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domingo, 18 de dezembro de 2011

quinta-feira, 9 de junho de 2011

Emprego: Desafios e Estatégias




BALANÇO DA JORNADA DE TRABALHO

Seminário “Emprego: Desafios e Estratégias” juntou várias entidades e mais de 90 pessoas para analisar e discutir a temática da empregabilidade.

Instituições de Matosinhos e do Porto realizaram iniciativa para apoiar a integração de formandos no mercado de trabalho

- Seminário decorreu no dia 19 de Maio, no auditório do CEFPI, no Porto

Instituições ligadas à área da formação – FOR-MAR, CFPSA e CEFPI – realizaram uma iniciativa que teve por objetivo facilitar a integração no mercado de trabalho de pessoas que têm investido na sua formação e que se encontram devidamente preparadas para acrescentar valor em qualquer organização. Assim, mais de 90 pessoas participaram no seminário “Emprego: Desafios e Estratégias” com a expectativa de poderem vir a tornar mais activo o seu esforço na pesquisa e conquista de emprego.
O Dr. António Pinto iniciou a sessão dando as boas-vindas a todos os presentes e agradecendo a todos aqueles que, direta ou indiretamente colaboraram nesta iniciativa, com especial destaque para o CEFPI, na pessoa da sua Directora, Dr.ª Olga Figueiredo, que graciosamente colaborou na cedência instalações que dirige. Para além deste destaque agradeceu igualmente aos representantes do CFPSA, Dr.ª Ana Almeida, e do FOR-MAR, Dr.ª Olga Vide todo o apoio prestado.
Esta jornada surgiu como culminar de uma actividade integradora no âmbito dos nossos cursos de Educação e Formação de Adultos de Nível Secundário. Foi destacado o papel de um formando (Daniel Lopes) que, após ter sido lançado o desafio de elaborar um cartaz para este evento, foi o vencedor desse concurso e que por essa razão, foi chamado ao palco para receber, da parte da equipa pedagógica, um prémio simbólico. Foi transmitida uma palavra de apreço para todos os outros participantes desse desafio, cujas propostas variadas, e algumas delas muito interessantes, nos prenderam a atenção e nos dificultaram a tomada de decisão final.
O Dr. António Pinto continuou o seu discurso de abertura explicando os objectivos deste encontro bem como a dinâmica do mesmo. De seguida partilhou com o público algumas ideias-chave associadas à temática deste encontro. A este propósito elencou algumas ideias-chave:
• Classificou o discurso político sobre o emprego como “hilariante, superficial, surreal e sustentado em premissas teóricas que pecam por não terem como base de sustentação, a realidade”.
• Continuou referindo que o desemprego é uma situação demasiado séria para ser utilizada como arma de arremesso política. Referiu que o mercado de trabalho tem estado em mutação! Por essa razão considera que a lógica face ao emprego tem obrigatoriamente que mudar levantando algumas hipóteses como: novas formas de redistribuição do lucro, novas e inovadoras formas de empreendedorismo, valorização da iniciativa individual, criação do próprio emprego, que terão de ser variáveis a equacionar.
• Acrescentou ainda que se assiste a um trabalho humano cada vez mais dispensável, e associa este facto a problemas graves de liderança. Olha-se para o trabalhador como recurso humano e não como ser humano. Este fenómeno, acrescentou, associado a valores cada vez menos éticos que em vez de valorizar a lógica do mérito, valoriza e encoraja a lógica do amiguismo e do compadrio, transformando o mercado de trabalho numa espiral de mutações cíclicas de emprego/desemprego, onde só os mais persistentes/capazes conseguirão sobreviver;
• Finalizou com uma palavra de esperança e coragem para todos os que se encontravam na sala, referindo que, continua a acreditar, que o trabalho sério compensa, e a luta, a persistência e uma atitude ativa e pró-ativa terá os seus frutos, podem até não ser visíveis a curto prazo, mas que um dia chegarão.
Terminou a sua apresentação com um pensamento de Henry Ford:

“O insucesso é apenas uma oportunidade para recomeçar de novo com mais inteligência.”

