho efectivo. Não conto aqui os intervalos, nem os vazios à conversa na sala de professores, ou qualquer outra situação de braços cruzados. Como ganho tão mal (como irão ver), não me dou ao luxo de perder muito tempo... a não produzir.
Assim nestas contas incluo apenas o tempo gasto efectivamente a trabalhar na escola, não ouso por isso falar do tempo que perco ou ganho (depende do que estou a fazer) quando estou em casa. Vou cingir-me única e exclusivamente aos minutos contados, dos quais há registo, onde se incluem tempos lectivos, trabalho de escola, trabalho individual e reuniões (apetecia-me escrever outra vez reuniões, pois o que se reúne... Santo Deus! Se o tempo gasto em reuniões(burocracias) contasse para o IDH, estaríamos com toda a certeza à frente de países como a Noruega ou Luxemburgo e não ao nível do Mali como em alguns aspectos!)

Voltando aos factos...


SOU MAL PAGO!

No mês de Setembro auferi o valor de €7,97/ hora (valor antes de impostos... sim valor bruto. Há que tirar os impostos e ... é melhor nem o fazer! Vamos evitar uma depressãozinha!)

Se esta situação já era negra ... cheguei a Outubro e... o valor piorou! Ganhei €7,29/hora. (vou repetir o que já disse ...BRUTO!).

Alguns dizem ... é o valor justo... não vales muito mais! Acredito! Mas, mesmo eu, ganho, em sítios onde faço as mesmas coisas (mas com muito menos reuniões), €15 ou €16. Valor que muitos já recusam e acham ofensivo.

Com isto percebo que ganho menos que muitas outras profissões honradissímas, mas sem qualquer tipo de habilitações, trabalho o dobro, dou cabo da cabeça aturando os filhos dos outros, gasto dinheiro em tinteiros, livros, cadernos e demais material, uso o meu computador e impressora, ... ai ... enfim! E a grande desvantagem é que nem posso acumular com o Rendimento Social de Inserção (vulgar rendimento mínimo), visto trabalhar de forma legal...

Apenas posso concluir uma coisa. Não trabalho por dinheiro... Trabalho porque gosto do que faço! Apenas espero que não me levem a desistir daquilo que faço ... pois (modéstia à parte) ... faço-o com alguma qualidade.

Em Novembro cá estarei para repetir as contas... e descarregar!

Para terminar ... apenas me ocorre uma palavra: REUNIÕES. Não sei se será uma premonição da demência ... mas já me assusto (chego a ter mesmo suores frios!) quando me desloco ao placard das ditas... Quando de lá venho a expressão que mais uso é ...Fónix! (Não ouso reproduzir o que realmente me sai!). Poupem-me ...deixem-me trabalhar ...mas a sério!

segunda-feira, 31 de agosto de 2009

Silly ...quê?

Está a chegar ao fim a chamada "silly season"!
Para mim este ano esta época nada teve de silly (no seu sentido mais parvo!). Chamar-lhe-ia, antes ... "great season". Este ano o Verão foi mesmo a valer... great. Foi loooooongo e bom, muuuuuito bom! Muito tempo de "dolce fare niente" o que soube... pela vida.

Agora... é tempo de voltar à vidinha do trabalho... agora é que vai começar a verdadeira "silly season"...

Este ano o mercado de transferências esteve ao rubro e acabei por ser contratado pela E.B. 2/3 de Guifões, que me ofereceu um contrato, não milionário, mas estável ... a ver vamos como corre... Por falar em correr ... não se esqueçam de correr com o Sócrates e a sua plebe! Tá quase essa época ...também ela muito silly! Força no gatilho e toca a disparar numa outra direcção ...seja ela qual for.

Estou a gozar o meu último dia de férias ... amanhã volto!

Um abraço a todos... os que sentiram a minha ausência ... e para os outros também...

terça-feira, 14 de julho de 2009

...viagens pela minha terra!

Mais uma pérola do nosso comércio...

Depois de outras já referenciadas:

"Domingos, abertos só para frangos assados!" (Restaurante);

"Fazemos casacos por medida com a pele dos clientes" (Alfaiate)

"Às quartas, cortes de cabeça a metade do preço" (Barbearia)

...

agora em exclusivo...

Apenas neste estabelecimento consegue encontrar ambas as coisas em simultâneo!
Têm selos para o correio nacional e stamps para o internacional?
Mais uma inovação da empresa (já há muito falida) CTT?
Nós por cá... sempre a inovar!

Não sei se fiz um empréstimo ou se vendi a alma?


Esta foi uma mensagem enviada por um amigo (J.Santos). Desconheço o autor mas louvo a criatividade e subscrevo tudo na íntegra.


(Esta carta foi direccionada ao banco XXXXXXXX, porém devido à criatividade com que foi redigida, deveria ser direccionada a todas as instituições financeiras.)


