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terça-feira, 18 de maio de 2010

Jornadas de CTA

A pedido de várias famílias... não poderia deixar de aceder a "pressões" e incluir neste blog de referência mundial, as famosas, grandiosas, sublimes... JORNADAS CTA que decorreram no final do mês de Abril no nosso Agrupamento.

Eu, como membro desse "sensual" clube, deixo aqui a minha contribuição...quero dizer as evidências que gentilmente me cederam.

Antes de mais não será perda de tempo explicar o que significa CTA, pois explicar o significado de jornadas... dispenso! Para aquelas pessoas que ainda não sabem o significado deste grupo (sim...aquelas pessoas que na escola me perguntam... que língua viperina!) deixo aqui algumas hipóteses de resposta.

O que significa CTA?

a)cultos, trabalhadores e amorosos;

b)capazes, trabalhadores, astutos;

c)ciência, tecnologia e ambiente;

d)campeões, traquinas, assombrosos;


Qualquer alínea se adaptava, mas a opção correcta é a c). A julgar pela foto também poderia ser; comilões, trabalhadores (mastigação), alarves!






Voltando ao fio condutor (ou à falta dele!), as Jornadas CTA realizaram-se na EB 2, 3 Passos José (Guifões) e envolveram todo o agrupamento. Desses dois dias de muita actividade destacam-se alguns momentos tais como as palestras, workshops, sessões de sensibilização, exposições... (desses momentos não tenho imgens, pois apenas deixo aqui as minhas evidências...não é Valquíria?).

Envolveram-se todos os alunos do agrupamento com actividades que mais se adaptavam ao seu escalão etário.
Após esses dois dias de intensa actividade, o sentimento geral resumia-se numa palavra: SUCESSO! A terminar um lanche convívio, que se prolongou pela noite dentro, envolvendo os adultos dos cursos EFA que também tiveram o prazer de provar as diversas iguarias apresentadas por cada elemento do CTA... tiveram também a oportunidade de provar uma famosa bola de pástico, quer dizer bola de carne... que estava deliciosa!!!























Até à próxima CTA... Cá vos espero para um Team Building em Junho!

quarta-feira, 17 de março de 2010

Novo paradigma da educação!

Vou partir de um pressuposto, associado a uma questão… factos que me instigaram a reflectir (um pouco mais do que habitual)

“Todos pensam em deixar um planeta melhor para os nossos filhos… Quando é que pensarão em deixar filhos melhores para o nosso planeta?”

Num dos meus grupos de reflexão, durante o almoço habitual das Terças-feiras, eis que alguém conta uma história passada há algum tempo. Vou narrá-la “adulterando” alguns aspectos. Aqui vai…
Algures na década de oitenta… num país bem pouco distante, aliás muito distante de ser país, um jovem durante seu intervalo das actividades lectivas, decidiu “apalpar” uma colega nos seus peitos, facto que ela (digna de respeito) tratou de relatar ao responsável do estabelecimento educativo. Este, detentor de uma pedagogia activa, pregou um valente estaladão ao prevaricador, convidando-o de seguida a ouvir a sua explicação para tal acção. Explicou ele…
(lembram-se do diácono remédios? Incorporem essa personagem, por instantes!)
-” meu caro jovem, não deves afagar o peito da tua colega, pois vocês são muito novos para tal. Cresce e depois, quando os peitos da tua colega já estiverem madurinhos, poderás fazê-lo, se ela o permitir! Vá, podes ir…”
Cá está um exemplo de pedagogia, quase perfeito! Basicamente obedece à seguinte linha de pensamento:
prevaricação --» castigo (no imediato) --» e acção pedagógica de seguida.

Cá estamos nós em 2010 e… vejamos como as coisas são diferentes.
Convém fazer um grande parêntesis. Temos de reflectir sobre três premissas/dúvidas que se me colocam:
Tal acto é condenável (ou seja, não admissível para o ofendido)?;
Iria existir uma queixa?
Iria haver uma consequência?
Se a resposta a estas questões for SIM, então provavelmente não estaremos em 2010, nem neste sistema de ensino, nem neste país! Mas vamos partir do princípio que era mesmo assim! Como decorreria o procedimento?

Fase 1 – Queixa da ofendida ao responsável. Primeira dificuldade… quem é o responsável? Funcionário que vigia o recinto, director de turma, director? Bem não interessa! Fosse qual fosse o interveniente a resposta seria muito provavelmente uma destas (p.f. escolher a que mais achar oportuna):
“Queixinhas, vens cá fazer barulho por isso, pensas que não tenho mais nada para fazer? “ (versão daquele que tem sempre muito trabalho, mas que não faz a ponta de um chavelho)
“De certeza que a culpa é tua, tu metes-te com eles!”
(versão daquele que criou uma filha do tipo maria-rapaz)
“Deixa lá, mas se isso acontecer outra vez, vem cá dizer-me que eu…!”
(versão do justiceiro, muito justo, que não falha, mas… na próxima é que vai ser)
Oh! Deixa lá, tu até gostaste! (versão do protótipo de macho, quero dizer porco, com a sua habitual sensibilidade extrema!)

Fase 2 – Consequência do acto ilícito.
Manda-se inquirir testemunhas, cada uma com seu relatório sobre o sucedido. Apensa-se a versão da ofendida. Acrescenta-se o relatório do prevaricador. Procura-se/vasculha-se por entre a papelada para aferir se não há um qualquer relatório de algum psicólogo que em tempos acompanhou o prevaricador e, que em alguma alínea, aponta a explicação para o sucedido (ATENÇÃO- respeito e muito o papel do psicólogo, acho mesmo ser uma mais-valia para o sistema de ensino, apenas condeno os “prostitutos da psicologia”). Comunica-se ao Encarregado de educação. Nomeia-se um instrutor para o processo (Instrutor? O processo sabe conduzir e… vai direitinho para o arquivo… morto). Elabora-se mais um relatório com todos os factos ocorridos, mais os dignos de relevo na história educativa do prevaricador, mais, mais … tudo com timings apertadíssimos, mas que já distam da ocorrência no mínimo uma semana, a correr bem. Cá está a acção just in time! Convoca-se uma reunião para decidir as medidas e já ninguém se lembra do motivo da reunião, tanto mais porque, o prevaricador, já prevaricou mais duas ou três vezes. (lembram-se do estaladão que o outro levou na década de oitenta? Não que defenda a punição física, mas ele não se esqueceu e relembra ainda hoje o motivo… pelo que me contaram…!).
Voltando à consequência… já se tinham esquecido? É melhor esquecer…