Seguiram-se algumas breves frases dos vários representantes das entidades presentes, cujas palavras de encorajamento e enaltecimento da presença de todos neste espaço, simboliza nada mais do que vontade de mudança e um primeiro passo para adquirirem mais e melhores competências, melhores estratégias para enfrentar os desafios do mercado de trabalho. Assim, usaram da palavra as doutoras Olga Figueiredo, Olga Vide e Ana Almeida, respectivamente do CEFPI, FOR-MAR e CFPSA.
Entrando na jornada de trabalho/reflexão propriamente dita, a sessão começou com a apresentação do trabalho do Dr. António Pinto intitulado ”Percalços, percursos, emprego…” um case study sobre a experiência de trabalho e resultados alcançados com as iniciativas de Educação e Formação de Adultos (EFA) de Nível Secundário (NS) dos cursos de Técnico/a Administrativo/a. Esta apresentação teve como principais objetivos: relatar experiências em contexto de Educação e Formação de Adultos, avaliar resultados alcançados, refletir sobre a importância do trabalho desenvolvido, valorizar o impacto das iniciativas EFA, bem como, aferir dos impactos da formação no mercado de trabalho.
Segundo o estudo apresentado no seminário, 75 por cento dos formandos de cursos EFA NS do FOR-MAR conseguem entrar no mercado de trabalho num período de seis meses após a conclusão do curso, sendo que mais de 60 por cento destes empregaram-se nos primeiros três meses. Um outro facto importante é que a grande maioria dos formandos empregados conseguiu colocação na sua área de formação. Com ou sem ligação anterior à área de especialização, os técnicos administrativos que são “lançados” no mercado de trabalho procuram colocação nesta área (valor acima de 70 %), valor que enche de orgulho toda a equipa formativa que colabora no desenvolvimento das competências, quer de formação de base, quer nas tecnológicas dos formandos. Antes de finalizar, foram relatados alguns testemunhos de ex-formandos, cujos casos de sucesso de integração no mercado de trabalho mereceu destaque e espaço nesta apresentação. A atenção recaiu sobre o testemunho pessoal do ex-formando José Veiga, cujo percurso quer formativo quer profissional de sucesso, foi apresentado e partilhado com o público.
Seguidamente ao “cookie break” (gentilmente oferecido pelos formandos do CFPSA), usou da palavra a Dr.ª Olga Figueiredo (CEFPI) que ilustrou o tipo de trabalho que desenvolve naquela instituição com o público específico com quem trabalha, bem como as saídas profissionais e preocupações de inserção dos seus formandos no mercado de trabalho. Explicou de forma detalhada todo o trabalho do centro - Centro de Educação e Formação Profissional Integrada que é um centro de gestão participada, resultante de um protocolo entre o IEFP - Instituto de Emprego e Formação Profissional e o MADI - Movimento de Apoio ao Diminuído Intelectual, que desde 1981 promove respostas no âmbito da formação e emprego de pessoas com necessidades especiais, provenientes de toda a zona norte. Ao longo da sua existência tem contribuído para a melhoria da qualidade de vida e integração socioprofissional do seu público, interagindo com as famílias, o tecido empresarial e a comunidade.
A apresentação feita pela Dr.ª Olga Figueiredo, “Histórias no singular” baseou-se na apresentação de um pequeno filme onde mostrou todo o trabalho e acção desenvolvida no seu centro. Momento muito interessante que “prendeu” o público à cadeira e cujo sentimento geral parece ter sido no sentido do enaltecer e valorizar todo o trabalho realizado naquele centro.
O seminário continuou com a intervenção da Dr.ª Ana Almeida, intitulada – "PerCursos EFA - Em busca do mercado de trabalho perdido" que nos conduziu de uma forma mais ou menos “épica” pelos instrumentos/competências e preocupações que devem estar subjacentes a um “perfil” não só profissional, mas também de desenvolvimento pessoal e social associados a um qualquer formando num percurso de formação. Foi enfatizada a preocupação de se passar para os formandos esta ideia de formação integral do indivíduo como mais-valia para o sucesso na integração no mercado de trabalho. Acrescentou a interlocutora que esta é uma primeira preocupação e por vezes uma primeira batalha, um primeiro passo na selecção e encaminhamento dos formandos e a primeira desmistificação que é preciso efectuar, pois entende e é lógica do Centro, trabalhar essas duas variáveis de forma indissociável. De seguida foi proposto pela Dr.ª Ana um exercício que pretendia ilustrar esta sua ideia e que despertou em cada um dos presentes esta visão mais lata do processo formativo, no sentido de cada um “agarrar” todas as oportunidades que por vezes nos passam diante dos olhos e que, não estando despertos para elas, não as vemos. Seguidamente foi apresentado um testemunho pessoal de um caso de sucesso proveniente de um curso EFA NS de Técnico de Cozinha e Pastelaria, na voz da ex-formanda Nélia Coelho, que através de uma iniciativa de criação do próprio negócio, nos mostrou mais uma opção e uma nova forma pró-ativa de encarar o mercado de trabalho. Narrou-nos a aventura do seu percurso pessoal, profissional e formativo, este último que não terminou com o percurso EFA NS, mas que implicou um conjunto de formações de aperfeiçoamento que frequenta até hoje, e cujos “ensinamentos” lhe possibilitaram desenvolver o seu projecto de trabalho.
Com esta experiência deu-se por encerrado o momento de partilha da parte da manhã. A aventura seguiria após o almoço, agora com outra direcção, com diferentes rumos, diferentes possibilidades que se abrem aos nos formandos em final de percurso de secundário.