Exmos. Senhores Administradores do XXXXXXXX
Gostaria de saber se os senhores aceitariam pagar uma taxa, uma pequena taxa mensal, pela existência da padaria na esquina da v/. Rua, ou pela existência do posto de gasolina ou da farmácia ou da tabacaria, ou de qualquer outro desses serviços indispensáveis ao nosso dia-a-dia.
Funcionaria desta forma: todos os senhores e todos os usuários pagariam uma pequena taxa para a manutenção dos serviços (padaria, farmácia, mecânico, tabacaria, frutaria, etc.). Uma taxa que não garantiria nenhum direito extraordinário ao utilizador. Serviria apenas para enriquecer os proprietários sob a alegação de que serviria para manter um serviço de alta qualidade ou para amortizar investimentos. Por qualquer outro produto adquirido (um pão, um remédio, uns litro de combustível, etc.) o usuário pagaria os preços de mercado ou, dependendo do produto, até ligeiramente acima do preço de mercado.
Que tal?
Pois, ontem saí do XXXXXXXXX com a certeza que os senhores concordariam com tais taxas. Por uma questão de equidade e honestidade. A minha certeza deriva de um raciocínio simples.
Vamos imaginar a seguinte situação: eu vou à padaria para comprar um pão. O padeiro atende-me muito gentilmente, vende o pão e cobra o serviço de embrulhar ou ensacar o pão, assim como todo e qualquer outro serviço. Além disso impõe-se taxas de. Uma "taxa de acesso ao pão", outra "taxa por guardar pão quente" e ainda uma "taxa de abertura da padaria". Tudo com muita cordialidade e muito profissionalismo, claro.
Fazendo uma comparação que talvez os padeiros não concordem, foi o que ocorreu comigo no meu Banco.
Financiei um carro, ou seja, comprei um produto do negócio bancário. Os senhores cobram-me preços de mercado, assim como o padeiro cobra-me o preço de mercado pelo pão.
Entretanto, de forma diferente do padeiro, os senhores não se satisfazem cobrando-me apenas pelo produto que adquiri.
Para ter acesso ao produto do v/. negócio, os senhores cobram-me uma "taxa de abertura de crédito"-equivalente àquela hipotética "taxa de acesso ao pão", que os senhores certamente achariam um absurdo e se negariam a pagar
Não satisfeitos, para ter acesso ao pão, digo, ao financiamento, fui obrigado a abrir uma conta corrente no v/. Banco. Para que isso fosse possível, os senhores cobram-me uma "taxa de abertura de conta".
Como só é possível fazer negócios com os senhores depois de abrir uma conta, essa "taxa de abertura de conta" se assemelharia a uma "taxa de abertura de padaria", pois só é possível fazer negócios com o padeiro, depois de abrir a padaria.

Antigamente os empréstimos bancários eram popularmente conhecidos como "Papagaios". Para gerir o "papagaio", alguns gerentes sem escrúpulos cobravam "por fora", o que era devido. Fiquei com a impressão que o Banco resolveu antecipar-se aos gerentes sem escrúpulos. Agora, ao contrário de "por fora" temos muitos "por dentro".
Pedi um extracto da minha conta - um único extracto no mês - os senhores cobram-me uma taxa de 1 EUR. Olhando o extracto, descobri uma outra taxa de 5 EUR "para manutenção da conta" - semelhante àquela "taxa de existência da padaria na esquina da rua".
A surpresa não acabou. Descobri outra taxa de 25 EUR a cada trimestre - uma taxa para manter um limite especial que não me dá nenhum direito. Se eu utilizar o limite especial vou pagar os juros mais altos do mundo. Semelhante àquela "taxa por guardar o pão quente".
Mas os senhores são insaciáveis.
A prestável funcionária que me atendeu, entregou-me um desdobrável onde sou informado que me cobrarão taxas por todo e qualquer movimento que eu fizer.
Cordialmente, retribuindo tanta gentileza, gostaria de alertar que os senhores se devem ter esquecido de cobrar o ar que respirei enquanto estive nas instalações de v/. Banco.
Por favor, esclareçam-me uma dúvida: até agora não sei se comprei um financiamento ou se vendi a alma?
Depois de eu pagar as taxas correspondentes talvez os senhores me respondam informando, muito cordial e profissionalmente, que um serviço bancário é muito diferente de uma padaria. Que a v/. responsabilidade é muito grande, que existem inúmeras exigências legais, que os riscos do negócio são muito elevados, etc., etc., etc. e que apesar de lamentarem muito e de nada poderem fazer, tudo o que estão a cobrar está devidamente coberto pela lei, regulamentado e autorizado pelo Banco de Portugal. Sei disso, como sei também que existem seguros e garantias legais que protegem o v/. negócio de todo e qualquer risco. Presumo que os riscos de uma padaria, que não conta com o poder de influência dos senhores, talvez sejam muito mais elevados.
Sei que são legais, mas também sei que são imorais. Por mais que estejam protegidos pelas leis, tais taxas são uma imoralidade. O cartel algum dia vai acabar e cá estaremos depois para cobrar da mesma forma.

segunda-feira, 6 de julho de 2009

O meu nome é Manuel PINTO!