Fase 3 – Medida pedagógica – Muito provavelmente a consequência mais adequada seria, obrigar o “ser vivo” a passar a limpo os cadernos de físico-quimica, ou o de geografia. Ao fazê-lo, claro que jamais voltaria a cometer o mesmo erro! Aquilo servira-lhe de lição!
Não se pode fazer mais nada exclamam os mais… conformados! Pois não, concordo eu! Por este andar não valerá mesmo a pena! Ah! Já passaram três semanas, desde o sucedido!

Epílogo
Já alguém ouviu falar de autoridade? Seja ela de que tipo for! Aplica-se aos professores, mas de igual modo às forças da ordem, aos pais, avós, às pessoas com responsabilidade social…
Já alguém reflectiu sobre o que estamos a construir? Crianças sem educação, grupos sem razão, políticos com corrupção…
Como vai ser o amanhã? Logo se verá!
No meu papel insignificante enquanto membro activo da sociedade, sublinho insignificante, relembro as palavras sábias de José Régio…

“Não sei por onde vou, não sei para onde vou,
(mas) sei que não vou por aí!
Será que eu podia não ser assim?
Podia...mas não seria a mesma coisa!

quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

O Misterioso caso do professor infiltrado!

É engraçado quando histórias criadas há já algum tempo, depois de esquecidas, voltam às primeiras “páginas dos jornais”.
O estranho caso que vos vou narrar relata uma personagem que um grupo de alunos do extinto Forpescas criou. Em homenagem ao seu coordenador de turma, e com um temor extremo que esse “bicho” lhes causava, os formandos da turma de Marinhagem, do longínquo ano de 2003, fantasiaram que o seu coordenar de turma tratava-se dum um membro infiltrado da PJ, que estava ali com um único propósito – “controlar”! O que é certo é que, com esse medo, ou respeito, ou fantasia, os resultados foram muito positivos, não para nenhuma investigação, mas sim para a vida de cada um desses formandos que por ali passou.

O que é que esta história tem de especial? Nada! A não ser as coincidências do ano de 2010. Já lá vamos.

O que é certo é que, turma após turma, curso após curso, o professor infiltrado foi ganhando consistência e momentos houve em que a fantasia e realidade se confundiam. À sua maneira aquela personagem era uma referência para aqueles grupos de formandos. Ao longo dos anos as alcunhas atribuídas àquele “ser” foram variando – inspector, big boss, PJ, o bófia, … (só coloco aqui as que se podem ler!)- mas a base estava sempre lá! O “gajo” era mesmo um controlador! Os factos iam fluindo tão naturalmente que aquela história começava a fazer sentido a cada pormenor. Parecia nada escapar do olhar do big boss. Ele tinha tudo sobre controlo, de tal forma que conseguia saber coisas que o próprio nem queria ouvir falar! A dada altura essa personagem era alimentada por todos os restantes colegas da equipa formativa, que continuamente tornam aqueles simples formador, numa espécie de “monstro sagrado da investigação criminal”. Certo, certo é que … algumas coisas, alguns problemas foram solucionados, devido a essa imagem, devido à presença desse ser místico, que por ali pairava.


O que isto tem a ver com 2010? Já lá vamos.

Após algum tempo de afastamento com essas turmas de jovens, essa personagem foi caindo no esquecimento. Era apenas lembrada pelos colegas de equipa formativa, quando se encontravam neste ou naquele curso. Alguns desse colegas ainda continuam a insistir e é frequente receber e-mails dirigidos ao “big boss”, ao “PJ”.
Mas o tempo foi-se encarregado de apagar a força que essa personagem já teve… eis se não quando…

Corria o não de 2010… e numa realidade diferente, numa turma CEF da escola de Guifões, os formandos encontram-se todos apreensivos e questionam tudo e todos se têm um professor que é infiltrado. Como chegaram lá? Laços familiares e de amizade entrecruzaram estas duas realidades e os “criadores” do inspector, “avisaram” os novos para terem muito cuidado porque esse professor é infiltrado.
Ontem, num Conselho de Turma deparo-me com toda a força do “PJ de outros tempos”, pois os colegas, todos comentavam as inúmeras preocupações dos alunos, e não só os da turma referida, bem como de outras! A gargalhada foi geral, depois de desvendada toda a história. Mas todos foram também unânimes em perceber que aquela personagem podia ser importante como estratégia pedagógica! Vejam bem ao que chegamos. Bom mas pelo menos tenho a hipótese de “anexar” essa evidência à minha avaliação!
Certo, certo é que na passada segunda feira consegui estar 90 minutos em sala e os meus CEF com um comportamento exemplar! E pensava eu que era pelas minhas qualidades enquanto professor! Descobri então, que como professor sou fraquinho, mas … como Inspector…não sei não! Quem sabe se não é mais uma oportunidade de mudar de vida!

Saudações policiais.

domingo, 25 de outubro de 2009

Um professor ganha muito!?!

Acho piada aqueles que falam de tudo...sem saber de nada! Eu também sou um pouco assim... daí achar piada!

Desta vez trago algo que pode ser efectivamente comprovado!