Na segunda parte, o seminário foi retomado com a apresentação, de diversas opções formativas de nível superior, o ISCAP, feita pela Dr.ª Zita Romero. Esta apresentação visava conduzir até aos formandos a ideia de que o percurso EFA NS não é necessariamente o fim, mas há oferta, quer seja de especializações, licenciaturas, mestrados ou pós-graduações, que podem ser caminhos a explorar, nomeadamente através da entrada nesse mundo pela iniciativa “maiores de 23” cuja procura e número de vagas tem vindo a aumentar. A Dr.ª Zita explicou esse processo e esclareceu as dúvidas que foram surgindo na plateia. Os cursos que despertaram mais interesse foram: Assessoria e Tradução, Comércio Internacional e Comunicação Empresarial (alvo preferencial dos formandos Técnicos administrativos) e o Curso de Gestão de Atividades Turísticas (alvo preferencial dos formandos de Cozinha e Pastelaria) cuja explicação do seu conteúdo e funcionamento, provocou um momento hilariante na sala, quando uma intervenção espontânea referiu “que aquilo que fazem na licenciatura, nós já fazemos no nosso curso de Técnico Administrativo”. Esse apontamento de alguma graça significou muito mais do que a mera piada e, tal como logo de seguida referiu o Mediador do Curso EFA NS Técnico Administrativo, Dr. António Pinto, este facto só vem provar o grau de exigência e seriedade que colocamos no nosso processo. Esta lógica de exigência poderá ser uma explicação para o sucesso no mercado de trabalho alcançado pelos nossos formandos, tal como foi referido na primeira intervenção do dia.
A Dr.ª Zita disponibilizou-se no esclarecimento de dúvidas que foram surgindo através de uma linguagem muito simples e clara, agradecendo o convite e disponibilizando-se para qualquer outra iniciativa do género ou similar.
A jornada encaminhava-se para o fim, não sem antes se realizarem dois workshops que visavam também eles dotar os formandos de mais e melhores competências para enfrentar o mercado de trabalho. Antes da divisão do grande grupo, o Dr. António Pinto procedeu ao encerramento formal deste encontro, agradecendo a presença de todos, convidados e participantes, na esperança de que tenha sido uma atividade pertinente, principalmente para estes últimos. Os participantes foram então divididos, mediante suas inscrições prévias, e encaminhados para os respetivos workshops.
Um dos workshops foi dinamizado pelo Eng.º Miguel Salgado e Dr.ª Gisela Ferreira, e a temática abordada consistia na “ “Elaboração do Curriculum Vitae On-line”. Contou com cerca duas dezenas de participantes com manifesto interesse no desenvolvimento de competências associadas a este tema. A sessão correu muito bem e os participantes mostraram-se ativos, curiosos e dinâmicos num percurso pela construção do Curriculum Vitae de Fernando Pessoa, cuja vida e obra serviu de base para a exploração desta temática. A sua exploração obedeceu a alguns objetivos de partida: o que é um curriculum vitae, quais os seus objectivos, quais os seus elementos essenciais. Para além desta introdução, foram desenvolvidas questões em torno da organização e cuidados a ter na sua elaboração. Feita esta introdução, o workshop excelentemente conduzido simulou a concretização de um curriculum baseado no modelo europeu (Europass), tendo sido fornecidas dicas no preenchimento de cada um dos seus campos. Certamente que todos os participantes saíram enriquecidos com esta partilha de trabalho, e verão este elemento decisivo para obtenção de entrevista de emprego com outra perspetiva.
A entrevista de emprego foi a justamente a temática central do outro workshop, dinamizado também de forma brilhante pela Dr.ª Ana Fonseca – “Como preparar-se para uma entrevista de emprego”. Contando com a presença de mais de quatro dezenas de participantes o objectivo central consistia em dotar os participantes de competências ao nível do saber-fazer, saber-estar e saber-ser numa entrevista de seleção de emprego. Percorreram-se as diversas fases de uma entrevista: preparação da entrevista, preparação de material de apoio à mesma, a importância do conhecimento da empresa/instituição, desenvolvimento de uma estratégia de marketing pessoal, bem como atitudes e comportamentos adequados na própria entrevista e ainda uma desejável reflexão pós-entrevista. Através de simulação e metodologias activas, os participantes constataram que todos os pormenores podem ser decisivos numa lógica de conquista de emprego.
Esta jornada finalizou com a sensação de dever cumprido, ficando a sensação de que estes momentos de partilha foram muito proveitosos e enriquecedores para todos os participantes. Muito obrigado a todos por fazerem parte do nosso sucesso!
Até qualquer dia, num outro qualquer lugar… estaremos por aí!

“ Todo o trabalho tem em si mesmo a sua misteriosa recompensa”. (Lerberghe)

António Pinto apintogeo@gmail.com

Cá fica a reportagem...


quinta-feira, 17 de junho de 2010

Mais uma fornada ... no mercado de trabalho!


Mais uma fornada…
A todos os que contribuíram para produzir mais uma fornada de TA’s… um obrigado!
Com as limitações que temos… fazemos muito!
Um grupo muitas vezes, não é mais do que um espelho dos seus líderes. Eu, enquanto líder deste grupo, tive lacunas… muitas. Como tal, o grupo que agora conclui também as teve.

Cá estão eles...