Muitos amigos me têm perguntado qual o grau de parentesco que me liga ao "ex-ministro das hastes"! Para que fique registado... nada há que nos una... a não ser o nome Manuel.

Pois bem, andava eu entretido na minha vida, quando sou surpreendido por algo de nível mundial, mais um facto para a promoção do nosso querido Portugal. Muito melhor que o ALLgarve... Já tinhamos os "toiros de morte", agora os "ministros sem norte". Nada que não estivessemos já habituados, há um bom par de anos.

Após o incidente na Assembleia da República, o ex-ministro foi efusivamente saudado pelo ar apanisgado do seu primeiro que lhe sussurrou ao ouvido "...porreiro pá! Já conseguimos criar um facto que distrai todo o pessoal e os entretem até ao final do Verão".

O acto, que muitos julgam extremamente ofensivo, não passa de um gesto menor... pelo menos no mundo dos alces! Reparem bem... o ministro nem se descompôs, pois utilizou um dedo apenas de cada mão, quando tinha cinco ao seu dispor! Imaginem o gesto bem mais ornamentado, se nele tivessem estado presentes as diversas falanges! Uma demissão não valia mais?

Muitos discutem a gravidade de tal acto, mas esses mesmos muitos, se esquecem de analisar com o mesmo rigor as palavras (não menos graves) de alguns pares, de que são exemplo mais acabado um Ministro (Des)Adjunto; um ministro da (des)Agricultura ou uma ministra da (má) Educação.

Todo o nível que se tem visto, com estes e outros exemplares, me leva a teorizar sobre a importância de pessoas, como a Exmª Srª P. Bobone, na nossa sociedade. De facto, fica a ideia que com um "polimentozinho"... se está apto a ser ministro ou até algo mais! O problema é que o polimento é apenas uma operação de cosmética e como tal trabalha a imagem, a embalagem, mas nada consegue fazer quanto ao seu conteúdo. A prova é o ex-ministro, cuja camada tão fina do polimento, não foi suficiente para impedir a saliência daqueles belos exemplares de chifres!

A pergunta que se impõe é quando conseguiremos ver os magnificos exemplares de hastes que a outra corja nos tem para oferecer.

Quem sabe ... se a partir de Setembro... com os resultados eleitorais...

sexta-feira, 26 de junho de 2009

...uma questão de nível!

Ter ou não ter nível?

Como se vê o nível de uma pessoa? Pega-se no fio de prumo e aponta-se à cabeça e ... NÃO! A melhor forma de ver o nível das pessoas é apontar outras coisas à cabeça, que não o fio de prumo!

O melhor teste ao nível é fazer algo que o outro reprove! Se tiver nível, analisa, reflecte, responde, agride; caso não o tenha o processo é o seguinte: agride, responde, reflecte as suas frustações e analisa a melhor forma de se vingar. Como se pode ver está tudo lá, o seu conteúdo é o mesmo, só que por uma ordem e sentido "ligeiramente diferente".

No primeiro caso o processo termina com o perdão pelo erro do outro; no segundo caso o processo termina com a falta de perdão em relação a si mesmo! Quero dizer com isto, uma irradiação de "little revenges" uma espécie de "vendetta napolitana" que se perpetua no tempo e nada mais transporta do que o efeito de espelho em causa própria.

Quem não erra? Quem nunca meteu o pé na argola? Quem nunca falhou? Quem nunca desiludiu? A resposta a estas questões só pode ser uma: ninguém! Há seres perfeitos, mas assim tanto ... só me lembro de mim!!!!

Pois bem... aqui chegados, apenas resta a constatação de que todos temos o direito ao erro, à argolada, à falha, à desilusão. Todos, mas todos sem excepção o fazemos. Mas então o que nos destingue? A resposta que dá-mos! Enquanto uns relativizam, respiram, procuram a sua serenidade; outros há que relativizam sua vida, respiram ódio, procuram a guerra! Enquanto uns semeiam paz, outros há que fomentam a guerra; enquanto uns cultivam o amor, outros colhem as ervas daninhas que resultam da falta do mesmo!

Constato sem dificuldade que quando nos é retirado o tapete, a primeira atitude é de revolta! Mas isso tem de ficar eternamente? Isso dá-nos o direito à vingança, ao ódio, ao prejudicar da vida dos outros? Não me parece! A questão aqui é uma. Se ficamos sem tapete temos que perceber se conseguimos caminhar sem ele ou se temos de mudar de direcção! Se caminhamos sem ele ... mostramos coragem, força ... se mudamos de direcção mostramos coragem e força ... só que noutro sentido. Mudamos a vela para captar o vento de outra direcção! Porque razão mudamos de direcção e insistimos em manter a vela numa posição desfavorável ao vento?