Para aqueles que dizem que os professores ganham muito, dei-me ao trabalho de nestes últimos dois meses contar todas as horinhas que passo na escola... e garanto-vos que passo mesmo! Mesmo que por vezes não perceba qual o motivo, lógica ou a servitude! Mas isso são outras contas de outros rosários.
Registei para Setembro e Outubro todas as horas de trabalho efectivo. Não conto aqui os intervalos, nem os vazios à conversa na sala de professores, ou qualquer outra situação de braços cruzados. Como ganho tão mal (como irão ver), não me dou ao luxo de perder muito tempo... a não produzir.
Assim nestas contas incluo apenas o tempo gasto efectivamente a trabalhar na escola, não ouso por isso falar do tempo que perco ou ganho (depende do que estou a fazer) quando estou em casa. Vou cingir-me única e exclusivamente aos minutos contados, dos quais há registo, onde se incluem tempos lectivos, trabalho de escola, trabalho individual e reuniões (apetecia-me escrever outra vez reuniões, pois o que se reúne... Santo Deus! Se o tempo gasto em reuniões(burocracias) contasse para o IDH, estaríamos com toda a certeza à frente de países como a Noruega ou Luxemburgo e não ao nível do Mali como em alguns aspectos!)

Voltando aos factos...


SOU MAL PAGO!

No mês de Setembro auferi o valor de €7,97/ hora (valor antes de impostos... sim valor bruto. Há que tirar os impostos e ... é melhor nem o fazer! Vamos evitar uma depressãozinha!)

Se esta situação já era negra ... cheguei a Outubro e... o valor piorou! Ganhei €7,29/hora. (vou repetir o que já disse ...BRUTO!).

Alguns dizem ... é o valor justo... não vales muito mais! Acredito! Mas, mesmo eu, ganho, em sítios onde faço as mesmas coisas (mas com muito menos reuniões), €15 ou €16. Valor que muitos já recusam e acham ofensivo.

Com isto percebo que ganho menos que muitas outras profissões honradissímas, mas sem qualquer tipo de habilitações, trabalho o dobro, dou cabo da cabeça aturando os filhos dos outros, gasto dinheiro em tinteiros, livros, cadernos e demais material, uso o meu computador e impressora, ... ai ... enfim! E a grande desvantagem é que nem posso acumular com o Rendimento Social de Inserção (vulgar rendimento mínimo), visto trabalhar de forma legal...

Apenas posso concluir uma coisa. Não trabalho por dinheiro... Trabalho porque gosto do que faço! Apenas espero que não me levem a desistir daquilo que faço ... pois (modéstia à parte) ... faço-o com alguma qualidade.

Em Novembro cá estarei para repetir as contas... e descarregar!

Para terminar ... apenas me ocorre uma palavra: REUNIÕES. Não sei se será uma premonição da demência ... mas já me assusto (chego a ter mesmo suores frios!) quando me desloco ao placard das ditas... Quando de lá venho a expressão que mais uso é ...Fónix! (Não ouso reproduzir o que realmente me sai!). Poupem-me ...deixem-me trabalhar ...mas a sério!

domingo, 20 de setembro de 2009

Ser professor é...

SER PROFESSOR É ... segundo Jô Soares!!
(agradeço à Célia que me envio)

*O material escolar mais barato que existe na praça é o professor!**
É jovem, não tem experiência.
É velho, está superado.
Não tem automóvel, é um pobre coitado.
Tem automóvel, chora de "barriga cheia”.
Fala em voz alta, vive gritando.
Fala em tom normal, ninguém escuta.
Não falta ao colégio, é um “Adesivo”.
Precisa faltar, é um “turista”.
Conversa com os outros professores, está “malhando” nos alunos.
Não conversa, é um desligado.
Dá muita matéria, não tem dó do aluno.
Dá pouca matéria, não prepara os alunos.
Brinca com a turma, é metido a engraçado.
Não brinca com a turma, é um chato.
Chama a atenção, é um grosso.
Não chama a atenção, não se sabe impor.
A prova é longa, não dá tempo.
A prova é curta, tira as hipóteses do aluno.
Escreve muito, não explica.
Explica muito, o caderno não tem nada.
Fala correctamente, ninguém entende.
Fala a “língua” do aluno, não tem vocabulário.
Exige, é rude.
Elogia, é debochado.
O aluno é retido, é perseguição.
O aluno é aprovado, deitou “água-benta”.
É! O professor está sempre errado, mas, se conseguiu ler até aqui, agradeça ele.*
*Jô Soares*

segunda-feira, 27 de julho de 2009

Team Building by ANTOclismo® (2) - ACÇÃO!


No passado dia 24 de Julho decorreu uma experiência única: Team Building para as equipas formativas do CNO do For-Mar. Com uma adesão assinalável, o evento realizou-se num enquadramento belíssimo da Serra da Freita (Arouca). Numa busca da harmonia com a Natureza procurou desenvolver-se actividades que visavam sobretudo fomentar o espírito de grupo e a boa disposição.
A jornada, planeada com tempo, era composta por cerca de uma dezena actividades que foram desfilando ao longo do dia, sempre como cenário de fundo o verde da serra.
Assim, à hora marcada o nosso dia teve início com uma pequena caminhada, para abrir os pulmões até aquele que viria a ser o nosso “campo de jogos” das actividades da manhã. Assim, trajados a rigor e já com as equipas definidas, era vê-los a serpentear os trilhos de mato com uma paleta de cores garridas compondo uma pintura harmónica com a natureza.










Eis a competição…

O primeiro jogo de grupo constava na tradicional “petanca”. A aproximação das esferas ao “alvo” fez-se, embora em alguns casos, de forma assustadoramente distante! De entre os menos maus destacou-se a equipa azul, que assim arrecadou a vitória no primeiro jogo.










As restantes equipas ansiavam pela desforra e para isso tiveram de esperar pelo segundo jogo - bowling. A tarefa adivinhava-se simples a derrubar os pinos, mas a realidade mostrou ser bem diferente! Dando um desconto aos que usam óculos e àqueles que, deliberadamente, estavam mais preocupados em atingir o juiz de prova, a equipa verde lá se sagrou campeã, ficando assim com a vitória no segundo jogo.
Seguiu-se o último jogo antes da manhã – badminton. Este consistia em aferir as habilidade técnicas de cada equipa vendo quais as que conseguiam manter mais tempo o volante no ar, ou seja as que conseguiam dar mais toques consecutivos. A tarefa, mais uma vez aparentemente fácil, revelou-se bem mais complicada! Para além da nítida falta de jeito (!!!), o refúgio das justificações caíram muito nas questões climatéricas - “…o vento só sopra connosco!” era uma expressão muito ouvida! Reclamações à parte, a equipa amarela foi a vitoriosa … e com larga margem!!!!