Em suma concluíram com sucesso 19 elementos, alguns muito bons elementos, outros apenas bons e outros suficientes. Importa referir que o sucesso foi de 100%, pese embora algumas estratégias de recuperação que tiveram de ser aplicadas. Em suma, mais 19 pessoas com mais habilitações escolares e profissionais disponíveis para integrar o mercado de trabalho e a continuar a aperfeiçoar-se.
Os números não são tudo mas dizem muito: 19 em 20! Cá está a marca, na linha do habitual o que faz aumentar o grau de exigência para o futuro.
Pronto para os novos desafios? Agora sim! Vamos lá! Melhor é sempre possível!
Parabéns a todos pelo sucesso.

quarta-feira, 17 de março de 2010

Novo paradigma da educação!

Vou partir de um pressuposto, associado a uma questão… factos que me instigaram a reflectir (um pouco mais do que habitual)

“Todos pensam em deixar um planeta melhor para os nossos filhos… Quando é que pensarão em deixar filhos melhores para o nosso planeta?”

Num dos meus grupos de reflexão, durante o almoço habitual das Terças-feiras, eis que alguém conta uma história passada há algum tempo. Vou narrá-la “adulterando” alguns aspectos. Aqui vai…
Algures na década de oitenta… num país bem pouco distante, aliás muito distante de ser país, um jovem durante seu intervalo das actividades lectivas, decidiu “apalpar” uma colega nos seus peitos, facto que ela (digna de respeito) tratou de relatar ao responsável do estabelecimento educativo. Este, detentor de uma pedagogia activa, pregou um valente estaladão ao prevaricador, convidando-o de seguida a ouvir a sua explicação para tal acção. Explicou ele…
(lembram-se do diácono remédios? Incorporem essa personagem, por instantes!)
-” meu caro jovem, não deves afagar o peito da tua colega, pois vocês são muito novos para tal. Cresce e depois, quando os peitos da tua colega já estiverem madurinhos, poderás fazê-lo, se ela o permitir! Vá, podes ir…”
Cá está um exemplo de pedagogia, quase perfeito! Basicamente obedece à seguinte linha de pensamento:
prevaricação --» castigo (no imediato) --» e acção pedagógica de seguida.

Cá estamos nós em 2010 e… vejamos como as coisas são diferentes.
Convém fazer um grande parêntesis. Temos de reflectir sobre três premissas/dúvidas que se me colocam:
Tal acto é condenável (ou seja, não admissível para o ofendido)?;
Iria existir uma queixa?
Iria haver uma consequência?
Se a resposta a estas questões for SIM, então provavelmente não estaremos em 2010, nem neste sistema de ensino, nem neste país! Mas vamos partir do princípio que era mesmo assim! Como decorreria o procedimento?

Fase 1 – Queixa da ofendida ao responsável. Primeira dificuldade… quem é o responsável? Funcionário que vigia o recinto, director de turma, director? Bem não interessa! Fosse qual fosse o interveniente a resposta seria muito provavelmente uma destas (p.f. escolher a que mais achar oportuna):
“Queixinhas, vens cá fazer barulho por isso, pensas que não tenho mais nada para fazer? “ (versão daquele que tem sempre muito trabalho, mas que não faz a ponta de um chavelho)
“De certeza que a culpa é tua, tu metes-te com eles!”
(versão daquele que criou uma filha do tipo maria-rapaz)
“Deixa lá, mas se isso acontecer outra vez, vem cá dizer-me que eu…!”
(versão do justiceiro, muito justo, que não falha, mas… na próxima é que vai ser)
Oh! Deixa lá, tu até gostaste! (versão do protótipo de macho, quero dizer porco, com a sua habitual sensibilidade extrema!)

Fase 2 – Consequência do acto ilícito.
Manda-se inquirir testemunhas, cada uma com seu relatório sobre o sucedido. Apensa-se a versão da ofendida. Acrescenta-se o relatório do prevaricador. Procura-se/vasculha-se por entre a papelada para aferir se não há um qualquer relatório de algum psicólogo que em tempos acompanhou o prevaricador e, que em alguma alínea, aponta a explicação para o sucedido (ATENÇÃO- respeito e muito o papel do psicólogo, acho mesmo ser uma mais-valia para o sistema de ensino, apenas condeno os “prostitutos da psicologia”). Comunica-se ao Encarregado de educação. Nomeia-se um instrutor para o processo (Instrutor? O processo sabe conduzir e… vai direitinho para o arquivo… morto). Elabora-se mais um relatório com todos os factos ocorridos, mais os dignos de relevo na história educativa do prevaricador, mais, mais … tudo com timings apertadíssimos, mas que já distam da ocorrência no mínimo uma semana, a correr bem. Cá está a acção just in time! Convoca-se uma reunião para decidir as medidas e já ninguém se lembra do motivo da reunião, tanto mais porque, o prevaricador, já prevaricou mais duas ou três vezes. (lembram-se do estaladão que o outro levou na década de oitenta? Não que defenda a punição física, mas ele não se esqueceu e relembra ainda hoje o motivo… pelo que me contaram…!).
Voltando à consequência… já se tinham esquecido? É melhor esquecer…

Fase 3 – Medida pedagógica – Muito provavelmente a consequência mais adequada seria, obrigar o “ser vivo” a passar a limpo os cadernos de físico-quimica, ou o de geografia. Ao fazê-lo, claro que jamais voltaria a cometer o mesmo erro! Aquilo servira-lhe de lição!
Não se pode fazer mais nada exclamam os mais… conformados! Pois não, concordo eu! Por este andar não valerá mesmo a pena! Ah! Já passaram três semanas, desde o sucedido!