Perda de tempo, de paz, de tranquilidade. Que vida temos, se o que nos move é "lixar" o outro que nos tramou! Que motivação é essa? Diria... falta de nível! Ser mesquinho é capacidade de muitos, mas ser mesquinho sem nível ... uau... apenas ao alcance de alguns! Conheço de ambos os géneros! Quando muito fico pelo primeiro!

Um apelo: "Live and let live". Porque não virar a página de um livro que não queremos ler? Melhor, será arrumar com o livro ... mas para isso não temos de o rasgar, atirar, maltratar. No need! Colocamo-lo num gesto "delicodoce"... pode ser que outros o queiram...

Poderia continuar dizendo que o baixo nível estará associado à falta de amor (esta ideia não é minha!). Eu (esta agora é minha!) digo que a falta de nível não é mais do que falta de amor... mas sobretudo amor próprio!

Cresçamos todos um bocadinho... a vida é tão curta. Convém viver a nossa com alegria, nem que seja a espaços! Jamais perder tempo com ódios e ressabiamentos pois arriscamos a ver que a vida passou por nós... e nem tempo nem disposição tivemos para sorrir!

Sorriam... amem ...sejam felizes...

quarta-feira, 17 de junho de 2009

Palavras versus acções! Qual provoca mais danos?

Vale a pena pensar nisto...

Quantos de nós já sentiram na pele serem vítimas das suas próprias palavras! Coisas que dizemos, por vezes da boca para fora, outras que nos escapam sem darmos conta, outras ainda que são interpretadas cegamente sem ponderação. Qualquer um de nós já foi vítima de tal situação, estou certo!

Já dizia Carnegie:

"Paus e pedras podem ferir-me ... mas palavras jamais!"

Se é revestida de toda a lógica a afirmação, é igualmente válido rotulá-la de desprovida de senso. Todos nós sabemos que as palavras nos ferem, nos machucam, nos agridem! É tanto verdade isto, que chegamos a sentir o poder das acções que cometemos, como fraco, sem valor, inferior ao valor e intensidade das palavras que então proferimos.

Os actos, as realizações, as conquistas não serão de dimensão superior às promessas, às afirmações, ao marketing linguístico? Como diz a música "only words" (apenas palavras)!


Vale a pena pensar nisto...

sexta-feira, 1 de maio de 2009

Cúmulo da Rapidez

Passar de bestial a besta.

Com ou sem motivo esta é uma das viagens mais rápidas.

Já imaginaram quão vulneráveis somos? Pelo menos aos olhos dos outros e ao seu juízo “divinamente celestial”! Quantos de nós não foram idolatrados, mimados, colocados num pedestal e … de um momento para o outro, como que por artes mágicas, deixaram de ter valor! Uau! Como é maravilhosa a mente humana!
O ser humano funciona a duas velocidades: ou estás comigo e és o maior, ou estás “sem migo” e não vales nada. Curiosa esta posição! Onde está a aceitação da diferença? Onde estão os valores de cidadania que apelam à compreensão e aceitação dos valores do outro? Onde está a tolerância?
A resposta é fácil! NIMBY!!!! Not In My Back Yard. Nós por cá temos um dito mais interessante: “Pimenta no rabo dos outros é refresco!” (quem inventou este devia deixar essas experiências de lado, para seu bem). Mas voltando ao fio condutor … quando acontece com os outros é fácil … mas connosco, a conversa é outra! O interessante é ver até onde chega a ousadia humana, até onde vai a irracionalidade … ou será o nosso lado selvagem a vir à tona? Apesar do cérebro (que muitos ainda não perceberam para que serve!!) não deixamos de ser animais… e é nesses momentos em que outros nos ferem que o mostramos de forma mais clara!
Mesmo assim … e “apesar de toda a vossa estupidez humana, vou dar-vos mais uma oportunidade” dizia Deus para os homens (Zink). Sem querer comparar-me ao divino (que Deus o tenha!) acho que é a posição correcta. O ser humano é digno de todas as oportunidades, por mim continuará a merecer respeito e admiração, desde que não seja político ou advogado (devo acrescentar professor?. Depois de ser avaliado decido!!!) . Todas as outras actividades, sem excepção me merecem respeito, em especial aquela que ocupa maior parte da população – desempregados!!! (Não se esqueçam de ir votar!!!)
O ser humano é espectacular! Cada dia que passa me divirto mais, com a sua capacidade inventiva, com a sua especial apetência para a perda de tempo, o seu encanto para complicar o que é simples, a sua vontade de arranjar problemas, onde eles não existem, a sua capacidade/competência para o boato, especulação, ânsia de satisfação da curiosidade!
Que outro animal me dá tamanha programação? (Alguns amigos meus estão a pensar: “porque razão estás a falar da minha mulher?) O Ser humano … versão completa e compatível com qualquer realidade! Caso ainda não tenham percebido … eu admiro o ser humano, aliás por vezes, sinto-me parte integrante … só por vezes! Alguns factos deixam-me dúvidas, vejamos: não votei Sócrates, não acho piada ao Magalhães, tenho emprego(s).