A sorte, o jeito, a estratégia levou-nos até esta fase com um empate. Cada equipa tinha somado uma vitória.

Pausa nos jogos por equipa e “bora lá” à actividade mais puxada! Uma caminhada de verdadeira montanha que nos iria conduzir até ao sopé da Frecha da Mizarela, o “restaurante” por nós eleito para a degustação das delícias que iam nas nossas mochilas.









Uma descida íngreme de cerca de 35/40 minutos, com muitas “armadilhas” e escorregadelas e … os primeiros sussurros de conspiração manifestando a vontade de estrangular o António Pinto. Apenas o deleite da paisagem, bem como a sonoridade da queda de água, sempre em fundo, refreavam aquela vontade!













Eis que chegamos ao nosso “restaurante”. A reserva havia sido efectuada, pelo que aquele espaço era só nosso. Cada qual escolheu a sua “mesa” e toca a repor as energias … até porque daqui a pouco havia que fazer a subida! Lá estávamos nós em plena e total harmonia com a Natureza. O tempo ali gasto significava muito mais de que duas horas de tranquilidade era anos de vida recuperada, era energia em forma bruta que absorvíamos em cada olhar.




















Mas o caminho faz-se caminhando, neste caso subindo! Lá fomos nós…
A subida fez-se com esforço mas com muita vontade! Nem mesmo as abelhas nos travaram! (A não ser ao Miguel!).












O segredo era caminhar em silêncio e fazer pausas de forma frequente. O suor encharcava nossa roupa e a vontade de almoçar, novamente, tornava-se um desejo a cada metro escalado. Sem grandes problemas o grupo lá chegou ao cume e alguns exclamavam: “…subir é mais fácil!”, outros “…estivemos lá no fundinho? Uau!”, outros porém (quase todos) diziam: “…ai as minhas pernas!”, “…tou todo(a) partido(a)!”, “…o fim de semana vai ser todo na cama!”, “…ó António anula a reunião de logo!!!”. Chegado ao plano, tudo voltou ao normal e vontade de competir fazia-se sentir. Faltavam realizar os jogos da tarde.
O primeiro jogo da tarde constava numa prova de dardos. Vamos lá ver essas pontarias! Entre declaradas tentativas de assassinato ao júri da prova, bem como verdadeiro terrorismo tentado destruir os dardos, para além do notório estrabismo de alguns, a equipa verde sagrou-se vencedora com uma margem considerável (constou-se off-record que havia uma sala de jogo no quarto piso!).










Após os dardos, os jogos mentais – construções no geoplano. Seguindo um conjunto de instruções, cada equipa teria de construir diversas figuras respeitando as indicações sugeridas. Era ver os nós cegos causados! Nada que não se conseguisse realizar… com boa vontade! Os vencedores foram os azuis.










Seguiram-se ainda mais duas provas: tiro ao alvo com arma de paintball (prova anulada por dificuldades técnicas!!) e geo-orientação com GPS. Nesta segunda prova cada equipa teria de encontrar no meio da floresta pequenos pinos com a cor da sua equipa recorrendo às coordenadas fornecidas pelos aparelhos de GPS, isto num menor espaço de tempo. Era vê-los a correr … mas quem correu mais e melhor foram os amarelos, que desta forma tornaram a empatar a competição.










Como balanço da actividade fica um dia excelentemente bem passado, com um ambiente muito positivo, em que os laços de coesão grupal poderão ter sido reforçados. Obrigado a todos pelo empenho, dedicação e espírito que tiveram ao longo do dia. Estamos todos de parabéns!

Um abraço e até uma próxima.

sexta-feira, 24 de julho de 2009

Team Building by ANTOclismo®

Aqui está o primeiro evento ...

Chegados até hoje e após semanas de preparação, lá fomos nós até à Serra da Freita!

Uma equipa de 13 elementos (12 participantes + organizador) em busca de renovar o espírito... preparando as férias que estão a chegar e reforçando os laços profissionais que os ligam.

Brevemente o balanço da actividade!

terça-feira, 10 de fevereiro de 2009

O Certo e o Errado - valsa desencontrada!

De entre os itens elencados assinale os, que segundo a sua opinião, são atitudes correctas:

1- Cortar plantas num jardim;

2-Queimar a floresta;

3-Assaltar uma farmácia;

4-Mandar a baixo uma torre de escritórios;


Se não assinalou nenhum poderá estar no caminho certo, mas se assinalou todos ou apenas alguns, pode também estar no caminho certo!

Vejamos.


Se eu disser que a acção 1 está a ser desenvolvida por um jardineiro, a sua opinião altera-se?

Se referir que a acção 2 é praticada pelos agricultores de subsistência que praticam a agricultura itinerante de queimada, a sua opinião muda?

Se acrescentar que o assalto à farmácia foi para recolher um medicamento e salvar uma vida em segundos, a sua opinião muda?

Se acrescentar que a torre foi implodida, de forma planeada, para dar lugar a um hospital, a sua opinião muda?


Sem ver as respostas dadas, concluo por vocês o seguinte: Tudo é relativo!!

Essa relatividade é um jogo, um movimento de cintura entre o que é certo e o que é errado ...

Já agora vale a pena pensar nisto...

Digo eu... são coisas que eu penso... coisas que digo...

London, Fev '09

A viagem que de seguida vou narrar foi realizada num contexto diferente do habitual. Foi realizada no âmbito de um Curso de Formação e Educação de Adultos de Nível Secundário que está na sua fase de conclusão e que eu tive o prazer de coordenar.
Obrigado a todos os que me proporcionaram esta experiência ...
Obrigado amigos ...

Digo eu... são coisas que eu penso... coisas que digo...


London,

5 de Fevereiro de 2009.