Epílogo
Já alguém ouviu falar de autoridade? Seja ela de que tipo for! Aplica-se aos professores, mas de igual modo às forças da ordem, aos pais, avós, às pessoas com responsabilidade social…
Já alguém reflectiu sobre o que estamos a construir? Crianças sem educação, grupos sem razão, políticos com corrupção…
Como vai ser o amanhã? Logo se verá!
No meu papel insignificante enquanto membro activo da sociedade, sublinho insignificante, relembro as palavras sábias de José Régio…

“Não sei por onde vou, não sei para onde vou,
(mas) sei que não vou por aí!
Será que eu podia não ser assim?
Podia...mas não seria a mesma coisa!

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010

Centro Histórico do Porto

Mais uma deslocação ao Centro Histórico do Porto. Já não as conto...
No próximo dia 12 de Março, embarcarei numa mais ...com cerca de 300 participantes. Aí o trabalho terá que ser repartido!
Apesar das deslocações frequentes, a preparação não é descurada e ... desta vez com um percurso diferente!

O grupo que me acompanhou desta vez foi o curso EFA NS do CFPSA, curso de Cozinha/Pastelaria (que se vê na foto).


Espero que tenha sido do agrado de todos!

Até à próxima!

quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

O Misterioso caso do professor infiltrado!

É engraçado quando histórias criadas há já algum tempo, depois de esquecidas, voltam às primeiras “páginas dos jornais”.
O estranho caso que vos vou narrar relata uma personagem que um grupo de alunos do extinto Forpescas criou. Em homenagem ao seu coordenador de turma, e com um temor extremo que esse “bicho” lhes causava, os formandos da turma de Marinhagem, do longínquo ano de 2003, fantasiaram que o seu coordenar de turma tratava-se dum um membro infiltrado da PJ, que estava ali com um único propósito – “controlar”! O que é certo é que, com esse medo, ou respeito, ou fantasia, os resultados foram muito positivos, não para nenhuma investigação, mas sim para a vida de cada um desses formandos que por ali passou.

O que é que esta história tem de especial? Nada! A não ser as coincidências do ano de 2010. Já lá vamos.

O que é certo é que, turma após turma, curso após curso, o professor infiltrado foi ganhando consistência e momentos houve em que a fantasia e realidade se confundiam. À sua maneira aquela personagem era uma referência para aqueles grupos de formandos. Ao longo dos anos as alcunhas atribuídas àquele “ser” foram variando – inspector, big boss, PJ, o bófia, … (só coloco aqui as que se podem ler!)- mas a base estava sempre lá! O “gajo” era mesmo um controlador! Os factos iam fluindo tão naturalmente que aquela história começava a fazer sentido a cada pormenor. Parecia nada escapar do olhar do big boss. Ele tinha tudo sobre controlo, de tal forma que conseguia saber coisas que o próprio nem queria ouvir falar! A dada altura essa personagem era alimentada por todos os restantes colegas da equipa formativa, que continuamente tornam aqueles simples formador, numa espécie de “monstro sagrado da investigação criminal”. Certo, certo é que … algumas coisas, alguns problemas foram solucionados, devido a essa imagem, devido à presença desse ser místico, que por ali pairava.


O que isto tem a ver com 2010? Já lá vamos.

Após algum tempo de afastamento com essas turmas de jovens, essa personagem foi caindo no esquecimento. Era apenas lembrada pelos colegas de equipa formativa, quando se encontravam neste ou naquele curso. Alguns desse colegas ainda continuam a insistir e é frequente receber e-mails dirigidos ao “big boss”, ao “PJ”.
Mas o tempo foi-se encarregado de apagar a força que essa personagem já teve… eis se não quando…

Corria o não de 2010… e numa realidade diferente, numa turma CEF da escola de Guifões, os formandos encontram-se todos apreensivos e questionam tudo e todos se têm um professor que é infiltrado. Como chegaram lá? Laços familiares e de amizade entrecruzaram estas duas realidades e os “criadores” do inspector, “avisaram” os novos para terem muito cuidado porque esse professor é infiltrado.
Ontem, num Conselho de Turma deparo-me com toda a força do “PJ de outros tempos”, pois os colegas, todos comentavam as inúmeras preocupações dos alunos, e não só os da turma referida, bem como de outras! A gargalhada foi geral, depois de desvendada toda a história. Mas todos foram também unânimes em perceber que aquela personagem podia ser importante como estratégia pedagógica! Vejam bem ao que chegamos. Bom mas pelo menos tenho a hipótese de “anexar” essa evidência à minha avaliação!
Certo, certo é que na passada segunda feira consegui estar 90 minutos em sala e os meus CEF com um comportamento exemplar! E pensava eu que era pelas minhas qualidades enquanto professor! Descobri então, que como professor sou fraquinho, mas … como Inspector…não sei não! Quem sabe se não é mais uma oportunidade de mudar de vida!