Concluo então: NÃO SOU NORMAL … e ainda bem!!
Um abraço!

terça-feira, 10 de fevereiro de 2009

O Certo e o Errado - valsa desencontrada!

De entre os itens elencados assinale os, que segundo a sua opinião, são atitudes correctas:

1- Cortar plantas num jardim;

2-Queimar a floresta;

3-Assaltar uma farmácia;

4-Mandar a baixo uma torre de escritórios;


Se não assinalou nenhum poderá estar no caminho certo, mas se assinalou todos ou apenas alguns, pode também estar no caminho certo!

Vejamos.


Se eu disser que a acção 1 está a ser desenvolvida por um jardineiro, a sua opinião altera-se?

Se referir que a acção 2 é praticada pelos agricultores de subsistência que praticam a agricultura itinerante de queimada, a sua opinião muda?

Se acrescentar que o assalto à farmácia foi para recolher um medicamento e salvar uma vida em segundos, a sua opinião muda?

Se acrescentar que a torre foi implodida, de forma planeada, para dar lugar a um hospital, a sua opinião muda?


Sem ver as respostas dadas, concluo por vocês o seguinte: Tudo é relativo!!

Essa relatividade é um jogo, um movimento de cintura entre o que é certo e o que é errado ...

Já agora vale a pena pensar nisto...

Digo eu... são coisas que eu penso... coisas que digo...

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2009

Dinâmicas de grupo - a verdade escondida!


Sempre gostei de pessoas! Passo imenso tempo a observar as suas dinâmicas ... mas quanto mais observo ... menos descubro! Tem dias …
Por essa razão o meu coração é grande e cabem lá todos! Contradição? Vejamos.
Enquanto alguns não percebem as razões dos outros e tomam a decisão de os marginalizar, eu procuro praticar o "segredo da inclusão".
Qual é esse segredo?
Pensar que todas as pessoas têm razões para agir desta ou daquela maneira. Logo ... merecem a minha confiança, o meu apreço ... o meu amor!
Sou inclusivo ou tenho o coração grande?
Sou prático! Porque razão vou ser "mau" para alguém pelo facto desse alguém ter (eventualmente) prejudicado outro. É assim que habitualmente se faz na sociedade, daí as políticas de integração e reinserção serem o que são!!!! (Aprendi muito na cadeia ... dou lá formação, não é crime!!).
Vejamos a seguinte sequência de acontecimentos:
-O cidadão A prejudica (eventualmente) o cidadão B;
-O cidadão B conhece o cidadão C e narra a sua história;
-O cidadão C que se "dava bem" com o cidadão A, esfria a sua relação com ele.
-O cidadão D assiste a tudo isto de fora, de longe, mas como simpatiza mais com C, logo age fazendo justiça contra A;
-(...)

Passado muito tempo (1 dia, 1 ano ... nunca) o cidadão B reconhece que o A nunca o tinha prejudicado e voltam a entender-se ... as voltas que o mundo dá!
Entretanto ... "muitos filmes foram feitos", muitas coisas foram ditas, muitos mal-entendidos aconteceram ... muitos desencontros se deram.
Deixem-me acreditar na minha teoria ... por favor!!
Deixem-me acreditar que as pessoas que gosto são boas e desinteressadas. Deixem-me "levar com pancada" se for caso disso!
Deixem-me ter essa contribuição para um mundo, que não sei se é melhor ou pior, mas é aquele em que gostaria de viver.
Sejam inclusivos ... partilhem o segredo, ou se não forem capazes ... ignorem, não falem, não critiquem, não "desambientalizem".
Apenas há lugar para dois tipos de pessoas: as de quem gosto (felizmente são muitas) e as que não gosto ou não conheço. Em relação às primeiras, transmito-lhes o segredo em forma de calor ... dou-lhes amor; no tocante às segundas ... deixo-as longe do meu pensamento! Perante estas fico indiferente, logo não gasto energia a criticar ... canalizo-a para dar às primeiras!
Enquanto "condutor" de pessoas procuro passar o segredo. As reacções são duas: alguns vêem sentido na teoria, outros não. Os primeiros podem agora passar à segunda etapa - passar a mensagem, tornando-se isto numa espécie de pirâmide invertida em que sou apenas um ponto, um vértice, um suporte para a estrutura que se alarga para o topo. Os segundos - sejam felizes!
Percebem agora porque uma das minhas obras de eleição é "Favores em Cadeia". Mal sabia que à segunda-feira é o dia de ir para a cadeia (Custóias) - palco ideal para os favores, mas deixo isso para as estruturas já montadas.
Tudo é relativo, tal como o segredo deste segredo, tal como eu ou as minhas ideias, ou qualquer um dos leitores deste post.
Se assim é, façamos diariamente exercícios de relativização ... vamos começar!
1- Todos somos diferentes (óbvio!);
2-Não podemos gostar de toda a gente de igual forma (claro como a água!);
3-Devo gastar energia com quem gosto (não sou idiota!);
4-Devo ignorar quem não quero no pensamento (lógico!)