Qual iniciativa, qual sonho, qual ideia, qual Objectiv@, qual... qualquer que tenha sido o propósito... chegamos!Na realidade, enquanto alguns tentam minimizar e usar o “complicómetro”, há alguém que ousa o impossível e, como por artes mágicas, tal desejo torna-se tangível.No âmbito do Curso EFA NS TA (2007-2009) realizado no Forpescas/FOR-MAR, o grupo decidiu desejar o impossível, o improvável, a novidade...A mim, enquanto (ir)responsável por este grupo, só me restou uma opção -dizer sim (ainda não aprendi a dizer NAO! E desta vez ainda bem!). Mas mais do que dizer que sim, tal tarefa tornou-se, para mim, mais um objectivo a atingir no Curso com o grupo. Como se para mim viajar não fosse em si mesmo um objectivo (de vida!)

Bom ... a ideia surgiu e com o tempo foi ganhando corpo e firmeza. Projecto abraçado, não por todos (cujo facto lamento) mas, com a dedicação de muitos revelou-se sério, capaz e com sentido!

5 Fev’09…

Cá estamos em Londres, um grupo de 13 pessoas com boa disposição, alegria e uma boa dose de loucura (enfrentar as agruras do tempo com temperaturas negativas, naquele que se revela ser o Inverno mais rigoroso das últimas décadas).Durante o voo ocorreu-me uma daquelas idiotices do costume e disse: “Este é um grupo 100%. Segundo as leis mais básicas da Matemática estamos 55% dos formadores e 45% dos formandos, ou seja … 100%”. É obvio que nas conversas de todos são lembrados todos aqueles que, por uma ou outra razão não estiveram connosco. De forma diferente, também contribuíram para este projecto … também são parte do grupo.Voltando à viagem … o denominador comum é o frio! Temperaturas que rondam os zero graus e com uma sensação de frio na ordem dos dez graus negativos, lá iniciámos o plano/roteiro traçado.Assim, depois da instalação no Hotel seleccionado - “Eden Plaza Hotel” em Kensington, a manhã seguinte deu início à nossa jornada.


6 Fev ‘09

Começamos por experimentar as sensações do Metro de Londres “… Mind a Gap”, que nos conduziu até ao primeiro ponto de paragem – Buckingham Palace. Depois de umas snapshots aos aposentos reais, ricamente decorados pela neve nos jardins, lá percorremos esse espaço sempre com o ranger de dentes, não por temor à majestade, mas pelo frio que nos acompanhava.O nosso périplo lá continuou pelo St. James’s Park cujas águas lacustres eram espessas, geladas e onde os patos não nadavam, mas andavam em passos desconfiados…
Passagem breve pelos Horseguards, onde podemos assistir ao render, seguindo de imediato por Downning Street, cujas obras perduram no tempo (já existiam em Agosto de 2008 quando visitei pela última vez) e cujo zelo pela segurança parece ser cada vez mais apertado, factos que impossibilitam o desfrute dessa emblemática residência do número 10. Seguimos sem perder tempo para a Abadia de Westminster, Parliament e Big Ben. Nesse momento – 12 horas em ponto, sentimos o pulsar do mais famoso e pontual relógio do mundo. O frio ainda nos acompanhava … e a chuva … e a neve!
Com coragem e com o conforto da refeição, lá desafiamos a gravidade e ousamos ver Londres do céu. O Londons Eye, novo ex-libris da capital do Reino Unido, foi o passo seguinte. Poucos foram os corajosos a desafiar as alturas mas, certamente que a experiência valeu a pena … não foi Susana? (tremeu um pouco mas nada de grave). As vistas da névoa e da neve (pouca) que insistia em cair fizeram alargar horizontes e permitiram ter uma panorâmica de grande parte do espaço urbano londrino.


Outra landmark da cidade foi o destino seguinte – London Bridge. Admirável, pela originalidade e imponência, unifica duas partes bem distintas. A nossa visita fez-se de saltos na história e deixando este emblemático ícone, retrocedemos na linha do tempo até à Tower of London. Aí o misticismo assume ainda mais enfoque e toda uma imagética nos ocorre.

Dando um novo salto temporal, bem mais para o presente futurista nos deparamos com a zona de Piccadilly Circus. Toda a simbologia da imagem comanda e dá riqueza àquela área “neonnizada”, fruto da cultura liberal do capitalismo. Local ideal para as compras (a preço reduzido, pois também por aqui as agruras da economia se fazem sentir … quem diria!), lá percorremos algumas artérias até desembocar na Tragfalgar Square, junto à National Gallery. Agora sim … a neve aparecia mais amiúde e o frio era cortante…A noite caía e o regresso para uma refeição reconfortante era o desejo, não antes sem experimentarmos o undergroud como ainda não o tínhamos sentido – hora de ponta!! “(Re)Mind a Gap”.

Depois da degustação e dos efeitos do calor da refeição, as forças saíram reforçadas e a noite de descanso (!!!!????!!!!) foi possível.7 Fev ‘09No dia seguinte, prontos para mais uma jornada lá recomeçamos …O frio continuava …Pela manhã bem cedinho e seguindo o plano “Dettol”, dirigimo-nos a Nothing Hill, mais concretamente até “Portobello Market”. Este local, único, místico, curioso, frenético … tinha um ritmo agitado. Depois de alertados, pela polícia, para a existência de “Pickpockets” (“remexedores de bolsos”), lá fomos acotovelando este e aquele em busca de observar as “esquisitices” passíveis de serem adquiridas. Tudo o que é possível de imaginar … está lá!!! Outra característica deste lugar é a excentricidade, uma paranóia colectiva, um cocktail de loucuras, que transborda e se vê nas características das casas, das pessoas, do ambiente.Quando olhamos para o relógio, era já hora de saciar o bichinho da alimentação. Mais uma vez e com recurso fácil à “fast-food” lá “enchemos o papo”.