Saudações policiais.

sábado, 19 de dezembro de 2009

Workshop ... Balanço!

No passado dia 15 realizou-se uma workshop intitulado - "Pondo em comum... experiências EFA NS". Tal evento decorreu nas instalações do For-Mar e contou a com a presença de duas instituições de formação: For-Mar e CFPSA.











A organização ficou a cabo da turma EFA NS TA, sob a minha batuta. Todos realizaram um excelente trabalho e o resultado desta jornada de trabalho pode resumir-se numa palavra- SUCESSO!

Entre as boas-vindas da Directora Regional do For-Mar, as apresentações dos mediadores e de alguns formadores, o que mais se destacou foi o empenho dos formandos nas actividades que nos proporcionaram: apresentações brilhantes, desafios interessantes, curiosidades impressionantes! Parabéns!
Aqui ficam algumas fotos desse momento.

Fica a mensagem para reflexão... PRA quem quiser!

sexta-feira, 4 de dezembro de 2009

Workshop "Pondo em comum... experiências EFA NS"

Da ideia inicial à realização concreta ...apenas um passo.
Eis se não quando... a realidade surge, logo após a imaginação.
São este tipo coisas que nos pemitem
"...ver ainda mais longe!"

Estamos a aproximar... cada vez mais perto!

quinta-feira, 3 de dezembro de 2009

Mais diplomados...

Mais uma fornada pronta para abraçar o mercado de trabalho, com mais competências, mais saberes, mais CIDADANIA.

Aqui... no jantar de encerramento que decorreu na tasquinha do Paradela.... em Vila do Conde!

Boa sorte Efinhas...

domingo, 20 de setembro de 2009

Ser professor é...

SER PROFESSOR É ... segundo Jô Soares!!
(agradeço à Célia que me envio)

*O material escolar mais barato que existe na praça é o professor!**
É jovem, não tem experiência.
É velho, está superado.
Não tem automóvel, é um pobre coitado.
Tem automóvel, chora de "barriga cheia”.
Fala em voz alta, vive gritando.
Fala em tom normal, ninguém escuta.
Não falta ao colégio, é um “Adesivo”.
Precisa faltar, é um “turista”.
Conversa com os outros professores, está “malhando” nos alunos.
Não conversa, é um desligado.
Dá muita matéria, não tem dó do aluno.
Dá pouca matéria, não prepara os alunos.
Brinca com a turma, é metido a engraçado.
Não brinca com a turma, é um chato.
Chama a atenção, é um grosso.
Não chama a atenção, não se sabe impor.
A prova é longa, não dá tempo.
A prova é curta, tira as hipóteses do aluno.
Escreve muito, não explica.
Explica muito, o caderno não tem nada.
Fala correctamente, ninguém entende.
Fala a “língua” do aluno, não tem vocabulário.
Exige, é rude.
Elogia, é debochado.
O aluno é retido, é perseguição.
O aluno é aprovado, deitou “água-benta”.
É! O professor está sempre errado, mas, se conseguiu ler até aqui, agradeça ele.*
*Jô Soares*

segunda-feira, 27 de julho de 2009

Team Building by ANTOclismo® (2) - ACÇÃO!


No passado dia 24 de Julho decorreu uma experiência única: Team Building para as equipas formativas do CNO do For-Mar. Com uma adesão assinalável, o evento realizou-se num enquadramento belíssimo da Serra da Freita (Arouca). Numa busca da harmonia com a Natureza procurou desenvolver-se actividades que visavam sobretudo fomentar o espírito de grupo e a boa disposição.
A jornada, planeada com tempo, era composta por cerca de uma dezena actividades que foram desfilando ao longo do dia, sempre como cenário de fundo o verde da serra.
Assim, à hora marcada o nosso dia teve início com uma pequena caminhada, para abrir os pulmões até aquele que viria a ser o nosso “campo de jogos” das actividades da manhã. Assim, trajados a rigor e já com as equipas definidas, era vê-los a serpentear os trilhos de mato com uma paleta de cores garridas compondo uma pintura harmónica com a natureza.










Eis a competição…

O primeiro jogo de grupo constava na tradicional “petanca”. A aproximação das esferas ao “alvo” fez-se, embora em alguns casos, de forma assustadoramente distante! De entre os menos maus destacou-se a equipa azul, que assim arrecadou a vitória no primeiro jogo.