Logo ...
"devo ser cauteloso em criticar e generoso em elogiar"
...porque...
-que direito temos de julgar?;
-quem nos habituou a herdeiros do justiceiro?
...mais um exercício (idiota!!! e um bocado panisgas!!!) ... pratiquem...
Por cada crítica feita devemos beijar cada uma das pessoas de quem gostamos (uma espécie de lei de compensação).
Como eu gosto de muita gente, não me chegavam as 24 horas do dia para beijar ... todos!
(Já estou a imaginar algumas pessoas a provocar a ira em mim só para serem beijadas!!!)
Logo, para não criar injustiças, opto pelo facilitismo - não critico ... muito ... às vezes ... com alguns ...!
Não que não goste de beijar, mas porque tenho o meu tempo todo contadinho ... para as coisas boas.
O que são coisas boas?
Aquilo que faço: FAZER/CRESCER COM/AS PESSOAS
Eis o segredo!

sexta-feira, 16 de janeiro de 2009

Liderança ... ou falta dela!

Qual o significado da expressão: "Tê-los no sítio"!

Seja homem, mulher, ou nenhum dos dois, todos somos líderes! Em casa, no trabalho, no grupo de amigos... Todos somos, calma aí! Todos tomamos decisões, todos temos opinião, todos gostamos de comandar e dar nas vistas... mas nem todos temos as ferramentas correctas, e indispensáveis, nem tão pouco a habilidade para sermos LÍDERES.

Procurando nos "catrapassos" teóricos sobre o tema apresento alguns considerandos.

Esquisitice # 1 -Um líder é alguém que sabe o que fazer e não deverá perder a tranquilidade. A julgar pelo "trivial", parece que muitos nem sabem o que fazem e que a única forma de por em prática as suas ideias é ... perdendo a tranquilidade. A técnica do "quanto mais alto e ruidoso, mais eficaz" parece ter aqui o palco ideal! Não confundir tranquilidade com sonolência!!!!

Esquisitice # 2 - Um líder não deve marginalizar nem rejeitar nenhum dos seus colaboradores. Mais um palco ideal para o líder mostrar as suas capacidades. Não só marginaliza e rejeita, como tem a hábil capacidade de o fazer com os mais capazes. Os nossos líderes entendem o capaz como um anormal. Por essa razão considera-o dispensável. A técnica a usar é gira! É a técnica de "empurrar para a beira do prato" até que com garfo ou sem ele ... ele deslizará para fora! Os líderes têm aversão a uma ideia: " fazer sentir que os outros são importantes".

Esquisitice # 3 - Um verdadeiro líder não usa o seu grupo para interesses pessoais. Nada disso! Ele interessa-se pelo bem do grupo. O grande problema é que costuma confundir o grupo consigo mesmo.

Esquisitice # 4 - Um líder está sempre disponível e pronto a atender! Excepto quando não está disponível ou não quer atender. Aí ele tem coisas muito importantes a fazer, de forma que as pessoas passam para segundo plano. Perdeu-se um "líder emocional". Este, na minha opinião, é um ser que percebe que não se pode tratar as pessoas como recursos humanos ... sem ter percebido que eles antes de mais são... humanos!

Esquisitice # 5 - Um verdadeiro líder distingue bem a diferença entre o falso e o verdadeiro, entre o profundo e o superficial, entre o importante e o acessório. Não se comporta como um verdadeiro falso, um superficial sem profundidade, valorizando o acessório, simplesmente porque não consegue perceber o que é... realmente importante!

Esquisitice # 6 - Do ponto de vista teórico o líder facilita a interacção do grupo. Procura que o grupo funcione harmoniosamente, sem precisar de dominação. Na realidade o líder costuma atrapalhar, e ele próprio cria bloqueios. Porquê? Não ouve, não sente o pulsar dos que com ele colaboram. Tem dificuldade em criar um ambiente acolhedor, pois julga que, caso não exista uma voz dominante, ninguém o respeita. Pois bem o que ele consegue é, quando muito, ser tolerado, agora respeitado ...

Esquisitice # 7 - Um verdadeiro líder pensa que o bem sempre acaba por vencer o mal. Ele, jamais desanima diante da opinião daqueles que só vêem perigo, sombra e fracassos. Ele terá que ser um optimista, jamais um pessimista. Mas não… eles insistem em criar um ambiente "escuro", sombrio ... para que os outros tenham dificuldade em vê-lo (a ele líder) tal como ele é! É uma estratégia de defesa, pois no meio da confusão, trevas, numa ambiência nivelada por baixo, é mais fácil ser capaz!
Esquisitice # 8 - Sabe prever, evita a improvisação. Pensa em todos os pormenores. Um verdadeiro líder pensa mesmo em todos os pormenores, porque estes são realmente importantes. A vida é feita de pormenores. Justifica-se, pois não me parece existir a palavra "pormaior". O que acontece na realidade é a super, mega, hiper valorização das coisas grandes, de visibilidade, e as pequenas coisas (afinal, as que fazem a diferença) são esquecidas.