O plano continuava, agora numa fase de ajustes e reajustes até à definição do ponto seguinte - British Museum. Este local foi uma surpresa assinalável. Parte um - era grátis; parte dois era a aula de história Mundial que nos custou a apreender nos tempos de estudante. Quanto a ponto um, podemos dizer que é uma lição; quanto ao ponto dois, podemos dizer que é uma aula com recurso a diferentes recursos (passe a repetição), pleonasmado sim de exemplos, marcas, sinais, momentos, vestígios, tudo alinhado numa continuidade temporal. Neste percurso mais ou menos (des)alinhado lá percorremos diversas civilizações, diversas geografias temporais. Uma tarde não é suficiente, mas as pernas já se queixavam … pedindo que entrássemos na “civilização do Spa”. Mas … apesar das queixas físicas o percurso diário não acabou e a cereja em cima do bolo foi o Hyde Park. Podendo agora desfrutar de toda a frieza climática, mais intensa do que a do famoso “Jack – o estripador” e relaxando ao sabor dessa brisa tínhamos um objectivo – encontrar uma “cache” na imensidão do parque (o Geocaching do Engenheiro sempre presente!). A noite caía e os resultados tardavam em aparecer, mas perante a desilusão, havia alguém que se divertia – era ver o Domingos e o Rui numa luta de bolas de neve … o que os putos se divertiam! Depois de tanta insistência lá … desistimos. Desta vez (e pareceu-me ser a única) uma cache ficou por encontrar. O Miguel fez beicinho, mas lá o animámos com o calor do grupo, no caminho para os nossos aposentos.

Seguiu-se uma hora de relaxamento nos quartos para se seguir a hora da refeição mais desejada. Após o jantar, os resistentes (todos excepto os mete-nojo António e Joana) lá foram conviver com os beefs até um bar da zona. O que lá se passou, apenas no dia seguinte o soube … e adormeci!Mas tive que acordar pois fui invadido por grande parte do grupo para uma espécie de “Tertúlia sobre assuntos mundanos”. Nem sei quantos eram a entrar pelo quarto dentro… mas entre os entraram e saíram, lá ficaram quatro. A conversa durou … durou e os assuntos (importantes) vão ficar em segredo (cada um que faça o melhor uso deles…!). Foi uma troca de experiências interessante, uma excelente sessão de cidadania.

Passadas algumas horas … o pessoal ia aterrando … até à manhã seguinte!


8 de Fev. – Dia do Regresso

Numa espécie de sondagem à boca das urnas, cerca de 95% do grupo era da opinião que a viagem deveria continuar mais um ou dois dias. Bom sinal!Esta manhã, ainda livre, serviu para cada um explorar as vistas/visitas que iam de encontro à sua vontade individual. Assim, enquanto uns preferiram um passeio a pelas ruas da cidade, outros continuaram a exploração cultural (Mme Tussaud’s, Museu de História Natural, Imperial War Museum, …).O Big Ben … cruel … assinalava as 14 horas – hora de reunir as tropas e preparar o regresso. A vontade de voltar era muito reduzida, mas nada havia a fazer … só nos restava regressar à vida real!

Lá apanhamos o transfer em direcção ao aeroporto, gozando nesse trajecto das últimas vistas (Piccadilly, Chinatown, …).

A viagem de avião e … aterramos no nosso ponto de origem e … pronto … despedimo-nos…

Esta viagem vai ficar gravada na memória de todos, mas nem que fosse apenas na memória de um, já tinha valido a pena. Ficará marcada em cada um de forma diferente, pois também todos nós somos diferentes… mas apesar das nossas diferenças … ousamos em comum sonhar e conseguimos realizar um projecto comum.

Realizar.
Digo eu …
Até sempre … EFA NS TA
António Pinto

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2009

Dinâmicas de grupo - a verdade escondida!


Sempre gostei de pessoas! Passo imenso tempo a observar as suas dinâmicas ... mas quanto mais observo ... menos descubro! Tem dias …
Por essa razão o meu coração é grande e cabem lá todos! Contradição? Vejamos.
Enquanto alguns não percebem as razões dos outros e tomam a decisão de os marginalizar, eu procuro praticar o "segredo da inclusão".
Qual é esse segredo?
Pensar que todas as pessoas têm razões para agir desta ou daquela maneira. Logo ... merecem a minha confiança, o meu apreço ... o meu amor!
Sou inclusivo ou tenho o coração grande?
Sou prático! Porque razão vou ser "mau" para alguém pelo facto desse alguém ter (eventualmente) prejudicado outro. É assim que habitualmente se faz na sociedade, daí as políticas de integração e reinserção serem o que são!!!! (Aprendi muito na cadeia ... dou lá formação, não é crime!!).
Vejamos a seguinte sequência de acontecimentos:
-O cidadão A prejudica (eventualmente) o cidadão B;
-O cidadão B conhece o cidadão C e narra a sua história;
-O cidadão C que se "dava bem" com o cidadão A, esfria a sua relação com ele.
-O cidadão D assiste a tudo isto de fora, de longe, mas como simpatiza mais com C, logo age fazendo justiça contra A;
-(...)

Passado muito tempo (1 dia, 1 ano ... nunca) o cidadão B reconhece que o A nunca o tinha prejudicado e voltam a entender-se ... as voltas que o mundo dá!
Entretanto ... "muitos filmes foram feitos", muitas coisas foram ditas, muitos mal-entendidos aconteceram ... muitos desencontros se deram.
Deixem-me acreditar na minha teoria ... por favor!!
Deixem-me acreditar que as pessoas que gosto são boas e desinteressadas. Deixem-me "levar com pancada" se for caso disso!
Deixem-me ter essa contribuição para um mundo, que não sei se é melhor ou pior, mas é aquele em que gostaria de viver.
Sejam inclusivos ... partilhem o segredo, ou se não forem capazes ... ignorem, não falem, não critiquem, não "desambientalizem".
Apenas há lugar para dois tipos de pessoas: as de quem gosto (felizmente são muitas) e as que não gosto ou não conheço. Em relação às primeiras, transmito-lhes o segredo em forma de calor ... dou-lhes amor; no tocante às segundas ... deixo-as longe do meu pensamento! Perante estas fico indiferente, logo não gasto energia a criticar ... canalizo-a para dar às primeiras!
Enquanto "condutor" de pessoas procuro passar o segredo. As reacções são duas: alguns vêem sentido na teoria, outros não. Os primeiros podem agora passar à segunda etapa - passar a mensagem, tornando-se isto numa espécie de pirâmide invertida em que sou apenas um ponto, um vértice, um suporte para a estrutura que se alarga para o topo. Os segundos - sejam felizes!
Percebem agora porque uma das minhas obras de eleição é "Favores em Cadeia". Mal sabia que à segunda-feira é o dia de ir para a cadeia (Custóias) - palco ideal para os favores, mas deixo isso para as estruturas já montadas.
Tudo é relativo, tal como o segredo deste segredo, tal como eu ou as minhas ideias, ou qualquer um dos leitores deste post.
Se assim é, façamos diariamente exercícios de relativização ... vamos começar!
1- Todos somos diferentes (óbvio!);
2-Não podemos gostar de toda a gente de igual forma (claro como a água!);
3-Devo gastar energia com quem gosto (não sou idiota!);
4-Devo ignorar quem não quero no pensamento (lógico!)