As restantes equipas ansiavam pela desforra e para isso tiveram de esperar pelo segundo jogo - bowling. A tarefa adivinhava-se simples a derrubar os pinos, mas a realidade mostrou ser bem diferente! Dando um desconto aos que usam óculos e àqueles que, deliberadamente, estavam mais preocupados em atingir o juiz de prova, a equipa verde lá se sagrou campeã, ficando assim com a vitória no segundo jogo.
Seguiu-se o último jogo antes da manhã – badminton. Este consistia em aferir as habilidade técnicas de cada equipa vendo quais as que conseguiam manter mais tempo o volante no ar, ou seja as que conseguiam dar mais toques consecutivos. A tarefa, mais uma vez aparentemente fácil, revelou-se bem mais complicada! Para além da nítida falta de jeito (!!!), o refúgio das justificações caíram muito nas questões climatéricas - “…o vento só sopra connosco!” era uma expressão muito ouvida! Reclamações à parte, a equipa amarela foi a vitoriosa … e com larga margem!!!!










A sorte, o jeito, a estratégia levou-nos até esta fase com um empate. Cada equipa tinha somado uma vitória.

Pausa nos jogos por equipa e “bora lá” à actividade mais puxada! Uma caminhada de verdadeira montanha que nos iria conduzir até ao sopé da Frecha da Mizarela, o “restaurante” por nós eleito para a degustação das delícias que iam nas nossas mochilas.









Uma descida íngreme de cerca de 35/40 minutos, com muitas “armadilhas” e escorregadelas e … os primeiros sussurros de conspiração manifestando a vontade de estrangular o António Pinto. Apenas o deleite da paisagem, bem como a sonoridade da queda de água, sempre em fundo, refreavam aquela vontade!













Eis que chegamos ao nosso “restaurante”. A reserva havia sido efectuada, pelo que aquele espaço era só nosso. Cada qual escolheu a sua “mesa” e toca a repor as energias … até porque daqui a pouco havia que fazer a subida! Lá estávamos nós em plena e total harmonia com a Natureza. O tempo ali gasto significava muito mais de que duas horas de tranquilidade era anos de vida recuperada, era energia em forma bruta que absorvíamos em cada olhar.




















Mas o caminho faz-se caminhando, neste caso subindo! Lá fomos nós…
A subida fez-se com esforço mas com muita vontade! Nem mesmo as abelhas nos travaram! (A não ser ao Miguel!).












O segredo era caminhar em silêncio e fazer pausas de forma frequente. O suor encharcava nossa roupa e a vontade de almoçar, novamente, tornava-se um desejo a cada metro escalado. Sem grandes problemas o grupo lá chegou ao cume e alguns exclamavam: “…subir é mais fácil!”, outros “…estivemos lá no fundinho? Uau!”, outros porém (quase todos) diziam: “…ai as minhas pernas!”, “…tou todo(a) partido(a)!”, “…o fim de semana vai ser todo na cama!”, “…ó António anula a reunião de logo!!!”. Chegado ao plano, tudo voltou ao normal e vontade de competir fazia-se sentir. Faltavam realizar os jogos da tarde.
O primeiro jogo da tarde constava numa prova de dardos. Vamos lá ver essas pontarias! Entre declaradas tentativas de assassinato ao júri da prova, bem como verdadeiro terrorismo tentado destruir os dardos, para além do notório estrabismo de alguns, a equipa verde sagrou-se vencedora com uma margem considerável (constou-se off-record que havia uma sala de jogo no quarto piso!).










Após os dardos, os jogos mentais – construções no geoplano. Seguindo um conjunto de instruções, cada equipa teria de construir diversas figuras respeitando as indicações sugeridas. Era ver os nós cegos causados! Nada que não se conseguisse realizar… com boa vontade! Os vencedores foram os azuis.










Seguiram-se ainda mais duas provas: tiro ao alvo com arma de paintball (prova anulada por dificuldades técnicas!!) e geo-orientação com GPS. Nesta segunda prova cada equipa teria de encontrar no meio da floresta pequenos pinos com a cor da sua equipa recorrendo às coordenadas fornecidas pelos aparelhos de GPS, isto num menor espaço de tempo. Era vê-los a correr … mas quem correu mais e melhor foram os amarelos, que desta forma tornaram a empatar a competição.










Como balanço da actividade fica um dia excelentemente bem passado, com um ambiente muito positivo, em que os laços de coesão grupal poderão ter sido reforçados. Obrigado a todos pelo empenho, dedicação e espírito que tiveram ao longo do dia. Estamos todos de parabéns!

Um abraço e até uma próxima.

sexta-feira, 24 de julho de 2009

Team Building by ANTOclismo®

Aqui está o primeiro evento ...

Chegados até hoje e após semanas de preparação, lá fomos nós até à Serra da Freita!

Uma equipa de 13 elementos (12 participantes + organizador) em busca de renovar o espírito... preparando as férias que estão a chegar e reforçando os laços profissionais que os ligam.

Brevemente o balanço da actividade!

terça-feira, 21 de julho de 2009

...mais um curso que está a chegar ao fim, mais uma "fornada" lançada ao mercado.
Fez-se muito e muito mais poderia ter sido feito, mas tudo o que fizemos foi por vocês!