Esquisitice # 9 - Um verdadeiro líder acredita na possibilidade de que os seus colaboradores saibam encontrar por si mesmos as soluções. Ao invés de achar que eles só lhe causam problemas.

Esquisitice # 10 - Deverá dar a oportunidade para que os outros se promovam e se realizem, procura proporcionar todas as condições para que o grupo funcione bem. Pelo contrário, insistentemente, procura promover-se a si com o bom trabalho dos colaboradores e se o grupo funciona é porque o mérito é todo seu ... fez as escolhas certas. Esquece-se que o trabalho não feito de escolhas , mas sim de dinâmicas, e essas só se conseguem com ferramentas hábeis, de trato fácil, de honestidade e inteligência emocional, ao dispor apenas… de alguns!

Esquisitice # 11 - Faz agir. Toma a sério o que deve ser feito. Obtém resultados. Não deve ser uma pedra na engrenagem, não deve brincar com o trabalho dos outros e os resultados não podem, nem devem, ser atingidos de qualquer forma. O que vemos? "Encrencas" a emperrar o desejável funcionamento da marcha, tomando como prioridades as suas e não AS verdadeiras prioridades, para além dos resultados obtidos poderem ser algo discutíveis quer na forma, quer no método, utilizados para os atingirem.

Esquisitice # 12 - Um verdadeiro líder deverá ser agradável, sabe conversar com todos. Não deverá tratar os seus colaboradores com desapego, como seres inferiores, como gente sem nível, apenas como um recurso ao seu dispor e que servem para o necessário, mas para mais nada!

Esquisitice # 13 - Diz o que pensa. As suas acções correspondem às suas palavras. Sistematicamente o líder não diz o que pensa. Pensa e selecciona o que diz. As "boas" notícias, faz questão de transmitir. As "más" manda alguém dizer. Para além disto ele deveria preocupar-se com o exemplo e as suas palavras deveriam ser enquadradas pelas suas acções, mas tal não é frequente acontecer. Não é um exemplo, pois não diz o que pensa com frontalidade, nem tem coragem de fundamentar seus actos.

Esquisitice # 14 - Um líder deverá enfrentar as dificuldades. Não deverá fugir a elas nem descarregar nos outros. O habitual acontecer é estar lá para recolher os louros e... empurra os outros para levarem com as balas. Para além disso usa os outros como "sanita" no sentido em que descarrega tudo: o justo e o injusto, o verdadeiro e falso, os problemas e não as soluções.

Esquisitice # 15 - Busca a verdade com o grupo, e não passa por cima do grupo. O normal é buscar a verdade que mais lhe convém, para além de aceitar como verdade tudo o que lhe dizem, sem "tirar a limpo". Passa por cima de todos, pois o entendimento que faz é que o lugar dele é no topo, e ele chega lá no sentido mais literal.

RESULTADOS:

1) Se é líder e se reviu no lado negativo em mais de metade dos itens enumerados, lamento mas é provável que seja um mau líder. Se foram mesmo muitas é provável que seja líder por nomeação política ou por cunha partidária. Seja qual for a via é claro que é um idiota. Não sou contra as cunhas! Sou a favor da competência. Mude, não deixe ficar mal quem o "cunhou", o "nomeou"... Se ainda está com dificuldade em saber quanto é metade de 15 ... encontrou a resposta, não procure mais! Não leia mais nada ... fique por aqui....

2) Se é líder e se reviu no lado positivo em mais de metade dos itens enumerados, lamento mas deve tratar-se de um trabalhador incansável, inteligente, disponível, para além de boa pessoa. Lamento porque nunca chegará a líder... pois não tem o perfil. Não é idiota! Parabéns... mas paciência!
Este artigo é dedicado a todos os líderes que já tive, tenho e terei. Também é dedicado a mim mesmo, pois enquanto líder, cometo imensas falhas, mas tenho uma preocupação: leio muitas vezes estas 15 “esquisitices” e procuro no dia seguinte fazer as coisas de uma forma melhor …

segunda-feira, 5 de janeiro de 2009

Escandaloso!

Amy Winehouse ... muito mais lúcida ... após o divórcio.
A famosa intérprete britânica anunciou que só regressa a Portugal no próximo tour por consideração ao autor deste blog (ver foto). Mais, adianta em revelação surpreendente, que na sua última passagem por Portugal, as coisas não correram bem devido a um conjunto de factores. Enumerou-os, não por esta ordem, mas isso também não interessa!

Justificou o seu estado etilizado(?!?) no Rock in Rio pelo facto de ter sido surpreendida pelo roubo que sofreu em Portugal. Bebeu para esquecer, segundo a própria, e tudo começou quando viu a percentagem de descontos (IRS, IVA, Seg. Social, Imposto de selo, ...) no seu recibo! Continuou a beber após tomar conhecimento que os assistentes que exigiu no seu camarim, tinham vindo de uma repartição pública, ao abrigo da lei da mobilidade da função pública.
A gota de água (... H2Olccóol) ficou a dever-se ao facto de lhe terem colocado um Magalhães no camarim, quando o pedido era um Mac.