Logo ...
"devo ser cauteloso em criticar e generoso em elogiar"
...porque...
-que direito temos de julgar?;
-quem nos habituou a herdeiros do justiceiro?
...mais um exercício (idiota!!! e um bocado panisgas!!!) ... pratiquem...
Por cada crítica feita devemos beijar cada uma das pessoas de quem gostamos (uma espécie de lei de compensação).
Como eu gosto de muita gente, não me chegavam as 24 horas do dia para beijar ... todos!
(Já estou a imaginar algumas pessoas a provocar a ira em mim só para serem beijadas!!!)
Logo, para não criar injustiças, opto pelo facilitismo - não critico ... muito ... às vezes ... com alguns ...!
Não que não goste de beijar, mas porque tenho o meu tempo todo contadinho ... para as coisas boas.
O que são coisas boas?
Aquilo que faço: FAZER/CRESCER COM/AS PESSOAS
Eis o segredo!

sexta-feira, 16 de janeiro de 2009

Liderança ... ou falta dela!

Qual o significado da expressão: "Tê-los no sítio"!

Seja homem, mulher, ou nenhum dos dois, todos somos líderes! Em casa, no trabalho, no grupo de amigos... Todos somos, calma aí! Todos tomamos decisões, todos temos opinião, todos gostamos de comandar e dar nas vistas... mas nem todos temos as ferramentas correctas, e indispensáveis, nem tão pouco a habilidade para sermos LÍDERES.

Procurando nos "catrapassos" teóricos sobre o tema apresento alguns considerandos.

Esquisitice # 1 -Um líder é alguém que sabe o que fazer e não deverá perder a tranquilidade. A julgar pelo "trivial", parece que muitos nem sabem o que fazem e que a única forma de por em prática as suas ideias é ... perdendo a tranquilidade. A técnica do "quanto mais alto e ruidoso, mais eficaz" parece ter aqui o palco ideal! Não confundir tranquilidade com sonolência!!!!

Esquisitice # 2 - Um líder não deve marginalizar nem rejeitar nenhum dos seus colaboradores. Mais um palco ideal para o líder mostrar as suas capacidades. Não só marginaliza e rejeita, como tem a hábil capacidade de o fazer com os mais capazes. Os nossos líderes entendem o capaz como um anormal. Por essa razão considera-o dispensável. A técnica a usar é gira! É a técnica de "empurrar para a beira do prato" até que com garfo ou sem ele ... ele deslizará para fora! Os líderes têm aversão a uma ideia: " fazer sentir que os outros são importantes".

Esquisitice # 3 - Um verdadeiro líder não usa o seu grupo para interesses pessoais. Nada disso! Ele interessa-se pelo bem do grupo. O grande problema é que costuma confundir o grupo consigo mesmo.

Esquisitice # 4 - Um líder está sempre disponível e pronto a atender! Excepto quando não está disponível ou não quer atender. Aí ele tem coisas muito importantes a fazer, de forma que as pessoas passam para segundo plano. Perdeu-se um "líder emocional". Este, na minha opinião, é um ser que percebe que não se pode tratar as pessoas como recursos humanos ... sem ter percebido que eles antes de mais são... humanos!

Esquisitice # 5 - Um verdadeiro líder distingue bem a diferença entre o falso e o verdadeiro, entre o profundo e o superficial, entre o importante e o acessório. Não se comporta como um verdadeiro falso, um superficial sem profundidade, valorizando o acessório, simplesmente porque não consegue perceber o que é... realmente importante!

Esquisitice # 6 - Do ponto de vista teórico o líder facilita a interacção do grupo. Procura que o grupo funcione harmoniosamente, sem precisar de dominação. Na realidade o líder costuma atrapalhar, e ele próprio cria bloqueios. Porquê? Não ouve, não sente o pulsar dos que com ele colaboram. Tem dificuldade em criar um ambiente acolhedor, pois julga que, caso não exista uma voz dominante, ninguém o respeita. Pois bem o que ele consegue é, quando muito, ser tolerado, agora respeitado ...

Esquisitice # 7 - Um verdadeiro líder pensa que o bem sempre acaba por vencer o mal. Ele, jamais desanima diante da opinião daqueles que só vêem perigo, sombra e fracassos. Ele terá que ser um optimista, jamais um pessimista. Mas não… eles insistem em criar um ambiente "escuro", sombrio ... para que os outros tenham dificuldade em vê-lo (a ele líder) tal como ele é! É uma estratégia de defesa, pois no meio da confusão, trevas, numa ambiência nivelada por baixo, é mais fácil ser capaz!
Esquisitice # 8 - Sabe prever, evita a improvisação. Pensa em todos os pormenores. Um verdadeiro líder pensa mesmo em todos os pormenores, porque estes são realmente importantes. A vida é feita de pormenores. Justifica-se, pois não me parece existir a palavra "pormaior". O que acontece na realidade é a super, mega, hiper valorização das coisas grandes, de visibilidade, e as pequenas coisas (afinal, as que fazem a diferença) são esquecidas.

Esquisitice # 9 - Um verdadeiro líder acredita na possibilidade de que os seus colaboradores saibam encontrar por si mesmos as soluções. Ao invés de achar que eles só lhe causam problemas.