A todos o maior sucesso!
Foi um prazer trabalhar com vocês e com o CFPSA!

Até sempre.
O formador de Cidadania e Empregabilidade,
António Pinto

sexta-feira, 10 de julho de 2009

quem vem e atravessa o rio...

Lá fui eu mais uma vez guiando gente pela minha terra!

Desta vez tocou em sorte a turma EFA B3 Pastelaria/Panificação do CFPSA (Centro de Formação Profissional para o Sector Alimentar).


Com saída bem cedinho, lá fomos em ritmo descontraído e com muita motivação percorrendo alguns dos recantos mais belos do mundo (Ribeira do Porto e de V.N. de Gaia, Serra do Pilar, Sé do Porto, Palácio da Bolsa, ...).


A visita correu bem ....como habitual e o grupo reagiu muito positivamente a todos os desafios colocados.


Uma boa jornada de Cidadania.

Aqui ficam alguns momentos...

Dia 28, cá estarei de novo agora com o grupo EFA NS TA (2) do For-Mar.

http://cfpsa-porto.blogspot.com/2009/07/quem-vem-e-atravessa-o-rio.html

quinta-feira, 9 de julho de 2009

Team Building... by ANTOclismo®

Está na forja ... dentro de dias teremos novidades!


Actividade destinada à equipa do For-Mar (EFA NS TA + CNO), será preparada com todo o empenho e dedicação que me habitualmente me caracterizam... modéstia!!!!!!


Dela farão parte diversas actividades, tais como caminhada, orientação, jogos, trabalho de equipa, etc.


Com ela apenas se pretende promover a boa disposição, divertimento e a partilha.


O "réptil" foi lançado ontem (à noite) e já tenho seis inscrições!!! Nem sabem no que se vão meter!!!! Confiam em mim ... estão feitos!


Um abraço... até futuras notícias...

quarta-feira, 8 de julho de 2009

... a For-Mar, (de) formando!


Fazendo o que fazemos ... nos tornamos naquilo que somos!

Com uma organização a cabo da dupla Pinto & Salgado lá realizamos, mais uma vez, uma actividade de formação outdoor no Parque da cidade. Nela, envolvemos o grupo EFA-Nível Secundário, Técnico Administrativo (2). Assim, com a tradicional visita ao Pavilhão da Água, lá iniciamos um conjunto de actividades formativas, cujo objectivo principal foi o aumentar dos índices de motivação e coesão grupal, através de uma competição saudável.



A famosa "Busca dos pinos perdidos", foi o motivo encontrado para "desembrulhar" preconceitos, estereótipos e saturação. Aos grupos, divididos por cores, cabia a "espinhosa" missão de encontrar os tesouros escondidos naquele vasto manto verde, que ainda resiste à predacção do betão.
Houve vencedores, mas isso pouco importa! Todos ganharam, todos viveram intensamente aqueles momentos e todos os irão recordar por muito tempo...
É essa satisfação que nos permite sair com a missão de dever cumprido e nos dá força para que, no meio de tanta ingratidão que se vive no contexto formativo, continuar a trabalhar de forma decente, responsável, séria e com os sacrifícios aos quais já nos habituamos, e sem os quais... as coisas não nos dariam tanto prazer!
Aguardem-nos ... continuaremos!!!!

terça-feira, 30 de junho de 2009

O que é um B.C.?


Ao longe meus formandos avistam-me e sussurram...

"Hoje é dia de B.C.!"

"Lá vem o Big Boss, isto hoje pia fino... é dia de B.C!"

"Pessoal... está na hora, vamos subir Ele já chegou e hoje é dia de B.C.!"

"Tá cá hoje... porquê? Não me diga que é dia de B.C.?"

"Ui... hoje vamos ter B.C.? De quê?"

A sequência apresentada reflecte o "temor" com que cada elemento encara o B.C.

Mas o que é o B.C.? Não, não é nada anterior a Cristo (Before Christ), nada mais é que uma "modernice" que tem a sua piada! Digo eu...

A ideia surge embricada na terminologia EFA-NS (Educação e Formação de Adultos- Nível Secundário), embora apareça em muitos outros contextos, nomeadamente educacionais. No fundo trata-se de um momento de sistematização e avaliação formativa do desenvolvimento das competências de cada adulto. Simples... não? Nada que justifique tanta apreensão!


Para mim não é mais do que o exercício do poder, em que aqueles seres que gravitam em torno do Mediador (Eu, ou Ele! - Qual divindade!) são convidados a convocar uma série de competências, uma espécie de cocktail de capacidades, que põem a nu, e que não é mais do que um momento de partida para novas viagens. Em rigor o B.C é aquele momento glorioso em que eu, qual divindade suprema, transporto comigo a espada da justiça que faço impender sobre aquelas cabeças, emitindo um juízo de valor!

Bem está na hora de ir!

Ah... B.C. = Balanço de Competências!

Nós que tanto balançamos ... porque não balancear de quando em vez!

(Balancear = Reflectir)

Um abraço...