Numa última declaração prestada, a cantora mostrou-se surpreendida com o facto de a percentagem de alcoólicos em Portugal ter vindo a diminuir. Não compreende, pois o número de acontecimentos na categoria "para esquecer" tem vindo a aumentar de forma exponencial. Finalizou dizendo que brevemente iremos todos (em Portugal) precisar de uma Rehab.

I know ... I know, I know!

quarta-feira, 31 de dezembro de 2008

Mensagem de Ano Novo!

Este ano os meus votos de Ano Novo serão comedidos ... é a crise!


Por essa razão desejo,

a todos os amigos, colegas de trabalho, formandos, alunos, colaboradores, e a quem quiser ...
apenas duas coisas: o dobro e a metade do que tiveram em 2008!

De quê? Do que quiserem mas deixo aqui algumas sugestões:


- o dobro das alegrias; metade das tristezas;

- o dobro da saúde; metade das doenças;

- o dobro do trabalho; metade da preguiça;

- o dobro dos rendimentos; metade dos impostos e outros gastos;

- o dobro de diversão; metade das preocupações;

- o dobro da responsabilidade; metade dos "deslizes";

- o dobro do tempo de convívio com os amigos; metade das secas dos "empatas";

- o dobro do profissionalismo; metade das falhas;

- o dobro de honestidade; metade da falsidade;

- o dobro do sexo; metade das "dores de cabeça";

- o dobro dos nascimentos; metade dos desaparecimentos;

- o dobro da paciência; metade do stresse;

- o dobro do amor; metade da agressividade;

- o dobro de beijos; metade das críticas;

(...)


Pela minha parte, em 2009, vou tentar dar a todos o dobro das coisas boas que dei em 2008 e apenas metade dos aborrecimentos causados.

Feliz 2009.

Previsões para ... 2009!

De fonte ... seguríssima!
2009 será, segundo os orientais, o ano do Boi. Estou mesmo a ver a piada ... "2009 vai ser o teu ano!" Segundo as orientações orientais é um ano que a palavra que domina será ... PACIÊNCIA! Uau ... que coisa gira, não é isso que nos andam a pedir à uma porrada de anos! E eu é que sou o burr ... boi!


Falando a sério (como se fosse possível) as previsões para o próximo ano são:

- Paz, nos locais em que não houver guerra;
- Saúde, para quem não estiver doente;
- Sucesso, para quem não fracassar;
- Riqueza, excepto para os pobres;
- Alegria, menos para os mais tristes;
- Optimismo, para quem não for pessimista;
- Empregabilidade, excepto para os desempregados, aposentados, estudantes e "subsídio-dependentes"

Vai ser um ano totalmente diferente, como podem atestar com as previsões acima elencadas.

Para além disto o ano vai ter:

-alguns dias de chuva, principalmente nos dias de precipitação;
-sol, nomeadamente nos dias de céu limpo, e se não foi noite!
-em principio 12 meses e 365 dias, mas nunca se sabe ... com a crise que para aí vai...
-momentos bons e momentos maus, que em princípio não acontecerão em simultâneo;
No desporto também já há certezas.

-se o FCP não for campeão (o que é dificil) será outro clube qualquer, mas português!
-Portugal vai apurar-se para o Mundial. Tal só não acontecerá se falhar a qualificação!
-O Benfica não ganhará a Liga dos Campeões, nem a Taça Uefa, nem a Taça de Portugal, nem ...
-Haverá um novo campeão europeu de clubes. Será aquele que ganhar a final!

Na política as mudanças não se vão fazer esperar:

- O PR irá acordar e começar a actuar. Tal não acontecerá se continuar em sono profundo!
- O PM irá continuar a dizer as verdades habituais. Pinóquio começa a ficar preocupado, pois vê o seu lugar em risco!
- A ME, a Milu (para uns amigos, Marilu, para outros), irá continuar a ser um 0 (zero). Tal não acontecerá se conseguirem alterar as regras matemáticas, tal como o fazem com as Provas do 3º ano de escolaridade, perdão 9º ano!
-A AR irá continuar a ter deputados, excepto nas pontes e nos dias em que não der jeito! Estes apesar de aparecerem pouco vão ganhar muito mais ... pois o seu salário é indexado ao SMN, que aumentou (percebem os aumentos para os "pobrezinhos")!
- Os vários ministros irão continuar a sê-lo, se não forem demitidos!
-As eleições legislativas de 2009 irão ser ganhas pelo Engº (desculpe se não o é) Sócrates. Para tal não acontecer teriam que muitos portugueses abrir os olhos ... e tal não parece possível, pois a luz emanada do Magalhães fere a vista!

Em suma, tudo vai melhorar ... Tal não acontecerá, se piorar!
Cá estaremos para "marrar" neles, pois afinal será o ano do Boi.