Esquisitice # 10 - Deverá dar a oportunidade para que os outros se promovam e se realizem, procura proporcionar todas as condições para que o grupo funcione bem. Pelo contrário, insistentemente, procura promover-se a si com o bom trabalho dos colaboradores e se o grupo funciona é porque o mérito é todo seu ... fez as escolhas certas. Esquece-se que o trabalho não feito de escolhas , mas sim de dinâmicas, e essas só se conseguem com ferramentas hábeis, de trato fácil, de honestidade e inteligência emocional, ao dispor apenas… de alguns!

Esquisitice # 11 - Faz agir. Toma a sério o que deve ser feito. Obtém resultados. Não deve ser uma pedra na engrenagem, não deve brincar com o trabalho dos outros e os resultados não podem, nem devem, ser atingidos de qualquer forma. O que vemos? "Encrencas" a emperrar o desejável funcionamento da marcha, tomando como prioridades as suas e não AS verdadeiras prioridades, para além dos resultados obtidos poderem ser algo discutíveis quer na forma, quer no método, utilizados para os atingirem.

Esquisitice # 12 - Um verdadeiro líder deverá ser agradável, sabe conversar com todos. Não deverá tratar os seus colaboradores com desapego, como seres inferiores, como gente sem nível, apenas como um recurso ao seu dispor e que servem para o necessário, mas para mais nada!

Esquisitice # 13 - Diz o que pensa. As suas acções correspondem às suas palavras. Sistematicamente o líder não diz o que pensa. Pensa e selecciona o que diz. As "boas" notícias, faz questão de transmitir. As "más" manda alguém dizer. Para além disto ele deveria preocupar-se com o exemplo e as suas palavras deveriam ser enquadradas pelas suas acções, mas tal não é frequente acontecer. Não é um exemplo, pois não diz o que pensa com frontalidade, nem tem coragem de fundamentar seus actos.

Esquisitice # 14 - Um líder deverá enfrentar as dificuldades. Não deverá fugir a elas nem descarregar nos outros. O habitual acontecer é estar lá para recolher os louros e... empurra os outros para levarem com as balas. Para além disso usa os outros como "sanita" no sentido em que descarrega tudo: o justo e o injusto, o verdadeiro e falso, os problemas e não as soluções.

Esquisitice # 15 - Busca a verdade com o grupo, e não passa por cima do grupo. O normal é buscar a verdade que mais lhe convém, para além de aceitar como verdade tudo o que lhe dizem, sem "tirar a limpo". Passa por cima de todos, pois o entendimento que faz é que o lugar dele é no topo, e ele chega lá no sentido mais literal.

RESULTADOS:

1) Se é líder e se reviu no lado negativo em mais de metade dos itens enumerados, lamento mas é provável que seja um mau líder. Se foram mesmo muitas é provável que seja líder por nomeação política ou por cunha partidária. Seja qual for a via é claro que é um idiota. Não sou contra as cunhas! Sou a favor da competência. Mude, não deixe ficar mal quem o "cunhou", o "nomeou"... Se ainda está com dificuldade em saber quanto é metade de 15 ... encontrou a resposta, não procure mais! Não leia mais nada ... fique por aqui....

2) Se é líder e se reviu no lado positivo em mais de metade dos itens enumerados, lamento mas deve tratar-se de um trabalhador incansável, inteligente, disponível, para além de boa pessoa. Lamento porque nunca chegará a líder... pois não tem o perfil. Não é idiota! Parabéns... mas paciência!
Este artigo é dedicado a todos os líderes que já tive, tenho e terei. Também é dedicado a mim mesmo, pois enquanto líder, cometo imensas falhas, mas tenho uma preocupação: leio muitas vezes estas 15 “esquisitices” e procuro no dia seguinte fazer as coisas de uma forma melhor …

quarta-feira, 31 de dezembro de 2008

Mensagem de Ano Novo!

Este ano os meus votos de Ano Novo serão comedidos ... é a crise!


Por essa razão desejo,

a todos os amigos, colegas de trabalho, formandos, alunos, colaboradores, e a quem quiser ...
apenas duas coisas: o dobro e a metade do que tiveram em 2008!

De quê? Do que quiserem mas deixo aqui algumas sugestões:


- o dobro das alegrias; metade das tristezas;

- o dobro da saúde; metade das doenças;

- o dobro do trabalho; metade da preguiça;

- o dobro dos rendimentos; metade dos impostos e outros gastos;

- o dobro de diversão; metade das preocupações;

- o dobro da responsabilidade; metade dos "deslizes";

- o dobro do tempo de convívio com os amigos; metade das secas dos "empatas";

- o dobro do profissionalismo; metade das falhas;

- o dobro de honestidade; metade da falsidade;

- o dobro do sexo; metade das "dores de cabeça";

- o dobro dos nascimentos; metade dos desaparecimentos;

- o dobro da paciência; metade do stresse;

- o dobro do amor; metade da agressividade;

- o dobro de beijos; metade das críticas;

(...)


Pela minha parte, em 2009, vou tentar dar a todos o dobro das coisas boas que dei em 2008 e apenas metade dos aborrecimentos causados.

Feliz 2009.

segunda-feira, 29 de dezembro de 2008

Paris ... elegante!

O que me levou a Paris, novamente?


A Groupama Seguros, graças ao trabalho por mim desenvolvido, deu-me a oportunidade de voltar a Paris (duas vezes em menos de um ano!). Desta vez, não foram as tradicionais férias em família, mas sim uma jornada de algum trabalho e muita diversão ... com outra família ... companheiros de outras lutas ... dificeis!
É verdade graças ao Concurso Nacional de Produção do ano de 2007, fui um dos "bem classificados" e ganhei esse prémio. O ano correu bem, produzi bastante, daí a recompensa ... justa!
Nas fotos seguintes encontramos o grupo dos vencedores e o mini-grupo do Norte ao qual pertenço. Todos vencedores!













Desta vez, pude experimentar outra Paris. Uma escapadinha ao Moulin Rouge (famosa sala de espectáculos, nada de outros pensamentos!), uma ida até Versailles, um passeio nocturno no Senna, a tradicional subida (e descida a pé) da Torre Eiffel... para além da visita da Sede da Groupama Seguros.

Foram uns dias diferentes...